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Uma série nova para entreter vocês na silly season gigante da Indy. Juntamos cinco dos escritores do site (Daniel Palermo, Filipe Dias Dutra, Marcelo Augusto, Matheus Antônio da Silva e Rômulo Silva) para comentar sobre a temporada de 2017 de todos os pilotos.
A equipe que começou com a cultura de dois meios carros.

Seja planejado, por infortúnio do destino ou por problemas financeiros, alguns pilotos tiveram suas temporadas podadas pela metade, e são esses pilotos os avaliados nessa postagem:

Ed Carpenter (22º, 169 pts.): 6 provas, um Top 10 em Phoenix



O piloto e dono da Ed Carpenter Racing correu apenas nos ovais, que já é de praxe do #20 da equipe. Em seis corridas, só ficou entre os dez primeiros em Phoenix, e nem nas 500 milhas de Indianápolis ele mostra o mesmo rendimento: apesar de largar na primeira fila, terminou a prova em 11°.

Ed Carpenter fez pelo quarto ano seguido apenas os ovais. ele ainda consegue render algo fazendo esse esquema ou deveria parar de vez?

Marcelo Augusto: Passou da hora do Carpenter se ater apenas à função de dono de equipe. Quem sabe arriscar uma Indy 500, mas não mais do que isso.

Daniel Palermo: Não, Carpenter não consegue mais apresentar os resultados que apresentava no passado. Deveria se concentrar apenas em ser dono de equipe, colocar algum novato para correr no carro #20 e disputar no máximo a Indy 500.

Filipe Dias Dutra: Deveria parar de vez e se concentrar na parte administrativa da equipe. Ed não consegue mais ser competitivo nos circuitos ovais, coisa que a uns dois anos atrás ele fazia muito bem.

Rômulo Silva: Acho que Carpenter deveria ser apenas piloto da Indy 500. A equipe tem potencial de disputar títulos até, mas a divisão de assentos atrapalha muito para o campeonato. Além disso, existem bons pilotos para ocupar o #20 e que são mais completos que o genro do Chefe. Claro, Ed ainda tem muita lenha pra queimar, mas minha opinião é baseada no todo.

Matheus Antônio da Silva: Acho que desde 2013 a resposta pra essa pergunta é não. Fazer apenas ovais é um pouco complicado na Indy, e como o Carpenter não tem lá essa habilidade toda em ovais, tá na hora de esquecer isso. Entretanto, eu meio que entendo a posição de Ed: ele não é comandante da própria equipe (que é gerida pelos seus outros dois sócios) e já é meio piloto na equipe que leva seu nome. Não sobra muito o que fazer...

Spencer Pigot (20º, 218 pts.): 12 provas, três Top 10.


O americano foi quem dividiu o carro #20 com Carpenter novamente, fazendo todas as provas em misto e, num acerto relâmpago com a Juncos, estreou nas 500 milhas de Indianápolis.

Como foi a temporada de mistos de Pigot? O americano mostrou evolução o suficiente para fazer uma temporada completa?

Marcelo Augusto: Achei mais um menos. Mas agora ele terá uma chance em tempo integral na Indy. Potencial ele tem e parece que o Carpenter terá paciência com o menino. Melhor que o Hildebrand ele é.

Daniel Palermo: Fez boas apresentações, estando três vezes no top 10. Com certeza merece fazer uma temporada completa.

Filipe Dias Dutra: Confesso que achei Pigot apagado, tanto que não tenho nem critérios para avaliá-lo. Mas, sim, ele merece uma temporada completa.

Rômulo Silva: Bem mais ou menos. Alguns bons lampejos, mas esperava mais dele. Quero vê-lo fazer uma temporada completa só pra ver seu desempenho nos ovais.

Matheus Antônio da Silva:  Sempre fui um defensor do Pigot. Ele mostrou que é bom na Lights mas, desde que entrou na Indy, não fez mais do que o arroz com feijão, incluindo essa temporada. Espero que ele não seja aquele piloto que só anda quando o carro está bom, porque isso é raro na Carpenter.

Sébastien Bourdais (21º, 214 pts.)



8 provas:
5 Top 10 (ST. Pete, Long Beach, Barber, Gateway, Sonoma)
2 pódios (ST. Pete e Long Beach)
1 vitória em ST. Pete.

Sébastien Bourdais estreou pela Dale Coyne após a falência da KVSH Racing, e começou o ano muito bem, conseguindo uma vitória na temporada de abertura, em ST. Pete, e um segundo lugar em Long Beach. No Pole Data das 500 milhas, vinha entre os mais rápidos do dia, até bater forte na curva dois, quebrar a pélvis e ser obrigado a perder sete provas.

A temporada do francês foi cortada no meio. Se não fosse, ele brigaria pelo título?

Marcelo Augusto: Acho que não, mas poderia perfeitamente ter vencido mais uma prova até, provavelmente em um misto.

Daniel Palermo:  Brigar pelo título ele não brigaria por causa do equipamento, mas brigaria por vitória em algumas etapas.

Filipe Dias Dutra:  Sim. Bourdais e Dale Coyne encontraram uma química ímpar, mas infelizmente o francês se acidentou em Indianápolis e essa sequência foi interrompida. Mas acredito que ele brigaria forte pelo título, sim.

Rômulo Silva:  Pelo título não, mas por mais vitórias com certeza. Iria ser uma temporada muito interessante para o Francês, uma pena aquele acidente em Indianapolis.


Matheus Antônio da Silva: Olha... Se pá eu acho que sim. Ele estava bem na Indy 500 e razoável nos mistos, pelo menos melhor que o Rahal eu acho que ia.


Mikhail Aleshin (19º, 237 pts.): 12 provas, três Top 10.


A quarta temporada do primeiro russo a fazer uma temporada completa na Indy não foi lá muito boa e, com o fim da parceria da Schmidt Peterson com a SMP Racing, Aleshin ficou à pé logo após Mid-Ohio.

Essa foi a provável última temporada do russo. Ele fechou sua participação na Indy com chave de ouro??
Marcelo Augusto: Ele fechou com chaves de sucata. O prejuízo que ele deu foi grande, e tirando esse jeitão dele de ser meio louco, não deixará muitas saudades na Indy não.
Daniel Palermo:  Esse já vai tarde.
Filipe Dias Dutra:  Chave de bosque. Cometeu erros bobos, o arrojo foi substituído pela imprudência e o russo virou uma chicane ambulante. Era muito fã dele, mas, hoje, digo: так долго ("flw vlw" em russo).
Rômulo Silva:  Gosto do Aleshin, mas que temporada de m**** o russo fez. Me pareceu afobado na maioria das corridas e acabou cometendo erros que lhe custaram caro. Já deu o que tinha de dar na Indy.
Matheus Antônio da Silva:  O Aleshin é um piloto ótimo... Fora das pistas. Dentro delas, parece eu cozinhando: só sai algo bom uma ou duas vezes por ano.



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