Offseason highlights (parte II) - mudanças nos bastidores


Olá pessoas! Estamos de volta!

Ontem, cada um que contribui nessa bagaça comentou sobre as mudanças que aconteceram no grid. Porém, recebemos algumas ameaças de fãs hardcore que não gostaram muito da nossa opinião. Sendo assim, prometemos pegar mais leve dessa vez...

Hoje, falaremos sobre as mudanças que aconteceram fora do grid, como a entrada da Verizon como patrocinadora oficial, as mudanças no qualify da Indy 500, a pontuação dobrada na Triple Crown... etc.

Então, vamos lá, lembrando que os comentaristas estão em ordem alfabética:


Resumo da notícia: a Verizon, que vinha colaborando com a Indy já faz um tempo, resolveu bancar a categoria e virar o primary sponsor da Indy. A empresa de telecomunicações vai pagar cerca de 10 milhões de dólares por ano num contrato que se estende por dez anos.

Daniel Schattschneider: Melhor escolha feita em anos! A IZOD, no meu ponto de vista, não tinha quase nada a ver com a Indy. Apesar de ter dado bastante ajuda midiática nos dois primeiros anos, depois que Dan Wheldon faleceu, ela parece que vazou. A Verizon tem a cara da Indy. Tomara que essa parceria dê muito certo.

Matheus Antônio da Silva:
Apesar de não parecer, essa é uma das ótimas notícias da offseason. Mesmo que a empresa pague o mesmo que a grife IZOD, ela agrega muito mais valor no quesito mídia. Muitos viam que tinham algumas coisas que não estavam bem feitas (quem via aquelas terríveis 'virtual laps', ou as matérias nada a ver que pintavam quando todos se perguntavam outra coisa, sabe que precisavam disso) e a Verizon vem mais focada a ajudar nessa área, tanto de marketing, quanto de divulgação.

Rômulo Silva:
Sem dúvida, o novo 'sponsor' veio no momento certo. A Indy precisa de divulgação e de investimento em tecnologias, e isso, a Verizon está disposta a oferecer. Tem tudo para ser uma parceria promissora.





Resumo da notícia: dessa vez, o campeonato de 2014 começa neste fim de semana e termina no dia 30 de agosto, em Fontana. Serão 18 corridas em menos de 5 meses. 

Dan: Não achei nada legal. Poxa... tudo bem que os dirigentes da IndyCar querem evitar conflitos com a NFL, mas não precisa exagerar também. Garanto que nem os fãs, nem os pilotos gostaram disso. Além de termos uma 'offseason' mais longa ainda.

Matt: Isso é uma merda, todos sabem. O campeonato tem 13 finais de semana, e tem sempre aquela sequência de overdose de Indycar em junho/julho. Quem é fã vai morrer esperando uns cinco ou seis meses pra categoria voltar em 2015, e quem num é fã vai morrer com cinco meses com corrida direto.  

Rômulo: Vai ser um negócio meio chato acompanhar a última corrida em agosto e lembrar que a próxima temporada só começará em março do outro ano. Além de terminar cedo, o calendário deixou as provas muito juntas, o que vai deixar o campeonato mais corrido.



Resumo da notícia: a novidade do calendário será o circuito misto de Indianapolis, porém, dois circuitos de rua somem do mapa: Baltimore, por problemas de agenda, e a pista do Anhembi, por inúmeros motivos.

Dan: Sentirei muita falta da pista do Anhembi, era uma das melhores pistas de rua que eu já vi na minha vida, supera quase Surfers Paradise, mas enfim. Sobre Baltimore: odiava aquele traçado, a pista e o fato de ter trilhos de trem passando no meio dela. Isso, na minha opinião, dava um ar de amadorismo para a categoria, tem gente que gosta, eu não. Já sobre a entrada do IMS Road, eu era contra, mas agora, vi que o traçado tá bacana. Vamos ver no que vai dar... 

Matt: Pois é, uma pena sair os dois melhores circuitos de rua (aposto que os outros dois e a maioria dos leitores ficava chorando por causa dela, mas aquilo que é pista de macho, e oferecia as melhores corridas, veja elas de novo e admita) saíram nesse campeonato. Pra não ficar com nada interessante pra fazer e o pessoal esquecer que a Indy existe, arrumaram uma corrida no IMS que é muito parecido, mas não exatamente, o oposto da 500 milhas de Indianápolis.  Mas sem ela, seriam 12 fins de semana de ação e corridas no ano todo; e o traçado até que tá interessante, tem dois pontos de ultrapassagem e talz...  Essa é pra lembrar (se é possível esquecer) que a situação na Indy não tá fácil.

Rômulo: Achei legal a inclusão do circuito misto de Indianapolis no calendário. Ao contrário da opinião de alguns, acredito que a corrida sirva como atrativo para a Indy 500. A saída da SP Indy 300 foi uma grande perda. O circuito era bem localizado e as corridas sempre eram interessantes, realmente é uma pena. Quanto a Baltimore não achei ruim a retirada. Tudo bem que as últimas corridas realizadas lá foram bem divertidas, mas aquela pista irregular era algo deprimente.




Resumo da notícia: os dirigentes da Indy resolveram impor uma pontuação especial nas corridas que fazem parte da "triple crown" (Indy 500, Pocono e Fontana), assim, o vencedor leva 100 pontos, o segundo 80, e assim segue. Além disso, há também um aumento na distância de algumas corridas: Pocono volta a ter 500 milhas, Texas terá 600 quilômetros e Iowa terá 300 voltas.

