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Caras novas, equipes novas na frente e até brasileiros novos (ou pelo menos de casa nova) esse foi o Chris Griffis Memorial Test, que aconteceu a mais de 40 dias mas a gente fala sobre ele assim mesmo.


Ontem eu falei sobre as novidades da Indy Lights, e hoje vou falar da Pro Mazda e da USF2000, começando pela...

Pro Mazda

Darren Keane fazendo a volta mais rápida de todo o teste.
Tivemos doze carros nos dois dias somados de teste, sendo dez no primeiro dia e dez no segundo dia.  Cada dia teve três sessões com 45 minutos cada, feito no circuito misto do Indianapolis Motor Speedway.

Um exemplo foi o piloto que fez a volta mais rápida de todo o teste, Darren Keane. O americano de 19 anos fez apenas o primeiro dia de teste na Pro Mazda pela italiana RP Motorsport Racing, já que ele também fez o teste na USF2000, e bastou para ele mostrar o que tem, fazendo a melhor volta na sessão da tarde do primeiro dia. A RP também liderou a última sessão do teste, com Mathias Soler-Obel, mostrando que os bons resultados obtidos em sua estreia no ano passado não foram coincidência, e a equipe agora figura no rol das principais na Pro Mazda.

Por falar em ponteiras, a Juncos teve três pilotos estreantes nesse teste: Danial Frost e Rasmus Lindh, que disputaram a USF2000 no ano passado, e Cameron Shields, oriundo dos monopostos australianos (F-3 e F-Ford Australiana). Apesar da Juncos ter começado bem o dia, com Frost liderando a primeira sessão e Lindh liderando a segunda mas, aos poucos, as outras equipes foram chegando perto do ritmo da Juncos e ela acabou embolada com vários outros pilotos no segundo dia de treinos. No fim, como o clima estava melhor no primeiro dia, o segundo melhor tempo de Frost e o terceiro de Lindh permaneceram na tabela final de tempos, enquanto Shields caiu do quinto para o sétimo melhor tempo.
Juncos com os carros número #1, #62 (??) e #73 (?????).
Dos três, a expectativa maior estava sobre Lindh, que teve uma ano de estreia melhor na USF2000, onde foi vice-campeão e campeão moral, já que a Cape Motorsports sempre ganha o campeonato de verdade, enquanto Frost entrou no meio do campeonato pela mediana Exclusive Autosport, conseguindo apenas um Top 5 em sete provas. No fim, ambos tiveram o mesmo desempenho parecido, e a briga por uma das vagas mais acirradas da Pro Mazda está aberta.

Outra que esteve no topo da Pro Mazda esse ano. A equipe se encontrou numa situação curiosa nesse teste, já que seus pilotos desse ano, já que seu piloto da Pro Mazda (David Malukas) estava disputando o teste na Indy Lights e seu piloto da USF2000 estava disputando a F4 USA. Assim, para suprir a falta de seus pilotos, a BN se associou com a Team Pelfrey, fazendo com que os dois pilotos da equipe amarela e preta dirigissem os carros brancos, pratas e vermelhos da BN.

Julian van der Watt e Kyle Dupell tiveram desempenhos parecidos com os mostrados esse ano pela Pelfrey na USF2000. Van der Watt cehgou a incomodar os ponteiros em algumas sessões, chegando a fazer o segundo melhor tempo em uma sessão do primeiro dia e em uma sessão do segundo dia, e teve como resultado o quarto melhor tempo do teste. Já Dupell acabou ficando um pouco mais pra trás, teve vários problemas, perdeu duas sessões e acabou ficando com o nono melhor tempo, sendo o único piloto a participar dos dois dias e não completar mais de cem voltas. Van der Watt é bem experiente e se mostrou ser regularmente rápido em seu ano de estreia na USF2000; já Dupell tem apenas 19 anos e subiu para os monopostos no ano passado, e sua falta de experiência misturada com seu típico azar atrapalham sua subida rumo à Pro Mazda.

