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A dupla de brasileiros se revezou no #31 da Carlin no primeiro teste coletivo da categoria em COTA, com ambos em busca de um acerto com a equipe inglesa. Parecia uma coisa tranquila, mas bem... é da Carlin que estamos falando.
Parecia anúncio de temporada e até enganou alguns aqui em terras brasileiras, mas era só um anúncio para testes.
Foi anunciado na semana retrasada a lista de inscritos para o primeiro teste coletivo da temporada 2020 da fórmula Indy em COTA, nos dias 11 e 12 de fevereiro, e o único carro marcado com piloto "a ser anunciado"(o famoso TBA) era o #31 da Carlin. Dois dias depois, foi anunciado que dois brasileiros dividiriam o segundo carro da Carlin: o piloto da IMSA  Felipe Nasr e o piloto de testes da McLaren Sérgio Sette Câmara. Ficou combinado que o primeiro dia todo de testes o carro ficaria nas mãos de Nasr, passando para Câmara no dia final.

Mas a mãe natureza tinha outros planos, e choveu durante todo o primeiro dia, fazendo com que nenhum carro presente desse mais do que voltas de instalação. Com isso, os planos para o #31 foram modificados, com Nasr pilotando três horas pela manhã e Câmara pilotando também três horas no período da tarde.

Nasr foi bem no treino, considerando que não era seu primeiro contato com o carro da Indy, tendo em vista que ele já testou em Sebring em julho do ano passado. O treino pela manhã não tinha chuva, mas a pista estava molhada por uma precipitaçãoq ue caíra pouco antes, e uma chuva leve caiu na segunda metade deste, fazendo com que a pista ficasse molhada em quase toda a duração da primeira sessão do segundo dia de treinos. 

Pela tarde, Câmara assumiu o #31 e teve condições de pista melhores para poder guiar o carro da Carlin. Em sua estreia em carros da Indy o jovem piloto deu 26 voltas e conseguiu uma volta em 1:48.4707, apenas meio segundo atrás de seu companheiro no teste, Max Chilton, e lhe rendeu o 21º tempo da sessão, a frente de Takuma Sato, dos dois carros da AJ Foyt e de Conor Daly. Nada mal para um primeiro teste, já que a Carlin, até o momento, vem se mantendo no fim do pelotão junto com Foyt, Dale Coyne a Carpenter nos mistos e as equipes esporádicas.
A Dona Chuva e o Seu Frio tomaram conta do primeiro teste coletivo da Indy esse ano.
Apesar do primeiro teste ser sempre um indicador positivo pois mostra que ambos os brasileiros estão de olho na provável última vaga de temporada completa na Indy que não foi preenchida, ficou um gostinho amargo do teste meio corrido e improvisado. Nasr não conseguiu dar voltas com pista realmente seca e, na chuva, o ajuste dos carros da Indy ficam meio aleatórios e se perde o parâmetro real. 

No caso de Câmara, como reportado pelo Racemotor.com, todo o teste foi muito corrido, onde ele foi contactado pela Carlin poucos dias antes do teste, ele não teve tempo de treinar em simulador para pegar a manha da pista e, por causa dos atrasos, teve de correr com o banco e os ajustes de Nasr, que certamente influenciaram na sua pilotagem e na primeira impressão dele na Indy e vice-versa.

O que esse teste vai render em termos de acerto com a Carlin ainda é um mistério. Felipe Nasr já está acertado para corre a temporada no IMSA, pilotando o Cadillac da Action Express e, apesar de haver conflito de datas em três etapas da temporada da Indy, a própria Action Express incentiva que o brasileiro corra as duas temporadas ao mesmo tempo. Nasr se mostra também muito animado para fazer as duas temporadas, mas contou nessa reportagem da Racer.com que ainda há muitas coisas

E Sérgio Sette Câmara ainda não possui futuro definido na carreira mas, apesar de ter arrefecido um pouco com os acontecimentos do último ano, o brasileiro ainda tem como sonho muito maior correr na fórmula 1, dando a impressão de que, mesmo que consiga algo na Indy, o abandonaria para correr na principal categoria de monopostos euro-asiática ou até mesmo em sua principal categoria de acesso, a Fórmula 2.

E a própria Carlin ainda precisa resolver muito de seu futuro, mas agora possui duas boas escolhas bem diferentes: um brasileiro sem tanto aporte financeiro e que já corre em outra categoria mas já conhece todas as pistas e já possui todo o processo de adaptação do automobilismo europeu para o americano; ou outro brasileiro jovem que possui mais aporte financeiro e que nada o impede de correr a temporada completa, mas que ainda não comprovou sua habilidade e adaptação ao automobilismo americano e que pode abandonar sua vaga e o contrato para perseguir seu sonho em outras categorias, assim como fez Pato O'Ward o ano passado. 

Ou se faz que nem o ano passado e contrata os dois (ou até mais pilotos) para um revezamento em ambos os carros, já que o #59 será pilotado por Max Chilton apenas nos mistos e na Indy 500. Pode surgir um terceiro o quarto piloto do nada que traga o orçamento certo para fazer a temporada completa e deixe os dois brasileiros a ver navios pois os contratos da Indy, principalmente em equipes menores que dependem muito de aporte financeiro de pilotos tem essas características bem flexíveis. O segundo carro da Carlin é quase uma roleta de cassino, onde a casa que a bolinha branca parar será o que vai acontecer.

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