Dan: Não gosto de corridas que passem de duas horas de duração, claro, tirando a Indy 500. Tudo bem que tem o lance de estratégia e tals... mas se a Indy quer trazer fãs, ao meu ver, essa não é uma boa opção. Já sobre a pontuação dobrada, isso é ótimo. Dá mais destaque para as provas que merecem mais destaque.

Matt: Não sou muito fã. As corridas ficam eternas. Pocono, que teve 400 milhas ano passado, demorou três horas e vinte pra terminar. Nesse ano, vai demorar umas quatro horas, com esse prognóstico. Mas sou contra por dois motivos: tá virando 'endurance', os pilotos estão correndo por quatro horas e fazendo de oito a dez paradas, economizando o máximo de pneus e combustível pra fazer o mínimo de paradas (acho economia de pneus uma chaga nos ovais, os pilotos começam virando 360kph de média, em 15 voltas, todos já viram a 345kph de média, em 30 voltas viram a 330kph de média, e na hora de parar mal estão virando 32kph de média; quando se economiza só combustível, a aceleração menor é compensada pelo carro mais leve, e eles não ficam tão lentos), tá faltando só a troca de piloto; o segundo motivo, é que fica parecendo que temos 3 Indy 500 no ano, só que apenas uma tem fama.


Rômulo: 
Corridas longas são tradição no automobilismo norte-americano e não vejo nada de mais a Indy aderir a isso (apesar de já ter corridas com grande duração). Porém, pode ser comum vermos corridas terminando com menos de 10 carros competindo. Quanto a 'triple crown', acho algo justo.



Resumo da notícia: depois que a corrida de SP foi cancelada, vários boatos surgiram que a Band não estava mais interessada em transmitir a Indy. Alguns canais esportivos, como a ESPN, foram cogitados para pegar os direitos de transmissão, porém, faltando pouco menos de duas semanas para começar a temporada, a Band confirma a categoria na grade do canal.

Dan: O que a emissora paulista poderia fazer de mal para a Indy, ela fez. Alguns dos motivos: primeiro, porque não cumpriu o contrato de ter uma corrida em SP até 2019 (iria levar uma senhora multa); segundo, porque ela prejudicou pilotos brasileiros como a Bia, que até queria correr algumas corridas em 2014, mas a Ipiranga decidiu pular fora, já que ninguém sabia se teria Indy na TV aberta ou não. Eu já fui fã da Band, mas agora, ela vem me decepcionando cada vez mais.

Matt: Pra mim,
houve bastante especulação: especulou-se que a band não queria mais fazer a Indy, porque especulou-se que o BandSports iria fechar, e tudo girou em torno disso. O único fato concreto que houve, foi a Indycar iniciar um processo pela falta da SP Indy 300, o que é óbvio e estava em contrato. No fim, não saímos do lugar.

Rômulo:
Após muitas possíveis reviravoltas, acabou ficando no mesmo lugar. Pelo menos, a Indy continua sendo transmitida para o Brasil, ainda que no “jeito Bandeirantes”. Além disso, a transmissão assegura a realização de uma etapa em solo brasileiro no ano que vem, teoricamente.




Resumo da notícia: Long Beach e a corrida no IMS terão largada parada para essa temporada. Contando com as duas de Toronto e Houston, teremos 6 largadas paradas para este ano.

Dan: Continuo sendo contra largadas paradas na Indy. Mas em Long Beach, realmente, ou o pessoal se espremia no hairpin, ou só os seis primeiros largavam lado a lado. Já em IMS, acho que isso vai completamente contra a tradição. Pode ser um tiro no pé da IndyCar.

Matt: 
Largadas paradas são úteis em lugares como Long Beach, onde apenas as três primeiras filas alinham direito.

Rômulo: 
Não gosto das largadas paradas na Indy, porém, Long Beach é um caso a parte, por causa do seu traçado. Aprovo essa iniciativa. Nos demais circuitos (como no misto de Indianapolis), continuo com a minha opinião anterior.




Resumo da notícia: Pipo Derani, Nicolas Costa, Felipe Donato e Luiz Razia, são os brasileiros que participarão no grid das categorias do Road to Indy.

Dan: É sempre bom termos vários compatriotas nas categorias de base. Isso significa que teremos algum futuro na IndyCar. Eu já stava ficando preocupado, já que o Hélio e o Tony não podem ficar para sempre, né?

Matt: 
Nunca vi tanto 'hype' em cima das categorias quanto nesse ano. Temos alguns pilotos muito bons e depois de um bocado de tempo, finalmente, temos pilotos com chances reais de serem campeões nas três categorias. Poderia falar um monte de coisa aqui, mas estaria queimando matéria, então veja o que esse site diz sobre eles e as categorias, porque sou eu que escrevo sobre elas aqui. =)

Rômulo: 
É muito bom saber que o Road To Indy tem um bom número de pilotos brasileiros no grid, afinal, eles podem ser o futuro do Brasil na Indycar Series.


Então é isso, pessoas. Muito obrigado pela paciência em ler nossos comentários. Peço, por favor, que ninguém nos ameace novamente. Este é apenas um blog formado por seres apaixonados por Indy e que apenas querem expressar suas opiniões. Se quiserem, vocês também podem comentar sobre o que a gente falou aqui. Amanhã, discutiremos sobre as nossas expectativas com a corrida de abertura em St. Pete.

Até lá!

Fonte: opinião de apaixonados por Indy.
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Sobre o Indy Center

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