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O britânico com cidadania dos Emirados Árabes Unidos conseguiu acertar para correr a maioria das corridas na temporada 2019 da fórmula Indy em uma parceria que surgiu do nada entre a Ed Carpenter Racing e a Scuderia Corsa.


Anunciado ontem (17 de outubro) mais uma vaga para a temporada 2019 da Fórmula Indy, e na Ed Carpenter Racing. A equipe do cunhado de Tony George, Ed Carpenter, já tinha confirmado a renovação de Spencer Pigot para o #21 e a presença do dono no #20 para os circuitos ovais, mas guardou a surpresa para o #20 nos circuitos mistos. Essa vaga será ocupada por Ed Jones, e o #20 será não mais da Ed Carpenter Racing, mas da Ed Carpenter Racing Scuderia Corsa.

Chega a ser engraçado como esse anúncio veio de repente. Os boatos de união vieram repentinamente apenas um dia antes do anúncio, quando a Ed Carpenter Racing e o piloto britânico Jordan King cortaram laços oficialmente. 
A Scuderia Corsa é nova na Indy, mas já é conhecida nas categoria GT do endurance americano.
Mas, apesar de ser repentina, foi uma união que faz bastante sentido, pois a Scuderia Corsa e seus donos, Giacomo Mattioli e Art Zafiropoulo, se animaram e se uniram a Rahal Letterman Lanigan Racing para correr as 500 milhas de Indianápolis desse ano com o velhaco Oriol Servià. Logo depois da famosa corrida, os donos já demonstravam grande interesse em fazer a equipe baseada em Las Vegas participar mais ativamente da Indy. 

No entanto, sabemos que meter a cara direto na Indy é bem complicado, sendo a parceria com uma outra equipe mais estabelecida no meio a alternativa mais viável para a entrada. A RLL Racing não tinha interesse em alinhar um terceiro carro a temporada toda e, as equipes que ainda tinham vaga (Schmidt-Peterson e as nanicas Juncos e Carlin) não soavam tão atrativas. 

Em paralelo, a Ed Carpenter Racing não estava tão satisfeita assim com o desempenho de Jordan King no #20 nos circuitos mistos, quando o carro ficou sem um Top 10 sequer nesse tipo de circuito desde que adotou esse sistema de Carpenter pilotar nos mistos e um piloto contratado pilotar nos ovais, mas a equipe já não tinha tanto dinheiro a gastar contratando um piloto apenas para isso, pois se seguiam boatos de que a Fuzzy Vodka, patrocinadora principal dos dois carros da equipe, queria diminuir seu patrocínio apenas para um carro.

Assim, com a Scuderia Corsa querendo investir na Indy mas não achando um espaço atraente e a Ed Carpenter Racing tendo a visibilidade de uma boa equipe média no mundo da Indy mas sem dinheiro para atrair um bom piloto, a união veio bem a calhar. Assim surgiu a Ed Carpenter Racing Scuderia Corsa, com o apoio técnico da Ed Carpenter Racing e a equipe se baseando na garagem de Ed Carpenter, em Indianápolis, o apoio administrativo vindo da Scuderia Corsa e o apoio financeiro sendo dividido pelas duas equipes.
Ed Jones e Spencer Pigot, campeões da Indy Lights em 2016 e 2015, respectivamente, vão correr juntos pela primeira vez.
E o piloto escolhido para selar essa parceria foi Ed Jones. O britânico tinha carreira voltada para a Europa, onde chegou a ser campeão da F3 Open Europeia quando ela ainda era relevante, mas ficando sem destino e migrando para a Indy Lights em 2015, quando a Carlin decidiu entrar na categoria. Lá ele ficou por duas temporadas e foi campeão na segunda delas, conseguindo aporte financeiro suficiente para completar os gastos de um carro na nanica Dale Coyne Racing. Foi bem na temporada do ano passado, conseguindo até um terceiro lugar nas 500 milhas de Indianápolis, chamando atenção e entrando numa das gigantes da Indy, a Chip Ganassi, quando esta ficou vaga com a saída de Brandon Hartley (o piloto que já estava acertado para correr nessa vaga) para a Europa.

Entretanto, ele entrou no maior Cavalo de Tróia da categoria atualmente, o #10 da Chip Ganassi. Depois da introdução do chassi DW-12, no ano de 2012, nenhum dos pilotos desse carro conseguiu sobressair e nem de perto acompanhar o ritmo frenético de Scott Dixon. Ed Jones entrou em substituição ao brasileiro Tony Kanaan, que passou quatro temporadas no #10 e conseguindo apenas uma vitória em 67 provas; Tony que substituiu Dário Franchitti, piloto britânico que teve de se aposentar em consequência a um acidente sofrido em 2013, após dois anos correndo no #10 com o DW-12 e sem conseguir vitória.

Ed Jones não conseguiu quebrar o estigma ruim que o #10 da Ganassi tem e passou a temporada de 2018 apagado, com apenas dois pódios e o 13º lugar na tabela de pontos, muito pouco quando comparado com o título, duas vitórias e nove pódios que seu companheiro de equipe, Scott Dixon, conquistou. Jones acabou sendo substituído pelo sueco Félix Rosenqvist, mas ficou pouco tempo à pé e, apesar de alguns rumores do piloto voltar para a Carlin, só que pilotando na Indy, Jones conseguiu uma boa vaga pilotando o #20 da Ed Carpenter Racing nos mistos.

Agora é aguardar o que o futuro aguarda tanto para a Scuderia Corsa quanto para Ed Jones. Ambos tem muito para evoluir, com Jones tentando esquecer a "má fase" na Ganassi e a Scuderia Corsa ainda tateando e abrindo os olhos de como é todo esse mundo da Indy.

Aguardemos!

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