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Eddie Gossage, presidente do Texas Motor Speedway, também comentou sobre o evento ter uma semana e os problemas com o asfalto.

Carro de Takuma Sato no Texas
Andar naquela faixa preta era um risco iminente de batida devido ao PJ1.

A Fórmula Indy conseguiu finalmente terminar sua pré-temporada depois de nove meses e realizar a primeira corrida do ano, com Scott Dixon se sagrando vencedor da prova. E, apesar de ser considerada um sucesso no geral, com a corrida acontecendo sem grandes incidentes houveram alguns problemas levantados, principalmente com relação ao evento no todo ter apenas uma semana e sem qualquer teste coletivo, além dos problemas no asfalto que atrapalhavam muito os carros a usarem as linhas mais externas da pista.

Quanto a isso, Eddie Gossage, presidente do Texas Motor Speedway e um dos acionistas da Speedway Motorsports Inc. fez algumas declarações para a Motorsport.com sobre esses problemas.

Primeiro, Gossage falou sobre o PJ1, a resina sintética que é usada para dar maior aderência a superfícies, mas que não cumpriu bem seu papel no sábado passado:

“O Texas Motor Speedway tem asfalto de três anos e o novo asfalto não se desenvolveu nas faixas mais superiores. Como os pilotos normalmente permanecem na parte inferior, a pista é emborrachada apenas abaixo da ranhura inferior. Portanto, eles preferem que o PJ1 seja usado nas linhas mais altas das curvas para ajudá-los." Declarou Gossage. “Pelo que eles me dizem, o calor e o tempo ativam o PJ1, seja por sol ou pelos pneus quentes. Nenhum desses fatores foi abundante desde novembro na pista, usamos um trator e escovamos extensivamente na semana passada. É rotina para nós limpar e preparar a pista, mas não foi o suficiente.

Quanto a questão se a pista poderia retirar a resina, Gossage contou que "O uso do PJ1 é determinado pelo que costumava ser o conselho de pilotos da NASCAR e pela NASCAR em si. Eles determinam se ele será usado e onde deve ser aplicado. Se mais PJ1 precisa ser adicionado no final de semana da corrida, o que acontece em algumas pistas, é determinado por esse grupo. A direção da pista não tem muito a fazer."

Quando questionado se os custos da retirada do material falou mais alto, Gossage disse que "Nunca deixamos algo como custo atrapalhar uma corrida. Independente disso, não sei se poderíamos ter tirado o PJ1 do asfalto. Geralmente é necessário para oxidar ou alvejar (aplicar soda cáustica ao asfalto para retirá-la, igual a uma mancha de roupa)."

Passando para outro tema, houveram algumas reclamações quanto ao evento curto em apenas um dia, principalmente após tanto tempo sem treinos coletivos. Isso gerou uma desconfiança sobre a durabilidade dos pneus Firestone e fez com que a regra de se correr apenas 35 voltas em verde por cada set de pneus fosse implantada nesse fim de semana.

"Estrear no sábado foi um pouco arriscado", observou ele. “Não houve testes de pré-temporada aqui, primeira corrida com o Aeroscreen, nenhum teste de pneu... Se alguém - digamos um Scott Dixon da vida- conseguisse um grande acerto e uma ótima configuração, a corrida poderia ser um fracasso. E, se ninguém tivesse uma configuração perfeita poderia ter sido uma corrida de estourar o balão. Nunca se sabe antes de correr realmente.

“E, no final, para o crédito de todos, nosso evento foi um sucesso. Talvez não tenha sido um espetáculo, mas foi um sucesso. Temos o comércio fluindo através do esporte e foi por isso que o fizemos [a estreia tão cedo]; esse era o ponto. Mesmo com essas incógnitas, todos tivemos que pular do penhasco juntos. Embora não soubéssemos qual seria o resultado, saltamos para o bem do esporte."

A próxima corrida da Indy acontece apenas no dia 4 de julho, correndo a GMR Grand Prix no Indianápolis Misto em conjunto com a NASCAR. Até lá!

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