John Paul Jr. e a doença de Huntington

Piloto da CART e da IRL nas décadas de 80 e 90, o piloto atualmente sofre com uma doença incurável. Conheça melhor a história de John Paul Jr.

John Paul Jr. hoje (não tão hoje assim, 2010).

Talvez você o conheça nesse blog quando falamos dos pilotos que mais tentaram se classificar para as 500 milhas de Indianápolis, e falharam.  O piloto foi disputou as 500 milhas ao longo de 18 anos, mas fazendo poucas temporadas completas entre os monopostos americanos.  Hoje, o piloto sofre da doença de Huntington, um mal genético onde a pessoa perde a coordenação muscular e fica com sequelas parecidas com o mal de Parkinson, mas com efeitos mais potentes.

Antes de falar mais de como ele está, vejam a (longa) carreira dele.

John foi o vencedor mais jovem da Daytona 24h.
 John Lee Paul Jr. começou no automobilismo através da equipe do pai, a JLP Racing de John Lee Paul Sr. (creio que agora você entendeu a sigla da equipe) em categorias de endurance, inclusive dividindo o carro da equipe com seu pai. Nessa parceria, chegou a disputar as 24 horas de Le Mans e o campeonato de endurance da IMSA (da qual faziam parte as 24 horas de Daytona e as 12 horas de Sebring), sendo campeões em 1982.

Nesse mesmo ano, John Paul Jr. faria sua estreia na então nova CART, no circuito de Road America. Aproveitando algumas corridas que fez na F-Atlantic três anos antes, o piloto largou na oitava posição,a frente de Pancho Carter, John Rutherford e Gary Betenhausen. Aquela prova foi uma loucura, com quase todos os carros quebrando ou batendo, e na volta 11 o motor de John Paul o deixou na mão, abandonando a prova.

Ele tomou gosto pela categoria, e fez Ful Season em 1983, pela VDS Racing (Penske-Cosworth). E foi extraordinária mente bem. O novato conseguiu quatro pódios, incluindo uma vitória na Michigan 500 daquele ano. Só não foi o novato do ano pois foi meio mal nas duas últimas provas do ano (em Phoenix e Laguna Seca), perdendo por cinco pontos para um tal de Al Unser Jr.

No ano seguinte, John decidiu focar mais sua carreira nos protótipos, principalmente depois de não conseguir se qualificar para a Indy 500 daquele ano e de seu pai ser processado (e, posteriormente, preso) por narcotráfico e problemas fiscais. O piloto ainda disputou algumas provas da CART daquele ano, e conseguiu mais um pódio na antiga prova de Caesar's Palace.

Depois de 1984, ele não apareceu mais no certame da CART, a não ser para participar das 500 milhas de Indianápolis. Nesse meio tempo, em 1986, os problemas legais do pai acabaram caindo sobre o filho, e ele foi sentenciado a cinco anos de prisão. Não os cumpriu integralmente, saindo por bom comportamento em 1989.

Vencendo no Texas, 15 anos depois.
Após livre, decidiu mudar a sua rotina de disputar a IMSA GT e a Indy 500, e tentou disputar a temorada toda da CART a partir da Indy 500, mas os resultados (apenas três largadas e o 16º lugar como melhor resultado) desencorajaram-no.

Como se nada tivesse acontecido, e assim seguiu até 1996, quando entrou na novíssima Indy Racing
League, onde correu em 1996-97 pela PDM Racing, até então sem conseguir chegar entre os cinco primeiros.  Em 1998, John disputou apenas duas provas pela PDM, correndo pela Team Pelfrey nas 500 milhas (onde conseguiu seu melhor resultado na prova, o sétimo lugar) e terminou o ano pela Byrd Racing. Nesse ano, ele venceu a segunda corrida do Texas, em uma prova com muita confusão.

Mas o piloto já sofria com algumas das sequelas da doença de Huntington, e parou definitivamente em 2001, depois de completar sua última temporada nos carros de endurance (na Rolex Sports Car) e tentar uma última vez se classificar para as 500 milhas, sem sucesso.

Hoje, aos 54 anos, o ex-piloto vive no subúrbio de Los Angeles, sozinho (na verdade com três gatos). Ele fala e se locomove com dificuldade, geralmente com o auxílio de uma bengala. Ainda está em atividade como instrutor de direção. Um não tão belo final para um ótimo piloto. 

Abaixo tem o vídeo onde John Paul Jr. participa contando sua vida e rotina, par angariar fundos para o departamento de neurologia da UCLA, que procura uma cura ou tratamento para a doença.


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