Indy em Brasília: o despacho do ministério público

Conseguiram deixar a IndyCar fula. (Créditos: Twitter)

Pois é pessoas. Dia de luto para a Indy e para o automobilismo brasileiro. Todos estão correndo atrás de novas informações sobre o cancelamento da prova aqui em Brasília. A própria IndyCar, que também está correndo atrás de informações, parece estar fula da vida com o que aconteceu. Não é pra menos, pois a corrida já estava praticamente certa, com muitos ingressos vendidos e a chegada de um novo patrocinador, a Itaipava, anunciado horas antes de tudo esse pesadelo e essa dor de cabeça virarem realidade.

Nesse corre corre encontramos o despacho do ministério público sobre o cancelamento da corrida. O documento não é tão grande e pode ser lido facilmente, mas fizemos um resuminho básico das coisas interessantes que achamos sem você precisar abir o arquivo. E já avisando, há conteúdos bombásticos:

5. Considerando que a realização do evento Fórmula Indy, desde o começo, revelou-se contrário aos interesses coletivos, além de violar, flagrantemente, o interesse da sociedade do Distrito Federal pela inversão de prioridade nas despesas públicas;

6. Considerando que o ex-governador do DF e empresa Rádio e Televisão Bandeirantes Ltda. resolveram firmar um Termo de Compromisso, em um dia desconhecido do mês de março de 2014, visto não constar a data completa, bem como a ausência de assinaturas de testemunhas e a imperativa publicação oficial do ato no DODF;

13. Considerando, por outro lado, que no referido contrato não há clausura penal em desfavor da Terracap ou do Distrito Federal pela não realização do evento, ao revés há clausura expressa permitindo a Terracap rescindir unilateralmente o contrato (Clausura Décima, parágrafo único);

14. Considerando que há notícia de que teria sido a contratada (Rádio e Televisão Bandeirantes Ltda.) que resolveu, por sua conta em risco, celebrar com a entidade esportiva de automobilismo, submetendo-se às sanções (multas e indenizações), que podem chegar a aproximadamente R$ 80.000.000,00;

16. Considerando que o projeto previsto para as obras do Autódromo Internacional Nelson Piquet continha um valor estimado inicialmente em torno de R$ 98 milhões, mas que, ao ser "redimensionado", aumentou para R$ 312.292.030,82;

Estas são alguns dos considerandos que o Ministério Público deu para que cancelassem a realização da prova, mas sugerimos que você, leitor, que quer saber mais do que aconteceu (e tem muita coisa interessante ainda), lesse o arquivo todo para dar uma visão melhor do acontecido. Nós, do Indy Center Brasil, vamos continuar atrás de informações sobre, mas como você, estamos profundamente decepcionados com o ocorrido. 

Agradecemos imensamente ao Américo Teixeira Jr. e ao Diário Motorsport por revelar o documento a todos nós.
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3 comentários:

  1. Li todo Documento do MP e achei todas as 23 "razões" de não se fazer a prova bem plausíveis.

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  2. As razões são plausíveis, a culpa é de quem ignorou todos os problemas e insistiu na realização da prova.

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  3. ..... é e quem vai arcar com as passagens e hotel que já paguei.......

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