Montoya mostrou que ainda sabe ser piloto

E venceu o GP de St. Pete!


Treze vitorias, uma Indy 500, um campeonato da CART e o cara ainda faz bonito aos 39 anos num carro de corrida. Este e Juan Pablo Montoya, que conseguiu vencer a etapa de abertura da Indy neste dia 29 de março em St. Petersburg segurando com todas as suas forças (e mais uma pá de asas) seu companheiro de equipe Will Power. A coisa poderia não ter sido dessa maneira se o movimento banzai a lá Sato que Power fez quando faltavam 10 voltas pro fim saísse mais errado ainda, pois os dois se tocaram na curva 10 pela disputa da liderança

Sai da frente!! (Credito: IndyCar)
A típica corrida longa de St. Pete não se deu devido a velocidade dos carros como em outros anos, mas sim pela quantidade absurda de aletas, asas, pêndulos, aerofólios, proteções e o que mais vocês quiserem chamar que cada carro trazia com esses novos aerokits. A cada toque, involuntário ou feito por Marco Andretti que se dava, detritos se soltavam como se Neymar tivesse sido tocado por outro jogador dentro de qualquer jogo pelo Barcelona e, com isso, vinham as bandeiras amarelas. Ao todo foram cinco, mas poderiam ter sido bem, mas bem menos, se não fossem os inúmeros detritos.

A Honda, apesar de ter bolado esses kits, não gostou nadinha do resultado. Sete de seus carros (num total de 12) tiveram que trocar peças do carro graças a batidas, enquanto que um único apenas da Chevy sofreu com as consequências dos toques naturais, que agora precisam não ser mais tão naturais assim, da Indy. Pode ser que a categoria precise pensar no que pode fazer, mas é bem mais fácil os pilotos deixarem de forçar tanto a barra em lugares impossíveis de se ultrapassar, não é Will Power?

Mas não só de sujeira que são feitas as bandeiras amarelas, pelo menos não em St. Pete. A primeira provocada por batida envolveu três pilotos da Andretti. Hunter-Reay, Marco e Simona se estranharam ao mesmo tempo na curva 10, numa burrada do colombiano. Sobrou mais para a Simona. O pior é que este não foi o único incidente que a suíça esteve envolvida durante a corrida. Algumas voltas depois, ela encheu o novo piloto de Sam Schmidt, James Jakes, sem tempo de reação. Dessa vez ela realmente foi a culpada pelo incidente, mas não pelo pífio desempenho de Jakes, como era de se esperar que acontecesse. #queremosWilson

#queremosWilson (crédito: Racer)
Outro que foi o alvo de pilotos que não medem consequências, como Rahal e Hinchcliffe, foi Charlie Kimball, se bem que podemos colocá-lo nessa lista também, só que em uma escala menor. Com um recorde de duas batidas em uma prova, o piloto da Ganassi terminou lá em 21º, onde nem a pontuação oficial conseguiu localizar. Lá estava também a folclórica dupla da Dale Coyne, Carlos Huertas e Francesco Dracone, que tiveram problemas durante a corrida e abandonaram a prova. #queremosWilson

Falando em novatos. o nome de Sage Karam só foi falado no começo da prova mesmo e no final da prova, quando Montoya lhe deu uma volta. Com um carro da Ganassi em mãos, essa corrida é para esquecer. Quem sabe a Anna de Ferran dê um jeito nessa autoestima dele. Outro novato e que esse sim surpreendeu foi o monegasco Stefano Coletti, em quem demorei alguns minutos para perceber que não era italiano. Apesar de ter chegado em 20º, botou pressão em quem devia e fez belas ultrapassagens. Só a estratégia conhecida da KV por estragar grandes provas que melou todo o seu desempenho e ele não foi um Nasr da vida, para que a imprensa italiana não coloque nas manchetes "seria ele um novo Zanardi?", mesmo que ele não seja italiano.

Scott Dixon também foi um refém de coisas que aconteceram no pit stop, mas neste caso seu carro era a arma. A parte traseira não subia durante as paradas, e os mecânicos tinham que suspender seu carro manualmente para que pudessem trocar os pneus traseiros. Que lástima. Se não fosse por isso, talvez a Honda não fizesse um papel tão feio em St. Pete, já que a Chevy e a Penske dominou todos os treinos e a corrida, sendo Hunter-Reay o Honda com a melhor colocação da fabricante japonesa. Tony Kanaan salvou a pátria chegando no pódio e Helio Castroneves ficou logo atrás dele, em quarto.

Vamos para a classificação geral:



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2 comentários:

  1. Vamo Tony! Vamos Ganassi!

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  2. Venho por meio deste reclamar das injúrias contra o inigualável James Jakes.

    O piloto é atrapalhado em sua volta rápida no treino classificatório, a equipe demora anos pra trocar um pneu e é acertado durante a prova por Simona que, provavelmente, estava de TPM.

    Vocês já foram melhores...

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