Road to Indy: Balanço dos brasileiros em St. Pete

Tendo um início de campeonato ótimo pra alguns, medianos para outros e um desastre para outros, colhemos declarações dos brasileiros que fazem parte das três categorias do Mazda Road to Indy:  USF2000, Pro Mazda e Indy Lights.


O fim de semana teve cinco corridas, excetuando a corrida da Indycar Series.  No sábado houve a primeira corrida da USF2000 e da Pro Mazda, e no domingo houveram três corridas, uma de cada categoria.

Abaixo tem as declarações de todos eles, acompanhado de um resuminho pra você não ficar perdido nelas.

USF2000

Na categoria que há mais brasileiros, os três pilotos da Afterburner Autosports teve um fim de semana muito díspar entre seus pilotos.

Felipe Donato
 
Em declaração ao Indy Center Brasil, Felipe Donato conta que teve um fim de semana muito complicado:

"Tive problemas de cambio nos dois treinos livres, no primeiro treino consegui completar apenas três voltas," aponta o gaúcho. "enquanto no segundo treino andei o tempo todo com problema no cambio e perdia meio segundo de reta, pois as marchas ficavam escapando. Mesmo assim fomos 10º, seis décimos para o primeiro".

Quando parecia que os problemas tinham ficado para trás, veio o treino classificatório:  "Dei três voltas e era o primeiro colocado, quando quebrou algo na parte traseira do carro em uma curva de pé embaixo (na curva doze, um esse muito rápido) e eu capotei mais ou menos 170km/h. Foi uma batida forte, destruiu o carro e graças a Deus não me machuquei, mas como foi muito forte, não conseguimos deixar o carro pronto para nenhuma das duas corridas."

Apesar do fim de semana complicado, as esperanças não diminuíram pra Barber:  "Foi uma pena, porque sabia que a gente estava muito rápido. Quando era primeiro na tomada de tempo do treino classificatório, não quer dizer que seriamos os mais rápidos, mas com certeza disputaríamos as cinco primeiras posições. Uma pena começar o campeonato assim...  Espero que consigamos deixar o carro pronto para Barber e com certeza vamos com tudo para tentar dar a volta por cima do prejuízo que tivemos em St Pete."


Gustavo Myasava
Para o Indy Center Brasil, Myasava contou que teve vários problemas.  "O nosso fds não foi dos melhores, pois logo nos treinos acabamos tendo alguns problemas técnicos no motor, o que acabou comprometendo toda nossa sessão de treinos em St. Pete." declara o paranaense.  "Depois dos treinos, conseguimos ajustar nosso motor, e tivemos que trocar ele por outro que a organização da categoria nos forneceu."

Mas os problemas não pararam por aí. "Estávamos indo bem na classificação até ocorrer o incidente com o Felipe Donato, que acionou bandeira vermelha e quando voltamos pra pista novamente, eu fui forçar em uma curva e acabei dando uma escapada no final dela e consequentemente batendo. Não foi uma pancada forte, dava tempo de ter consertado se não fosse pelo alerta de tornado que teve."  comentou.  A tempestade também atrapalhou bastante o conserto de seu carro. "Logo depois da tomada de tempo no treino classificatório, meu carro estava quebrado e não tivemos tempo de consertá-lo para a primeira bateria, devido ao alerta de tornado. Os seguranças e pessoal responsável pelas equipes acabaram nos mandando sair do caminhão e irmos pra um local seguro. Isso atrapalhou e tomou algum tempo do conserto no carro e não largamos para a primeira corrida."

O carro ficou pronto para a segunda prova, mas o piloto conseguiu contornar apenas quatro curvas.  "Para segunda bateria, a expectativa era totalmente diferente, pois estávamos com o carro muito bem ajustado, porém não tivemos tempo pra poder realmente testá-lo e acabamos indo direto pra corrida.", apontou. "Na segunda corrida, eu bati na curva quatro, onde ficaram eu e mais seis pilotos no engavetamento. Eu estava conseguindo desviar do acidente quando um outro piloto tentou dar uma forçada no meu lado direito e acabou me atingindo fazendo com que eu batesse. Eu simplesmente não vi ele! Ele estava no meu ponto cego, se tivesse visto pelo menos, iria tentar tirar pro lado."

Mas para Barber, a perspectiva de Gustavo é diferente.  "Pelo pouco que eu andei com o carro lá, consegui me adaptar um pouco melhor e espero que nas próximas corridas quem sabe eu consiga andar entre os dez primeiros em Barber."   

Victor Franzoni
O fim de semana de estreia na temporada regular, o piloto paulista estreou extremamente bem, fazendo a poel e conseguindo a vitória.   "Foi um final de semana muito bom. Conquistar a pole-position e vencer a primeira corrida, realmente, foi ótimo."  Na segunda corrida, no domingo, o piloto largou na ponta e chegou na segunda posição.  Mas a maré de azar dos brasileiros chegou até ele e foi desclassificado após a detecção de uma irregularidade em seu carro na inspeção pós-corrida.

Ele nunca tinha corrido na pista de rua da Flórida, para o Indy Center Brasil, Victor conta que a equipe ajudou muito nessa parte e também lhe deu um bom carro: "A pista de St. Pete é muito desafiadora e eu nunca tinha andado nela. A equipe me deu um bom carro e eu consegui retribuir com um bom resultado na pista".

