Retrospectiva Indy Lights 2014 (3/3)

Olá pessoas, essa é a última postagem de retrospectiva da Indy Lights! O campeonato que foi mais rápido e menos animado do que faço parecer nas retrospectivas já se seguiu até o circuito de Toronto e a derrocada de Luiz Razia, vamos ver as etapas finais do campeonato desse ano!

Uma foto de Scott Anderson, pois ele fez um bom campeonato e não havia imagem dele até agora na série.
Primeiramente, se você não viu as duas primeiras partes da retrospectiva, elas estão aqui e aqui.  No post passado vimos as melhores corridas do ano, onde Gabby Chaves, mesmo derrapando no misto de Indianápolis, ganhou as duas corridas em oval e continuou na ponta, 21 pontos na frente de Veach e 48 a frente de Harvey.

Seguimos agora para as três últimas etapas: a rodada dupla em Mid-Ohio, a última corrida em um oval, em Milwaukee e a rodada dupla final em Sonoma, no post que tem como título:

Retrospectiva Indy Lights 2014 (3/3): etapas que curam insônia e Chaves campeão apesar de Harvey quase ganhar.

Em Mid-Ohio vimos uma Schmidt-Peterson muito mais rápida do que antes. Os dois meses entre a Freedom 100 e a antepenúltima etapa do ano, bem como as sessões de testes coletivos realizadas entre Toronto e Mid-Ohio fizeram muito bem para a equipe, que conseguiu contornar os problemas com seus pneus e encaixar o velho ritmo de antes.

Nesse fim de semana tivemos caras novas nas equipes. Na Belardi, após todo o rolo de Baron com o visto americano, dirigiria em seu lugar o zimbabuano Axcill Jeferries, que já tinha pilotado essa prova no ano passado. E a Team Moore voltaria a ter dois carros, pois Jimmy Simpson acerta para correr essa prova apenas também. Assim, o grid volta ao nível EXO e tem 12 carros

Bem, todos sabem que o Lu-Han saiu do EXO para formar sua própria boyband em sua terra natal, a China, e com isso a banda tem apenas onze integrantes agora, mas permaneçamos com o nível EXO de tamanho de grid, para não fazer alterações no fim do campeonato, padronizar as postagens e homenagear a famosa banda de K-Pop.
Após algum tempo com alguns problemas, a SPM voltou a exercer o domínio de antes, com Jack Harvey conseguindo a pole das duas provas do fim de semana e Luiz Razia conseguindo o segundo lugar no grid das duas provas.  

A largada foi tranquila e sem muitas mudanças, com o destaque maior ficando para o carro de Luiz Razia que bateu roda de leve com Veach e avariou sua asa, mas sem necessidade de parar nos boxes. O destaque na ponta do grid fica com Gabby Chaves, que se recupera do quarto lugar passando tanto Veach quanto Razia, e assume a vice-liderança da prova.


Daí, a prova entra naquele estado morno que lhe é bem típico. Harvey, com o novo bom desempenho da SPM, abre distância de Chaves, que consegue se manter a frente de Razia e sua asa dianteira avariada, a frente das Andretti e um ano-luz a frente dos outros competidores não mencionados nesse parágrafo. 

E esse foi o fim da prova. O belo inglês finalmente consegue sua primeira vitória e acirra a briga pelo campeonato, mas Chaves não deixa barato e se mantém em segundo, enquanto Razia consegue seu quinto pódio no ano, com o terceiro lugar.


No dia seguinte já tinha corrida! Harvey largou na ponta com o companheiro de equipe ao lado e as duas Andretti logo atrás. Na largada, mais problemas para Luiz Razia:


Matthew Brabham, que estava na terceira posição, sofreu um furo no pneu e esquece de frear na entrada dos esses, acertando em cheio o brasileiro emacumbado. Razia consegue voltar para a prova, mas uma volta atrás.

Após algumas muitas voltas em bandeira amarela, relargada e mais nada acontece feijoada. Lá na frente, Harvey era meio segundo mais rápido que Veach, que conseguia aos poucos abrir distância de Chaves e Baron.

