Filho de Bryan Herta não foca a F1: "Ela me entedia".

Colton Herta, que atualmente pilota na Euro Fórmula aos 16 anos, não crê que a Fórmula 1 seria a categoria ideal para sua carreira. Seu alvo seria DTM ou Indy.
Herdeiro de Herta.
Herta corre pela Carlin na Euro Fórmula Open e ficou em terceiro lugar no campeonato desse ano, com quatro vitórias em 16 corridas. Agora, com 16 anos de idade, o piloto vê três possibilidades para o próximo passo em sua carreira, conforme declarado para Motorsport.com. 

"Atualmente, tenho como opções um segundo ano na Euro Fórmula Open, entrar n a F-3 Euro ou ir direto para a Indy Lights; creio que as negociações terminarão em algumas semanas e daí terei uma posição definitiva. Ir para a F-3 Euro é um grande salto, então se eu ficar na Euro Fórmula Open mais um ano e brigar pelo título está tudo bem também, sou novo e tenho tempo."

Entretanto, apesar de correr e querer continuar correndo nas categorias de base na Europa, seu foco não é a Fórmula 1. "Nunca fiquei realmente interessado em correr nela, especialmente nesses últimos anos, quando apenas uma equipe dominou tudo. Lá parece que, se você escolhe o carro/equipe errados para correr, ficará fadado a correr para sempre brigando para marcar um ou dois pontos e nunca ser notado pelos outros grandes times."

"Isso me cansa, não importa o quão bem você pilota, se o cara de frente tem um carro melhor, ele abre 20 segundos de vantagem antes de fazer a primeira parada no pits. Meu foco para a carreira é a Indy ou a DTM, ambas são bem mais competitivas e você tem condições de batalhar pelas vitórias, pois todos possuem equipamentos parecidos." 

"Corro nas categorias de base da Europa porque elas são muito mais competitivas e interessantes que nos EUA. Creio que aprendi muito mais nesse primeiro ano aqui na Europa do que nos meus dois primeiros anos nos EUA [correndo pela USF2000, no Road to Indy]. Aqui me sinto bem mais preparado e a evolução é bem maior."

Essas declarações de Colton Herta tem duas grandes implicações. 

A Fórmula 1, cada vez mais, não é um mercado interessante para a maioria dos jovens americanos. Cada vez mais os pilotos, principalmente das terras yankees, pensam bem mais na satisfgação da vitória ou no esforço mais reconhecido ao invés de fazer figurações e está lá só pelo prazer de estar na F1. 

Outro ponto importante é que um americano, para chegar mais preparado a Indy (ou a DTM, mas a gente é um site de Indy e tal...), está indo para a Europa. Isso reflete um bocado sobre a estrutura das categorias de base da Indy que, apresar de se autossustentarem ultimamente, ainda tem um caminho a percorrer para chegar no mesmo nível das categorias alem-mar.


Fonte da entrevista: Motorsport.com
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