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Chris Jones / IndyCar


Quem discordar é somente um saudosista barato. 

Eu, Daniel Schattschneider, falarei sobre os porquês da ideia da Indy ser híbrida parecer não só uma boa ideia, mas uma excelente ideia. Num futuro próximo dentro deste site, o João Estumano Neto falará justamente o contrário, sobre o híbrido parecer não só uma má ideia, mas uma péssima ideia. 

O futuro chegou. Não estamos numa sociedade daqueles filmes sessentistas de pós guerra que previam carros voadores, peace and love e o homem em marte (ainda), mas temos smartphones, temos internet, e temos motores híbridos.

Esta semana, a IndyCar anunciou que dentro das mudanças previstas em 2021 (agora 2022), uma delas será a introdução de motores híbridos. Um anúncio surpresa que pegou todo mundo. Sem rodeios (e também sem muitas especificações técnicas, muito provavelmente por ainda estar em negociacão), a IndyCar chegou-chegando.

Mas ACALMEM-SE. Não há o que temer. Especificamente neste artigo, você verá quais as vantagens de se ter um motor híbrido no mundo do automobilismo, mais especificamente na Indy:


1. SUSTENTABILIDADE


O século 21 tem uma palavra como mantra. Assim como "progresso" era a palavra do século 20, "sustentabilidade" é a palavra deste nosso século. E olha só, para que serve o motor híbrido? Sim, isso mesmo. 

Um motor híbrido é, basicamente, uma junção do melhor de duas ignições: combustão e elétrica. O automóvel de rua tem um motor de combustão interna, que pode usar gasolina, diesel e afins, e um motor elétrico que permite manter o motor de combustão funcionando a baixas rotações, ou até mesmo nem precisar estar funcionando. O objetivo disso é diminuir o prejuízo causado pela queima de poluentes do motor somente à combustão. 

Por exemplo, um automóvel que combina motor a combustão e motor elétrico na realidade é um veículo elétrico alimentado pela energia cinética vinda da queima de combustível. Este é o modelo mais usado em locomotivas e geradores diesel-elétrico. Existem vários tipos de modelos de motor híbrido.

Pois bem, já que o mundo pede por sustentabilidade, o motor traz uma maior força de sustentabilidade, e as fabricantes de motor precisam focar na sustentabilidade, faça a equação. 


2. CHANCES MAIORES DE COMPETITIVIDADE

Imagine essa imagem cheia de fabricantes diferentes.
(Joe Skibinski/Indycar)

A F1 tem toda uma estrutura de potência voltada para se adequar as vantagens do motor híbrido. O WEC há tempos vem com motores diesel-híbridos que voam (não literalmente) na Mulsanne. A BTCC, a WTCR (em breve) e trocentas outras estão começando a abrir os olhos para o mundo do equilíbrio. 

Você já se perguntou por que elas estão fazendo isso? 

As fabricantes de motor estão com os dias contados para motores somente à combustão para lançá-los às ruas. Não faz nenhum sentido corridas de esporte a motor, como o nome mesmo diz, não seguir o caminho do mundo das fabricantes de motores. Isso não é ciclismo. 

Logo, a Indy, entrando no mundo híbrido, reconheceu a necessidade das fabricantes. Isso pode atrair mais ideias, mais competitividade por uma maior eficiência nas corridas. A Honda voltou pra F1 (após um bom tempo patinando) e venceu duas das últimas três corridas, graças à entrada do híbrido. O fã comum da Indy adoraria ver a entrada de nomes mais interessantes, não? Ele também quer ver carros mais potentes, não?


3. MAIS POTÊNCIA



Power adoraria mais potência nos carros.
(Joe Skibinski/IndyCar)
Uma das vantagens do motor híbrido é o reaproveitamento de potência nas frenagens. A energia dissipada do freio se transforma em energia para o motor. O sistema de recuperação de energia, chamado KERS na F1, até um certo tempo atrás era limitado, hoje pode ser usado o tempo todo. Isso representa mais potência para o motor como um todo, sem a necessidade de aumentar o peso do motor a combustão, ou de aumentar as chances de quebrar. 

Com isso o carro é mais rápido, podendo ter um motor menos agressivo. É o encaixe perfeito. Will Power iria gostar disso (se ele ainda estiver na Indy em 2022). 

"Mas e num oval, onde não se freia quase nunca? Como meter esse sistema de recuperação dos freios?"




4. VANGUARDA


A Indy tem a característica de ser pioneira e à frente de todas as outras. Foi a primeira a implantar o retrovisor, o Safer Barrier, o Hans... claro, não será a primeira a implantar o sistema de motor híbrido. 

Mas pode ser a primeira a conseguir algo para substituir o Kers em ovais. 

A Indy e as fabricantes tem três anos para chegar à solução do problema. Terá de ser algo bem inovador para se retirar energia e transformar ela em potência. Algo que nem os motores de rua tem disponíveis. Seria uma revolução por parte da tecnologia. Poderiamos dizer que a Indy voltaria aos termos de ser categoria laboratório para os carros de rua, coisa que outra categoria teima em se dizer que é.

Mas, o que é mesmo que a Indy vai implantar em 2022?


5. NÃO É BEM ISSO QUE VOCÊ ESTÁ PENSANDO 


A Indy também quer implementar sistema antistall
(Joe Skibinski/IndyCar)

Quando a Indy anunciou o mundo híbrido, o mundo entrou em polvorosa. Porém, na hora de clicar na matéria, as coisas não precisavam ser tããããão chocantes assim.

O contrato dos novos motores vai até 2026. Serão quatro anos de experiência. Porém, não tem nada específico. Apenas os objetivos que podem ser alcançados durante esse trajeto até lá. 

Haverá a introdução do Kers, só que não se sabe ainda se vai ser por tempo ilimitado ou se será uma substituição do push-to-pass, com as mesmas regras (tempo limitado, potencia limitada). O motor sofrerá pouquíssimas mudanças. Continua com os motores V6 biturbo, como os atuais, só que com a diferença de ser 2.4L, contra os 2.2L atuais. Em teoria, terá até o barulho mais alto. Também querem implementar o sistema anti-stall, em que o piloto pode religar o carro dentro do cockpit, e não esperar para que a equipe de serviço faça isso para ele. Fora essas mudanças, mais nada foi anunciado. 

A Indy planeja, com todas as parafernalhas incluídas, chegar aos impressionantes 900cv de potência. Algo visto só em épocas de ouro da Indy. Portanto, não fique com medo, preocupado, ou me xingue por ser "contra a tradição". 

Não há o que temer.

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