Mais atrás que estavam as brigas mais interessantes do fim de semana. Juan Piedrahita segurou todo o pelotão atrás de sua SPM, enquanto seu companheiro de equipe, Juan Pablo García, subia de último para o sexto lugar, logo atrás do outro colombiano da Indy Lights que ninguém liga.  Jimmy Simpson e Ryan Phinny brigaram bastante, com um passando o outro constantemente. No fim, Phinny levou a melhor e a sétima posição a frente de Simpson e Scott Anderson.

Jack Harvey ganhando a mini Champions League.
Zack Meyer, como lhe é típico, estava em último. Entretanto, o piloto da Moore estava bem próximo do pelotão, até errar na curva um da volta 17, perder muito tempo passando pelas áreas de escape e ficando uma volta atrás.

Mas tudo isso acontecia a quase um minuto da liderança, e Harvey vence de novo! Veach consegue completar em segundo e se recuperar um pouco e Chaves passa em terceiro, a 18 segundos do líder.



Penúltima etapa e a última corrida em oval do ano, Milwaukee costumeiramente é a casa da Andretti na Indy Lights.  Entretanto, no grid estavam os mesmos oito carros estavam inscritos para a prova em Pocono. Grid nível 2morrow.

Na prova, Zach Veach consegue a pole devido a um pequeno erro na volta de classificação de Matthew Brabham, que fica com o terceiro lugar do grid. Gabby Chaves largaria ao lado de Veach, e Razia em quarto.
Schmidt-Peterson da depressão.
Logo na largada Brabham consegue a segunda posição com uma ultrapassagem em cima de Chaves. Mais atrás no pelotão, Jack Harvey mostra toda sua habilidade em ovais e perde a quinta posição para Scott Anderson, da Fan Force, e fica em antepenúltimo lugar.

Com o decorrer da prova, as Andretti se distanciam de todos e todos distanciam-se (apenas essa frase ganhará o nobel de literatura algum dia). Veach e Brabham ganham distância de Chaves, que acaba segurando Razia na disputa pelo terceiro lugar.

A prova seguia em seu típico ritmo, até a volta 30. Veach e Brabham vinham muito próximos e Brabham partiu para o ataque na volta 32. O austa-americano chegava a emparelhar com o companheiro de equipe, mas não conseguia completar a ultrapassagem, até a volta 39 onde conseguiu finalmente assumir a liderança.

Brabham tinha incentivo extra pra vencer.
Esse fato é triste, pois [autocitacao] devido ao que aconteceu no ano passado com Zach Veach. No ano passado o piloto também dominou boa parte da prova, conseguiu a pole e vinha com grande diferença para o segundo e terceiro colocados (então, Sage Karam e Carlos Muñoz, respectivamente); mas quando chegou a hora de passar os retardatários, o jovem Veach teve problemas, viu sua diferença ser pulverizada pelos adversários e terminou a prova na terceira posição.  Era o primeiro pódio do piloto, mas com gosto amargo dado a situação.

Nesse ano a novela parecia se repetir, o piloto liderou todos os treinos da sexta feira e conseguiu a pole position com meio segundo de diferença para Chaves, mas seu companheiro de equipe mostrou-se estar num domingo inspirado e a vitória parecia lhe escapar das suas mãos novamente [\autocitacao] até a bandeira amarela.

Luiz Razia, que vinha perseguindo Chaves desde a largada para conseguir a terceira posição, acabou rodando entre as curvas 1 e 2 da volta 92. A diferença de sete segundos que Brabham tinha para Veach desapareceu, e na bandeira verde dada na volta 96, aconteceu isso:

Sim, Zach Veach passou Brabham e venceu a prova! O seu companheiro de equipe completou em segundo lugar e Gabby Chaves, um pouco mais atrás, passou em terceiro. Scott Anderson, com seu Fan Force, conseguiu um heroico quarto lugar, enquanto os carros da Schmidt-Peterson, que formavam metade do grid, conseguiu terminar a prova em quinto, sexto sétimo e oitavo lugares.



Enfim a etapa final, a rodada dupla em SONOma. O primeiro no campeonato ainda era Gabby Chaves, apenas sete pontos a frente de Zach Veach e 26 pontos a frente de Jack Harvey. O grid voltava a ter os pilotos que não queriam correr em ovais esse ano: Ryan Phinny, agora na Belardi; e Zack Meyer. Grid nível WIN quando eles tavam naquela fase ruim sem o líder da banda e ""só"" com dez membros.

