Especiais do Indy Center

Penske Racing, Ed Carpenter Racing, Dale Coyne Racing e Arrow McLaren Schmidt-Peterson entraram na pista no oval texano, trazendo quatro estreantes, além de Josef Newgarden e Ed Carpenter.
Álex Palou aproveitou o teste para tirar fotos conceituais novas para seu site.
O teste foi realizado no dia todo de sábado. Newgarden e Carpenter entraram em pista apenas para acertar os carros para os estreantes Scott McLaughlin e Rinus VeeKay, respectivamente. Depois disso, o treino ficou se carros na pista até próximo do meio-dia, pois as temperaturas estavam muito baixas. Os estreantes foram para a pista de meio-dia até próximo das cinco da tarde.

Aproveitando as poucas voltas, o piloto-sócio da Ed Carpenter Racing declarou que "a maior mudança foi que o carro agora possui um pouco mais de pressão aerodinâmica, mas no resto é bem parecido na hora de pilotar. É mais silencioso e você sente menos o vento e visualmente é o mesmo, não tendo qualquer distorção."

O estreante da equipe, Rinus VeeKay, andou pela primeira vez em um oval com o carro da Indy, e gostou bastante da experiência: "foi ainda mais legal do que eu esperava!Apesar de ter começado tarde por causa do tempo, mas ainda foi um dia muito útil e dei um salto acentuado na minha curva de aprendizado. Eu me senti super confortável no carro e a equipe fez um trabalho incrível.”


O bi-campeão da SuperCars Australiana, Scott McLaughlin, animou depois da confirmação de sua estreia na Indy correndo em Indianápolis Misto e também testou no maior oval texano. Como a Pneske não tem pilotos estreantes para a temporada completa e testes com pilotos estreantes podem ser mais estendidos, a equipe de Roger Penske aproveitou a jogada para testar o aeroscreen pela primeira vez em sua forma finalizada. "Estar testando carros da Indy com a Equipe Penske no Texas foi como um sonho. A adaptação ao carro foi um grande ajuste para mim. A sensação de velocidade nesses carros é simplesmente incrível. Hoje, no Texas Motor Speedway, registrei mais de 150 voltas e fiz 222 mph. Minha volta foi boa e verdadeiramente a mais rápida que já participei em um carro de corrida na minha vida. Você precisa ser tão preciso. Mais uma vez, muito obrigado a todos da equipe Penske e, especialmente, a Roger Penske por confiar em mim!"


O espanhol Álex Palou, que pilotou em praticamente todas as categorias de base europeias, além da Super GT e Super Fórmula Japonesa, também fez sua estreia pela Dale Coyne, e sem um piloto para ajustar previamente o carro para ele, pois as coisas na Dale Coyne são mais hardcore: "Foi uma experiência louca e adorei! É incrível dirigir em um circuito oval. Foi mais louco do que eu esperava, mas também foi mais divertido do que eu esperava. No começo, foi um choque de realidade por causa da inclinação e da velocidade, porque tudo é muito rápido. Mas tudo o que você precisa são pequenos detalhes para melhorar o carro e melhorar sua linha. Começamos devagar, fomos acelerando aos poucos, construindo minha confiança até sair com um pneu novo. Foi ótimo."

Oliver Askew também testou pela Arrow McLaren SP, onde a equipe andou pela primeira vez no oval texano desde o fiasco da não classificação de Fernando Alonso para as 500 milhas de Indianápolis do ano passado. “Eu amo ovais… participei de um teste no Kentucky Speedway no ano passado no Indy Lights, e eu meio que sinto algumas semelhanças entre os dois circuitos, onde ambos são tri-oval e com a transição de faixas mais suaves, mas é um carro completamente diferente, certo? Muito mais rápido. Um acréscimo de 30 mph nessas velocidades parece que sentimos que  aumentou 100 mph.”

E essa foi a primeira impressão de quatro dos estreantes na temporada 2020 da fórmula Indy. Os tempos dos testes não são divulgados, pois este não foi um teste coletivo e a telemetria é secreta para cada equipe. No entanto, McLaughlin divulgou que fez a melhor volta em 222 mph enquanto Álex Palou divulgou no Twitter que fez uma volta em 215,4 mph, velocidades bem similares as observadas na classificação da DXC Technology 600 do ano passado. Como ainda era um teste e as condições da pista estavam longe das ideais, dá pra estimar que haverá um aumento não muito grande nas velocidades com o aeroscreen em Superspeedways.

É interessante ver dois pilotos que não estão acostumados com ovais e fizeram grande parte de sua carreira em outras categorias adorando a oportunidade. Em tempos onde cada vez mais pilotos vem mostrando receios nesse tipo de circuito, é um alívio.

Vamos ver se isso se mantém em ritmo de prova.

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