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Ryan Hunter-Reay liderou de ponta a ponta a prova que ficou marcada por erro de Alexander Rossi logo na primeira volta, fazendo com que o americano da Andretti fizesse uma corrida à parte para tentar encostar em Dixon.

A corrida

A largada para a decisão da Indy em Sonoma aconteceu às 19h45 (em Brasília), alguns minutos atrasada por conta da Nascar em Las Vegas que atrasou a transmissão nos EUA. E foi extremamente decisiva. 


Ryan Hunter-Reay, Scott Dixon e Josef Newgarden se comportaram bem e mantiveram as três primeiras colocações, mas, logo atrás, o caos era instaurado. Assim que veio a verde, Alexander Rossi carimbou a traseira do companheiro Marco Andretti e arrebentou a asa. O vice-líder se arrastou até os boxes e passou muito perto de tomar volta. 

Aliás, a primeira volta de Rossi foi um erro completo. Além da batida em Andretti, quase tocou outras duas vezes com rivais, numa delas, após escapar uma curva antes de ir aos boxes, passou muito perto de acertar Ed Jones.


Depois da confusão e da asa trocada de Rossi, tudo foi se estabelecendo. Hunter-Reay, Dixon, Newgarden, Andretti, Pato O'Ward, Graham Rahal, Will Power, Sébastien Bourdais, Simon Pagenaud e Takuma Sato formavam o top-10. Tony Kanaan fez grande largada e passou até Pietro Fittipaldi pelo 13º lugar, enquanto Matheus Leist pintava em 20º.


Se as ultrapassagens praticamente paravam de acontecer nas primeiras voltas - tirando Sato que passava Pagenaud -, O'Ward começava a segurar um pelotão, já com aparente desgaste nos pneus. Lá no fundo, em último, Rossi lutava para não tomar volta, mas já vinha 1min01s atrás de Hunter-Reay.


A confusão no grupo veio na volta 12, com Rahal e Power mergulhando para cima de O'Ward, mas o australiano foi mais esperto e não escapou do traçado, ganhando o quinto lugar. O'Ward, ali, só foi despencando até parar quase se arrastando nos boxes.


A volta 13 teve o início da primeira rodada de paradas, com Pagenaud e Pigot abrindo os trabalhos. Não demorou muito para que ponteiros como Andretti também parassem, o que fez Rossi voltar para o meio do pelotão, mesmo que fora da estratégia ideal. 


Aí o 16º giro quase deu uma amarela que Rossi tanto sonhava. Sato explodiu seu motor Honda, mas estava coladinho na entrada dos boxes e recolheu o carro rapidamente. No fim das contas, era só um abandono que reduzia ainda mais as chances minúsculas de título das Penske de Newgarden e Power.


Hunter-Reay e Dixon pararam ali mesmo, sem maiores problemas. Newgarden foi duas voltas mais tarde e viu seu carro apagar nos boxes, despencando para nono, com Power voltando em sexto de sua parada.

Quando todo mundo parou, o top-10 ficou com Hunter-Reay, Dixon, Pagenaud - que se deu bem indo aos boxes cedo -, Andretti, Rahal, Power, Bourdais, Jones, Newgarden e Veach. Em 23º, Rossi andava bem mais alto que todo mundo e claramente tentava dar novo bote na estratégia.

O primeiro terço de corrida era completado com Charlie Kimball tendo aparentes problemas mecânicos e perdendo voltas nos boxes. Enquanto isso, Rossi já fazia sua segunda parada, com os pneus bem gastos, e Power passava Rahal para voltar ao top-5 da corrida.

Na volta 31, um momento bastante simbólico: Rossi colou em Dixon para tentar tirar a volta que tomou ao ir aos boxes. Talvez fosse a única chance da Penske ainda sonhar com algo, inclusive. Só que Dixon não estava nada disposto a ceder qualquer terreno pro rival e fez jogo bem duro.


Em disputa realmente por posição, Marco e Power buscaram Pagenaud e começaram a apertar o francês pelo degrau mais baixo do pódio, enquanto Bourdais passava Rahal e virava sexto.