Nos treinos livres, acontece algo parecido com Mid-Ohio. Schmidt-Peterson domina, com Harvey conseguindo a pole das duas provas novamente. O líder do campeonato consegue a segunda posição no grid das duas provas, enquanto Razia e Juan Piedrahita formam a segunda fila. Zach Veach largaria de sétimo e oitavo lugares nas provas um e dois, respectivamente.


Na largada, Chaves  tenta de tudo na curva um, acaba colocando muito por dentro e perdendo a vice-liderança para Luiz Razia. A segunda posição foi recuperada em um movimento no melhor estilo "banzai", na última curva da segunda volta.


E mais nada acontece na prova. Chaves até encosta em Harvey, mas logo seus pneus acabam e o inglês dispara na frente; o colombiano fica mais para trás e Razia encosta, mas como a corrida é em Sonoma, o brasileiro não consegue a ultrapassagem.

Harvey vence e encosta na briga pelo campeonato! Gabby Chaves consegue o segundo lugar, sendo o único a se intrometer no quarteto da SPM, que conseguiu todos os outros lugares do Top 5 (Razia em terceiro, Piedrahita em quarto e García em quinto).



"At least..." chegou a prova final. Chaves liderava e não precisava ganhar a prova, bastava chegar em segundo para ganhar ao campeonato. Para Harvey, que passou a ser o segundo colocado com os ultimos resultados, a vitória era imprescindível, bem como Chaves não chegar em segundo. Para Zach Veach ser campeão ele precisava sair de oitavo para primeiro e torcer para Chaves chegar para trás de sexto, ou seja, precisava que meio grid desistisse de correr.

Os carros alinham e temos a larg... não temos largada, pois Harvey a queima. Alinham de novo e agora sim temos a larga... não temos largada de novo, agora é Gabby Chaves que a queima. Mas... at least, temos largada!


Repararam o lance importante? Não necessariamente foi Harvey continuar a frente de Chaves, mas sim a disputa pelo terceiro lugar. Juan Piedrahita assumiu esse posto e decretou o título para seu compatriota Gabby Chaves.

Eu explico: Piedrahita, com esse terceiro lugar momentâneo, se posicionou entre Gabby Chaves e os dois principais pilotos que poderiam brigar com ele pelo segundo lugar, favorecendo o título de Harvey. E, em uma pista como o Sonoma Raceway, o colombiano poderia bancar o Gandalf e deixar ninguém passar por um bom tempo, deixando o caminho livre para Chaves.

You!! Shall not!!  Pass!!!
No decorrer da prova, Harvey manteve seu desempenho impressionante, fazendo voltas mais rápidas que Chaves e abrindo distância para o colombo-americano. Chaves, por sua vez, fazia voltas quase um segundo mais rápidas que Piedrahita e o pelotão que se formava atrás de si: Veach, Razia, Brabham e García, respectivamente.

Assim se seguiu até a volta 29, quando avisaram Piedrahita que ele estava prestes a conquistar seu primeiro pódio da categoria e o piloto começou a errar, ser tocado e perder a posições para todos que ainda continuavam na prova:


Faltavam apenas oito voltas para o fim e a diferença de Chaves para Veach e Razia girava em torno da casa dos vinte segundos. Mesmo os terceiro e quarto colocados fazendo voltas mais rápidas que o Chaves, não conseguiram chegar a tempo de tentar algo.

Lá na frente, Harvey vence sua quarta prova, mas quem comemora é segundo colocado que se consagrava como o mais novo campeão da Indy Lights: Gabby Chaves! Veach passa em terceiro e Razia terminava em quarto na corrida.

We are the champions, my firend!
O campeonato termina com Chaves e Harvey empatados no número de pontos e no número de vitórias (cada um com 547 pontos e quatro vitórias), com o título decidido pelo maior número de segundos lugares. Chaves terminou em segundo lugar cinco vezes no campeonato, enquanto Harvey foi segundo apenas uma vez.

Zach Veach termina o campeonato em terceiro lugar, com 520 pontos e três vitórias. Matthew Brabham finalizou em quarto (424 pontos) e Luiz Razia terminou o campeonato na quinta posição (403 pontos), cada um com uma vitória.

E é isso pessoas. Se eu sou ruim em finalizar textos normais, imagine trilogias gigantes com gifs e tudo o mais, então, me despeço, até mais!
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Sobre o Indy Center

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