Porque Helio Castroneves viu o mundo de ponta-cabeça em Indy

A notícia de ontem no automobilismo foi, sem dúvida, o acidente de Helio Castroneves nos treinos para as 500 Milhas de Indianápolis. O piloto da Penske número 3 perdeu o controle do carro no início da curva 2 e virou a 180 graus, para, em seguida, ver o bólido decolar e girar em seu eixo. Felizmente, nada aconteceu com o brasileiro,  mas a preocupação com um acidente mais grave e a culpa dos novos aerokits no processo alimentaram fóruns de corrida no mundo todo.



Porém Marshall Pruett, jornalista americano especializado em Indy, escreveu um artigo no Racer sobre o ocorrido. E explica de forma bem simples: o carro é feito em uma determinada direção que dê para fazer com que a resistência do ar o prenda no chão. Quando essa direção é invertida, o carro, em vez de colar no solo, acaba se distanciando dele.

Em um avião, por exemplo, o desenho da asa é feito de forma a fazer com que ele decole. Já os carros de corrida funcionam com o princípio da asa invertida, ou seja, o assoalho do carro é feito para que ele ganhe “downforce” e fique preso no chão, mesmo a velocidades altíssimas – como no caso da Indy.

O que assustou foi que, como Helio estava veloz quando seu carro girou a 180 graus, a asa não estava mais em posição invertida, o que foi suficiente para fazer o DW-12 decolar.

O assoalho é feito para prender o carro ao chão; quando a posição do bólido é invertida, a função também é. (Grifo de Marshall Pruett)


Note que o trabalho aerodinâmico em ovais está focado no assoalho do carro, sendo as asas traseiras e dianteiras apenas recursos para ganhar mais velocidade e ajudar a “cortar” melhor o ar. Portanto, os aerokits não têm culpa da decolagem.

Pruett avalia ainda que, se há algo para prevenir desastres por conta disso, é adotar o sistema da NASCAR de aletad que são acionados assim que o carro derrapa, evitando justamente que o ar empurre o carro para cima – coisa que, na stock car americana, era muito comum. Porém, segundo apurou o jornalista, já houveram testes nesse sentido e eles não foram satisfatórios. Resta esperarmos para ver o que a categoria aprenderá do incidente com o tricampeão da Indy 500.





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