Queria uma foto do Igor Fraga, mas só tinha do companheiro dele.
No meio do grid, a maior representante foi a Exclusive Autosport. A equipe canadense, no primeiro dia, contou com o veteraníssimo Nikita Lastochkin, que já possui 28 anos e tenta fazer sua terceira temporada na Pro Mazda e seu quinto ano no Road to Indy, sem ter logrado vitórias ainda e ter conseguido apenas dois pódios em 60 provas disputadas. No entanto, na metade do segundo dia, o brasileiro Igor Fraga deu as caras no treino, fazendo voltas de aquecimento no penúltimo treino e dando quase 30 voltas no último treino do teste, conseguindo o sétimo tempo e ficando a frente de Kyle Dupell e Moisés de la Vara, que correram no teste em todas as sessões. Enquanto isso, Lastochkin mostrou desempenho condizente com a equipe de meio de grid que é a Exclusive Autosport.

Não seria novidade ver os dois na Pro Mazda o ano que vem. Fraga desempenhou bem o papel de substituto de Parker Thompson, que subiu para a Pro Mazda esse ano e pretende subir à Indy Lights no ano que vem, com o brasileiro pegando cada uma dessas vagas abertas e tendo desempenho igual ao de Thompson. Já Lastochkin tem dinheiro e um desempenho que não é ruim, além de experiência na categoria, não vai ser difícil ele arrumar vaga.

Ainda no quesito equipes de meio de grid, tivemos A DEForce Racing com Moisés de la Vara. O mexicano, depois de pegar um ano de gancho das competições da Indy por doping enuanto corria na USF2000 pela própria DEForce, em 2017, voltou para a categoria depois de se sagrar campeão da F-4 NaCAm (Norte e Centro América) em cima de mais polêmica. Tentando deixar tudo isso para trás e ter vida nova nos EUA. Retornou um ano e uma dia após o gancho, agora na temporada 2018 da Pro Mazda, disputou cinco provas e teve como melhor resultado um Top 5 em Gateway.
O que o Franzoni está fazendo num carro da Pro Mazda?
Com a DEForce passando grandes dificuldades na Pro Mazda, depois que seus dois pilotos do início da temporada (Kory Enders e James Raven) saíram da categoria para focar na F4 USA, onde a equipe vem conseguindo melhores resultados que na Pro Mazda, o programa na categoria ficou comprometido, e eles viram o quanto perderam o ano passado, já que de la Vara não conseguiu tempo melhor que o sétimo lugar em nenhuma das seis sessões que disputou, ficando com o penúltimo tempo da tabela fina de tempos. Vejamos se de la Vara e a DEForce conseguem juntos se reerguer na categoria.

E, bem... meio que é isso. Victor Franzoni e Jack Harvey também correram no Chris Griffis Memorial Test, mas ambos tinham o intuito único de colaborar com equipes novas, a  Turn 3 Motorsports e a Pabst Racing, respectivamente. como ambas ainda estão se estabelecendo na categoria, contrataram os dois pilotos para fazerem testes com toda a estrutura e o novo carro. Bem, Franzoni foi melhor e chegou a liderar duas sessões, enquanto Harvey apenas fez shakedown mesmo para a Pabst Racing, que vem fazendo uma série de testes privados com seus carros da Pro Mazda e seus quatro pilotos da USF2000: Rasmus Lindh, Kaylen Frederick, Calvin Ming e o brasileiro Lucas Kohl.


USF2000

Yo soy una DIVA!!
Já na USF2000, vimos uma diminuição momentânea no número de inscritos quando comparado com o ano passado. No Chris Griffis Memorial Test, treze pilotos disputaram o primeiro dia e catorze no segundo dia, o que não é muito quando comparamos com o grid com mais de vinte carros durante a temporada. Isso se deve a ausência de algumas equipes que, normalmente, alinham carros na temporada regular da USF2000, como a Team Pelfrey, a ArmsUp Motorsports, a Newman Wachs Racing, a BN Racing, a Exclusive Autosport e a Team Benik.

Jay Howard tentando ser relevante na Indy.
Em contrapartida, vimos a estreia de três novas equipes na primeira categoria do Road to Indy. Tivemos a presença da Jay Howard Driver Development, equipe do ex-piloto em atividade Jay Howard, e que confirmou a entrada de pelo menos dois carros na temporada de 2019 da USF2000; a equipe veio com dois pilotos para o teste, "o veterano" Zach Holden, que disputou metade da temporada da USF2000 esse ano pela DEForce Racing e conseguiu dois Top 10 em cinco provas, e o novato Christian Bogle, que disputou metade da temporada da Pacific F2000 no primeiro semestre e metade da F4 USA no segundo semestre, sem muito sucesso em ambos os casos. Também foi a estreia de outra equipe que está confirmada para o ano que vem, a Miller (sim, do Jack Miller, o piloto dentista) Vinatieri Motorsports, cujo carro único foi pilotado por Jack William Miller, filho de Jack Miller, ao volante. E por último, mas não menos importante, tivemos a presença da quase confirmada Legacy Autosport, que veio com a presença do veteraníssimo Alex Baron (que está teoricamente confirmado para correr na Legacy, mas a própria equipe declarou que ainda não tem o orçamento total para a temporada toda) e com o também veterano Andre Castro, que correu na USF2000 no ano passado.