Pagenaud, Rahal e Newgarden foram os primeiros dos líderes nos boxes, sem maiores problemas e voltando todos no meio do pelotão. Enquanto isso, Rossi mergulhou para tirar a volta de Dixon e quase tocou no rival, que também passou perto de se complicar em um enrosco com Santino Ferrucci e Jordan King.


A volta 40 viu entrarem nos boxes os quatro primeiros e todos saírem com a ordem mantida: Hunter-Reay, Dixon, Power e Bourdais. Só que Pagenaud e Andretti, em terceiro e quarto, seguiam no meio deles. Newgarden virava sétimo, seguido por Rahal, Jones e Hinch. Pietro já era 11º, Kanaan era 13º e Leist vinha em 20º.


Rossi fez sua terceira parada na volta 43 e, assim que voltou para a pista, veio a bandeira amarela por quebra de outra RLL, a de Rahal. Aquilo ali poderia ter sacramentado a derrota do americano, mas ele voltou metros na frente dos líderes, não tomando volta. Portanto, era uma amarela providencial para Rossi voltar a sonhar.

Em 20º com um abandono mecânico de Pigot, Alexander aproveitou o safety-car para reabastecer e encher o tanque para levar o carro ainda mais longe. A chance estava ali de fazer alguma coisa, mesmo que tantas posições atrás de Dixon.

A relargada veio na volta 49 com Dixon pressionando Hunter-Reay, que mantinha a liderança. Newgarden tomava um toque e perdia várias posições, enquanto Rossi já remava para ser 15º e Muñoz, envolvido em toque com Leist, rodava na primeira curva.


Leist tomou um drive-through pelo toque no colombiano e Rossi vinha em momentos de fúria. O americano foi passando e esbarrando em todo mundo, inclusive em Newgarden para ganhar a 11ª posição do atual campeão. Hinch e Fittipaldi também perderam posição rapidinho para o vice-líder.

A corrida entrava em modo de caos absoluto com o pelotão todo junto e muita gente arriscando tudo que podia. Power tirava a quarta colocação de Andretti, enquanto Rossi também ganhava o oitavo lugar de Kanaan. Companheiro de Dixon, Jones não fez o menor esforço para segurar Rossi, que continuava a impressionante reação com 30 voltas pela frente.

Rossi foi o primeiro dos ponteiros a ir para os boxes na volta 60, algo que Fittipaldi fez no giro anterior. Se tudo desse certo, seria a última vez do americano nas paradas. Rossi voltou em 17º, disputando posição com Herta.

Numa resposta imediata e sem dar sopa para o azar de vir uma amarela e ver o rival passá-lo, Dixon resolveu que era hora de marcar Rossi. O neozelandês foi aos boxes na volta seguinte e voltou em 11º, logo atrás do Ferrucci.

Os demais líderes também paravam e Rossi já pintava na quinta colocação, com Andretti e Bourdais ficando para trás. Hunter-Reay liderava com 4s2 para Dixon, que levava 7s8 para Rossi com as Penske de Power e Pagenaud entre os dois. Andretti, Bourdais, Newgarden, O'Ward e Kanaan completavam o top-10.

O ímpeto de Rossi, no entanto, foi caindo nas últimas voltas da corrida. Faltava ritmo para o #27, que inclusive chegou a perder a quinta posição para o parceiro Andretti. Enquanto isso, depois de alguma pressão, Dixon se livrou da ameaça de Power também.

Rossi foi ficando ainda mais e chegou a perder a posição para Bourdais, mas nada que mudasse muita coisa. O que importava estava 20s ali na frente, era Dixon, que não arriscava nada, mas não deixava as Penske o passarem. O segundo lugar estava a salvo.

Nas últimas voltas, apenas administrou, fez as curvas redondinhas como sabe fazer e acompanhou, de longe, o líder Hunter-Reay. Vitória de Ryan, título de Scott e sétimo lugar para Alexander.

Confira abaixo o resultado final da prova: 


A IndyCar volta em março de 2019, em St. Petersburg. Até lá!!

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