Pilotos e funcionários da Newman/Haas se reúnem em Indianapolis

Você lembra de uma tal equipe chamada Newman/Haas?

A vitoriosa equipe, que foi fundada por Carl Hass e o ator Paul Newman em 1983, que tem quase 3 décadas de história na categoria, que teve pilotos como Michael Andretti, Nigel Mansell, Paul Tracy, Cristiano da Matta, Sebastien Bourdais, Christian Fittipaldi, Bruno Junqueira e até Mario Andretti, deixou sua marca na Indy. Juntando a CART, ChampCar e IRL, temos 107 vitórias e 8 campeonatos ganhos. Só perde para a Penske e para a Ganassi em número de títulos. Um feito e tanto!

Mas, infelizmente, tudo que é bom acaba. No final de 2011, com problemas econômicos, três anos após a morte de Newman e com Haas começando a ter problemas de Alzheimer, a equipe decide encerrar as atividades.

Mas a história marcou tanto seus pilotos, funcionários e colaboradores que, então, resolveram fazer um reencontro na noite do último sábado em Indianapolis.

Cristiano da Matta veio do Brasil, Bourdais da Flórida e Michael Andretti chamou até alguns de seus funcionários para ajudar nos preparativos. Pedro Campuzeno pediu licença a Joe Gibbs Racing para rever alguns amigos. Os Murphys saíram do Canadá. Até Rocky Rocquelin, agora como membro da vitoriosa RBR, mandou mensagens da Inglaterra.


De uma equipe como essa, sempre vem boas lembranças. Joe Flynn foi um dos primeiros funcionários da equipe nos anos 80. "Paul e Carl não foram apenas grandes proprietários e agradáveis com as pessoas, eles eram desportistas", afirma. "Eles estavam dispostos a correr, mesmo que isso significasse pagar dos seus próprios bolsos, e foi o que eles fizeram. Foi uma honra trabalhar com pessoas assim."

Peter e Mary-Lin Murphy, que entraram na equipe em '85, não demoraram muito para se tronarem amigos de Newman e Haas. "Paul era uma pessoa normal, fazia as coisas de um modo tão fácil e tão divertido", relata. "Eles nos respeitavam e nos tratavam tão bem. Paul me levava pra jantar fora e me fazia sentar enquanto vinha com uma cerveja. A Johanne (Woodward, esposa de Paul) até ajudava a Mary-Lin a lavar os pratos. Daí à noite vinha e a equipe chegava, enquanto que ele contava histórias. Foi algo incrível trabalhar nesse ambiente."

John Tzouanakis tem um baita histórico pela equipe. Ele trabalhou durante todos os 28 anos que a Newman/Haas ficou na Indy como mecânico e gerente, e afirma que amava o estilo de seus chefes.

"Eles não te deixavam na mão e cada um com o seu trabalho. Carl ficava com os negócios e Paul viajava para as corridas, e assim foi indo sem problemas. Nós esperávamos ganhar corridas, mas isso era algo muito justo."

Michael Andretti deu 40 vitórias, mais o campeonato de 1991 da CART para o time em que seu pai ajudou a construir. "Eu adorava o fato de que eles fariam o que fosse preciso para eu ganhar", diz o ex-piloto, agora, dono de equipe. "Eu também gostava do fato de que eles me ouviam quando eu tinha sugestões. Foi uma grande atmosfera."

Ainda restam três funcionários trabalhando na loja da NHR. Um deles é Colin Huff, que compara o método de trabalho da Newman/Hass com a equipe de Roger Penske nos anos 80. "Nós não éramos tão disciplinados e rígidos como a Penske. Estávamos meio desalinhados em relação a eles", desabafa. "Mas, sabíamos que os carros de corrida eram importantes, não do jeito que olhávamos. Havia um clima de vencedor o tempo todo."

Sebastien Bourdais foi tetracampeão da ChampCar graças à equipe. "Foi algo único trabalhar com o Carl. Paul fornecia o espírito e todos estavam lá para ganhar. Mesmo quando eles ficaram sem dinheiro, tentavam me manter correndo", observa. "Não parecia um trabalho, era paixão. Ainda tive sorte de ser pago por eles."

Cristiano da Matta levou o caneco de 2002 da CART com a Newman/Haas. "Foram os melhores dias da minha vida", resumiu bem o piloto que quase perdeu sua vida num acidente em 2006 no circuíto de Road America. "Paul e Carl eram tão bons para mim e para minha carreira que era uma alegria correr, porque eles amavam corridas."

Para quem não pegou a época, Newman, sempre vestido de branco, parecia mais um pintor do que um astro de Hollywood. Ele adorava marcar o tempo dos pits, ficar no pódio e apenas se perder no mundo dos seus últimos 40 anos de sua vida.

Já Carl, com seu charuto apagado, geralmente fixado na boca, parecia um Mr. Magoo para o Penske. Mas ele era um relâmpago como negociador. Foi por isso que ele conseguiu roubar Nigel Mansell de Bernie Ecclestone em 1993.

Juntos, eles inspiraram lealdade como, talvez, jamais veremos novamente.

Fonte: Racer / Wikipedia
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