No entanto, as sessões foram dominadas por duas das equipes que já estão na USF2000 faz tempo: Cape Motorsports e Pabst Racing. As duas equipes que dividiram a grande maioria dos pódios da temporada desse ano também dividiram a liderança de cada sessão. 
Darren Keane, agora na USF2000.
O veterano Darren Keane (aquele mesmo da Pro Mazda) que correu na USF2000 nas duas últimas temporadas teve a oportunidade de treinar na vaga mais prestigiada de toda a categoria, o primeiro carro da Cape Motorsports, e não fez feio ao liderar três sessões, a primeira do primeiro dia e as duas últimas do segundo dia. Na primeira sessão fez o tempo mais rápido do primeiro dia, mas logo pela manhã do segundo dia a pista estava mais emborrachada e o clima mais ameno, favorecendo os tempos mais rápidos e o neozelandês Hunter McElrea, correndo de Pabst, bateu o tempo do americano por um décimo de segundo. O novato de 18 anos estava estreando na Pabst Racing depois de se sagrar campeão da F-Ford Australiana e que corria nela faz quatro anos finalmente decidiu começar sua carreira internacional, e começou-a fazendo o melhor tempo do Chris Griffis Memorial Test, além de liderar três sessões da mesma. Mesmo com um novato e um veterano sem resultados tão expressivos na categoria, Pabst e Cape lideraram com folga todas as sessões dos dois dias.
Alex Baron é esse cara, e não o Alex Barron.
Alex Baron, com a Legacy Autosport, foi o único a se intrometer entre o duelo Cape x Pabst e conseguiu o segundo tempo na quarta sessão, mas foi só que o ex-piloto da Indy Lights conseguiu fazer.

Outro que merece destaque é James Raven. O vice-campeão da F4 USA desse ano já vinha flertando com o Road to Indy desde o início do ano, quando correu a etapa de abertura da Pro Mazda em St. Pete, já que a DEForce tem carros nessas três categorias. Raven foi o único fora do trio McElrea-Keane-Baron a conseguir um terceiro lugar (na última sessão do primeiro dia e na ultima sessão do segundo dia) e terminou com o quarto melhor tempo.

Mais atrás vimos três semi-veteranos entrando entre os cinco primeiros nas sessões. O indiano Yuven Sundaramoorthy (que correu apenas três provas na USF2000 do ano passado na Exclusive Autosport e agora testou pela Pabst Racing), o americano Andre Castro (que correu a temporada toda da USF2000 desse ano pela Newman Wachs e agora testou pela Legacy Autosport) e o americano Zach Holden (que correu cinco provas pela DEForce Racing e testou pela Jay Howard) dividiram as cinco primeiras posições de cada sessão com o estreante Tyler O'Connor (vice-campeão da F-1600 americana desse ano, e testou pela Cape Motorsports) o meio do grid.
Chaves Kiko Porto estrando na USF2000.
Ah sim, e tivemos brasileiro na pista! Francisco Porto estreou no automobilismo de monopostos esse ano (acho, procurei algo sobre ele nos monopostos antes mas não achei) correndo metade da temporada 2017-18 da F4 NACAM e as três últimas etapas da F4 USA, onde conseguiu cinco décimos lugares quase seguidos. Seguindo os passos de James Raven, Porto, que também correu pela DEForce na F4 USA, testou pela equipe azul e branca no Chris Griffis Memorial Test, obtendo como melhor resultado um oitavo lugar na última sessão e terminando o teste em 13º.


Bem, por enquanto é isso! A Pro Mazda e USF2000 ainda tem muito mais a oferecer, pois algumas equipes importantes ainda nem deram as caras nessa pré-temporada 2018-19 do Road to Indy e, agora que a categoria anunciou que haverá premiação no ano que vem, é esperado que as confirmações de pilotos e equipes comecem!  Até lá!!

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