Pro Mazda
 

Na Pro Mazda os brasileiros mostraram seu potencial.  Pipo Derani e Nicolas Costa mostraram-se competitivos todo o fim de semana, mesmo com Nicolas correndo pela tristeza da equipe M1 Racing. 

Pipo Derani

Através de seus press releases, o paulista da Team Pelfrey conta que começou o fim de semana  se adaptando:  "Começamos muito longe (das principais equipes) nos treinos livres.  Estivemos trabalhando muito no carro a cada sessão."  Comentou.  Já na corrida, largando da sexta colocação, correu tudo bem "Terminei em quarto e foi um ótimo começo, se for considerar as circunstancias. A pista secava e eu nunca tinha andado aqui. Como foi a primeira corrida do campeonato eu não quis arriscar e bater com o terceiro (Hargrove), estávamos muito perto. Essa quarta colocação é um ótimo resultado pra começar pontuando".


Na segunda corrida o piloto de 20 anos mostrou-se mais combativo, e se deu bem ainda na largada parada:  "Logo na largada, eu pulei de sexto pra quarto e no final da primeira volta conquistei a terceira posição. Foi uma volta bem agressiva. Os carros da Juncos estão muito rápidos, mas a Pelfrey vem melhorando cada vez que entra na pista, e acredito que saímos com a calibragem um pouco alta", analisou Derani. E para as próximas corridas, faz um prognóstico melhor ainda:  "No geral, foi um fim de semana muito bom. Uma pista que eu não conhecia e cada vez que saímos pra testar nós melhoramos. Estamos evoluindo o acerto do carro, eu estou evoluindo na minha adaptação ao carro e à categoria.  A pista de Barber nós já conhecemos, fizemos os testes e os resultados tendem a melhorar." completa.

Nicolas Costa

Vindo de uma pré-temporada sem fazer nenhum teste e por uma das menores equipes da Pro Mazda, o carioca entraria para seu segundo ano.  Mas Nicolas declara par ao Indy Center Brasil que avalia a etapa como positiva: "O final de semana foi positivo, mas o resultado não foi bom. Defini que se eu estivesse entre os cinco primeiros estaria bom, tendo em vista o tamanho da nossa equipe e a falta de qualquer teste esse ano.", aponta o piloto, e, de certa forma, estava atingindo seu objetivo nos treinos. "Conseguimos isso nos treinos, mas na classificação tivemos um problema no motor e largamos em nono nas duas corridas."

Mas, infelizmente, as corridas não foram auspiciosas.  Na primeira corrida, um contato entre Jose Gutierrez
(Juncos) e Garett Grist (Andretti) pela quarta posição (exatamente a frente de Nicolas) atrapalhou o piloto, que fez ótima corrida de recuperação. "Na primeira corrida, um acidente na minha frente na primeira volta comprometeu o desempenho, já que caí pra décimo oitavo e só tivemos dez voltas em bandeira verde. Cheguei em oitavo lugar.", comentou o piloto, e na corrida posterior o carro apresentou problemas; "Na segunda, largando de nono de novo, pulei para sexto na largada e vinha perseguindo o quinto, quando o cabo do acelerador quebrou, e fiquei a pé".

Nicolas Costa ganhou o prêmio "Replay XD move of the race" pela sua ótima largada:


Indy Lights

Único representante brasileiro na categoria, o baiano Luiz Razia começou o fim de semana andando bem no primeiro treino livre, mas por conta do cancelamento do treino classificatório, largou em sétimo lugar e terminou em um razoável quinto lugar.

Via instagram, o piloto postou:  "Terminamos em quinto na corrida, mas isso não é relevante. Nos tínhamos um carro para largar na primeira fila, mas infelizmente o treino classificatório foi cancelado.  No treino anterior a classificação andamos somente com pneus velhos e não colocamos novos guardando para a classificação. Enfim largamos de 7 sétimo e terminamos em quinto." analisou.Sem classificação, as posições de largada foram definidos pelo melhor tempo obtido nos treinos livres, e a maioria dos pilotos conseguiu esse tempo no segundo treino livre.  

Em notícia do site de sua equipe, o piloto completa:  "Foi uma corrida difícil largando mais de trás, em um circuito de rua como St. Pete isso influencia muito devido a dificuldade em se ultrapassar." comenta.  "Estávamos muito mais rápido que o quarto colocado, mas ele se defendeu bem e fui incapaz de ultrapassá-lo.  Pressionei o máximo que pude, mas ele conseguiu segurar."

 O piloto que usa um carro muito parecido com o de Gabby Chaves no ano passado também avalia o aprendizado obtido nesse fim de semana, "creio que o que aprendemos nesse primeiro fim de semana de 2014 é que é de extrema importância largar na frente e estar preparado que possam surgir." ponderou. "Precisamos estar na frente em cada treino livre de modo que, se não tivermos chance de qualificar, possamos continuar na frente." 



A próxima etapa da Indy Lights ocorrerá no dia 13 de abril, em conjunto com a categoria principal.

A próximas corridas da Pro Mazda e da USF2000 acontece dias 25 e 26 de abril, em Barber, em conjunto com as terceira e quarta etapas da Indy Lights e com a terceira etapa da Indycar Series.
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Sobre o Indy Center

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