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A Belardi Auto Racing será a casa do Brasil no Chris Griffis Memorial Test, pois os brasileiros Lucas Kohl e Victor Franzoni participarão desse teste na equipe vermelha e branca.


Foi anunciado ontem (20 de setembro) os pilotos que estarão pela Belardi Auto Racing no Chris Griffis Memorial Test, o teste mais importante de todo o ano no Road to Indy. E, para minha grande surpresa, teremos três carros, e com dois brasileiros ao volante: os brasileiros Lucas Kohl e Victor Franzoni, junto com o americano David Malukas, guiarão os carros vermelho e branco pelos 4,192 quilômetros do circuito de Indianápolis Misto.

Franzoni, seu cabelo de onda e suas 666 pulseiras.
Victor Franzoni ensaia seu segundo ano na Indy Lights. Como premiação de seu título na Pro Mazda em 2017, o paulista ganhou a verba de 790.300 dólares de patrocínio para correr na Indy Lights e ser o único estreante de facto da categoria esse ano, e Victor correu pela Juncos Racing, equipe pela qual tinha conquistado o título da Pro Mazda no ano anterior. Victor terminou o ano com uma vitória (Road America 2) e cinco pódios, mas a falta de dinheiro e recursos da Juncos Racing fizeram o fim do ano ser bastante complicado; no fim, o quinto lugar no campeonato não saiu fora do caminho. 

Agora o brasileiro vem buscando uma segunda temporada na Indy Lights, e a Belardi Auto Racing foi ai primeira equipe a abrir as portas para Victor nessa segunda empreitada. A equipe de Brian Belardi tem a fama de contratar os pilotos pela habilidade e talento, para depois angariar fundos e completar a temporada. Um exemplo foi a temporada desse ano, onde Brian Belardi contou com Aaron Telitz (que muitos consideram uma das estrelas em ascensão) e Santiago Urrutia (que está a dois anos na porta da Indy) mesmo sem a garantia financeira de ambos terminarem a temporada. No fim, os dois conseguiram competir nas 17 provas do ano, conquistando duas vitórias e mais de dez pódios ao longo do ano.

Essa característica da Belardi de equipe com pilotos bons mas que passa perrengue faz com que seja um lugar propício para pilotos estreantes na Indy Lights. E essa é a ocasião para Lucas Kohl. 

Kohl fazendo propaganda involuntária para a Limpol.
O gaúcho de 20 aninhos correu pela USF2000 nas últimas três temporadas, onde acumulou alguns pódio nessa jornada de 44 provas. Não é nada absurdo ainda não ter conquistado uma vitória mesmo com três temporadas na categoria, pois, geralmente, apenas dois ou três pilotos vencem na USF2000 por ano, bem como não é nada absurdo ficar três anos na USF2000 quando se sai diretamente dos karts para os monopostos pela categoria, e um grid com mais de 20 carros sempre faz com que a alçada ao topo seja mais complicada. A recompensa de dois anos de aprendizado veio na terceira temporada na USF2000 quando, com mais experiência e numa equipe de top 10 como a Pabst Racing, Lucas Kohl conquistou o terceiro lugar no campeonato na base da regularidade.

Outra coisa que parece absurda mas não é se deve ao fato do brasileiro tentar pular diretamente da USF2000 para a Indy Lights. Lucas Kohl é o único dos nove pilotos que testarão pela Indy Lights que disputou a USF2000 desse ano, mas esse salto não é inusitado, principalmente no caso do brasileiro, que corre por uma equipe que alinha carros apenas na USF2000 e, com três anos de bagagem, esse salto não parece tão extraordinário caso Kohl consiga fazer um bom trabalho de aprendizado. Colton Herta, RC Enerson e Garth Rickards fizeram o mesmo, não vejo motivos de Lucas Kohl não conseguir fazer o mesmo.

Falo isso porque gosto muito das decisões que o gaúcho toma para sua carreira nos EUA.
Comentando de David Malukas: é um piloto muito (MUITO) rápido na pista, correu bem na Pro Mazda, com três vitórias. Mas toma decisões meio questionáveis na pista e acaba batendo bastante. Pode ter a carreira mais meteórica no Road to Indy desde Sage Karam.
Entrar direto na USF2000 se mostra uma boa escola, a aposta na Pabst Racing se mostrou bastante frutífera depois que a equipe de Augie Pabst se reestruturou e se tornou de ponta, não competir na Pro Mazda atual, com todas as suas incertezas em volta da sua existência ou de seu equilíbrio (onde uma vaga numa equipe ruim pode atrasar muito sua carreira) e a estreia direto na Indy Lights pela Belardi (caso venha a acontecer), uma equipe com ótimos profissionais apesar da falta de dinheiro, são decisões bastante acertadas ao meu ver.

Tanto Victor Franzoni quanto Lucas Kohl, são os pilotos que estão a mais tempo no Road to Indy, e vê-los conseguindo progredir com suas carreiras vêm sendo um ótimo exercício ao longo dos anos. Para Franzoni, 2019 é o ano chave, pois o brasileiro será um dos poucos do grid a ter experiência prévia na categoria e o coloca automaticamente como um dos favoritos ao título. Para Kohl, o ano é de novos desafios e, no caso da Lights pela Belardi, um baita de um desafio. 

Tudo dará certo para os brasileiros? Espero que sim, mas, por enquanto, aguardemos! O teste acontece nos dias 22 e 23 de setembro, até lá!!

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