Após quase três anos sem praticar atividades automobilísticas, o piloto canadense voltou às pistas pilotando o carro da IMSA da Bryan Herta Autosport em Mid-Ohio.


O canadense Robert Wickens voltou a pilotar um carro de corrida após quase três anos. Depois de seu acidente em Pocono, no final da temporada de 2018, o piloto sofreu várias fraturas e teve movimentos limitados da cintura para baixo.


A partir daí, Wickens vem empenhando um grande processo de recuperação que já dura quase mil dias atualmente, buscando fortalecer e empenhar sua volta as pistas. E ontem, no dia 5 de maio, ele deu um grande passo rumo a retomada de sua carreira.


Foi acertado um teste privado onde Wickens pilotou o Hyjndai Veloster que a Bryan Herta Autosport corre no IMSA no circuito de Mid-Ohio Sports Car Course. O piloto desse carro, o #54, na temporada regular do IMSA é Michael Johnson,piloto que é paraplégico desde sua adolescência e chegou a correr no Road to Indy, migrando recentemente para o IMSA.

 

Assim, o Hyundai Veloster pilotado por Wickens ontem já é modificado para ele, com todos os comandos sendo realizados pelas suas mãos, incluindo aceleração e frenagem.


Wickens tem grande experiência em carros de turismo. Antes de correr na Indy, ele correu na DTM entre 2012 e 2017, além de correr as 24 horas de Daytona um ano antes de correr a temporada completa na Indy.




"Durante toda a semana que antecedeu o teste não senti tanto nervosismo, mas excitação e expectativa”, diz Wickens, que recuperou parcialmente o movimento das pernas graças a mais de dois anos de reabilitação física. “Mas assim que vesti um macacão de novo, coloquei os protetores de ouvido, a balaclava, o capacete... tudo isso sumiu e as coisas aconteceram como de costume.



“Depois que voltei as pistass, foi uma história um pouco diferente. Obviamente, os controles manuais que Michael usa e o Hyundai Veloster são novos (para mim). Portanto, aprender isso em uma pista molhada teve suas dificuldades."

 

Rovert Wickens e Michael Johnson

"Aos 32 anos, tenho muito mais da minha vida para viver e pretendo vivê-la ao máximo. Isso é o que realmente me move na reabilitação, que ainda acontece todos os dias. Eu sabia que, se não me empenhasse totalmente na recuperação, estaria pelo resto da vida me perguntando: 'E se eu tentasse mais? E se eu não fizesse isso ou aquilo? Esta lesão foi apenas um revés, não necessariamente um fim de carreira.” 


Ainda não existem previsões para mais testes seja na IMSA ou em outros lugares para Wickens mas, com esses primeiros testes positivos não tardarão a aparecer oportunidades, e sabemos que o canadense aproveitará todas.

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