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A Ed Carpenter Racing mostra toda sua força de cavalo paraguaio e lidera o terceiro dia de testes fazendo a volta mais rápida tanto com como sem vácuo. Helinho terminou entre os dez melhores tempos enquanto Tony Kanaan e Matheus Leist fizeram ajustes para a corrida.


A quinta-feira de treinos não estava muito propícia a voltas rápidas. Com um vento forte e que mudava de direção a todo momento, os pilotos penaram bastante na hora de darem voltas e fazerem ajustes. Como andar rápido estava bem difícil e arriscado, e a previsão do tempo até as 500 milhas pode mudar, grande parte do grid aproveitou o dia para fazer ajustes focados na prova. Alguns pilotos fizeram parte do treino focado para os dois dias de treinos classificatórios já que o próximo treino é o fast firday e, no dia seguinte já começa o sofrimento do qualify das 500 milhas de Indianápolis.

Um desses pilotos era Ed Jones que, logo no começo das sete horas de treinos (que iam do meio-dia as sete, no horário de Brasília) e conseguiu fazer o melhor tempo tanto sem vácuo (224,957 mph) como com vácuo (227,843 mph). 

Junto com o campeão da Indy Lights de 2016 também estavam o campeao da Indy Lights de 2013 (Sage Karam) e de 2017 (Kyle Kaiser), que fizeram a quarta e quinta melhores médias de velocidade do dia, respectivamente, e ficando atrás apenas de Jones, Takuma Sato e Sebastien Bourdais. Karam teve problemas em seu motor, tendo de trocá-lo durante o intervalo do segundo e terceiro dia, tendo de correr atrás do tempo e dos ajustes perdidos, foi o piloto que mais deu voltas hoje na pista; já Kaiser tem o sério problema de recursos financeiros do #32 da Juncos Racing, que corre com um carro completamente branco e tem que mostrar algum serviço para atrair patrocinadores.

Já nas velocidades sem vácuo, começamos a ver um razoável domínio da Chevy, veja: o mais rápido sem vácuo foi Ed Jones (Chevy), seguido por Spencer Pigot (224,887 mph, Chevy), Simon Pagenaud (224,868 mph, Chevy) e Will Power (224, 858 mph, Chevy). Depois destes, apenas Marco Andretti (224,431 mph) e Takuma Sato (224,428 mph) fizeram médias acima de 224 milhas por hora. Tá certo que foi apenas um dia de treinos onde a maioria estava focada em ajustes de corrida e não em andar rápido sem vácuo, mas pode ser um sinal de leve domínio da Chevy nos dias de classificações. Esse domínio poderia ajudar a salvar a lavoura de dois carros Chevy que estiveram cheios de problemas hoje. 

Primeiro veio o grande acidente do dia. com duas horas já rodadas de treinos, Pato O'Ward vinha um pouco mais agressivo que os outros pois, até então, o mexicano só tinha tido um dia completo de testes devido a alguns problemas e até mesmo dificuldades em passar pelo Rookie Orientation Program. ele já tinha dado 90 voltas em duas horas de treino quando, na curva dois da 91ª volta dele no treino, ele acabou entrando demais na curva, perdeu a traseira do carro, rodou e bateu forte no muro da saída da curva dois.


O carro #31 rodou e tirou as quadro rodas do chão, no entanto, o carro ficou apenas virado de lado e caiu com o piloto virado para cima, sem capotar. Isso se deve a dois buracos que tem na parte frontal do assoalho do carro, que faz com que a pressão aerodinâmica seja diminuída, e o carro tenha uma dificuldade muito maior em decolar e capotar. O'Ward saiu do carro ileso e sem ajuda dos comissários, no entanto seu carro teve perdas irreparáveis (na verdade nem tanto, mas com o tempo hábil de treinos era meio que irreparável) e a equipe aprontará o #31T para o Fast Friday e as sessões de qualificação.

Outro que teve problemas foi, novamente, Fernando Alonso. Após a batida de ontem, a equipe estava em dúvida: remontar o #66 e continuar com todos os dados recolhidos ou simplesmente esquecer um carro e preparar o #66T, começando tudo de novo?  Bem, a equipe escolheu ambos e, começando a trabalhar desde a abertura das garagens, trabalhou nos dois carros ao mesmo tempo. Essa talvez não seja a decisão mais sensata ao se tomar pois, como diria Al Unser, a estratégia que envolve ficar nos boxes durante treinos para as 500 milhas não são boas estratégias, a McLaren pagou caro pela escolha.
A garagem 25 passou o dia inteiro assim.
Os carros, junto com Alonso e toda a McLaren Racing, passaram quase o tempo todo nos boxes.Um deles, o #66, ficou pronto próximo das quatro horas da tarde e, enquanto estava naquele intervalo entre ir pra garagem e voltar para o pit lane, houve uma segunda bandeira amarela (Pippa Mann teve problemas de câmbio, acho, em seu carro, e ficou parada na reta oposta). Pouco depois, começou a cair um dilúvio e a direção de prova optou por adiantar o fim do treino em umahora e meia. Com isso, Alonso e o #66 (ou #66T) perderam um dia completo de treinos, e terão de andar bastante no Fast Friday para compensar o tempo perdido e entrar seguramente no grid.

E, entre os brasileiros, todos estiveram no meio do grid. A AJ Foyt foi uma das várias equipes que optou por trabalhar em acerto de pista e tanto Matheus Leist quanto Tony Kanaan ficaram fora do Top 20 tanto com como sem vácuo, com ambos dando menos de 40 voltas no dia. Hélio Castroneves ficou entre os dez priemiros, mas também trabalhou no acerto para a prova.
Matheus Leist passou mais tempo fora do que dentro do carro.

Confira abaixo a tabela final de classificação, onde: BLS = melhor média de velocidade (em milhas por hora), LLS = média da última volta, BLN = número da volta que o piloto fez seu melhor tempo, NTR = melhor volta do piloto sem vácuo e NTS = melhor média do piloto correndo sem vácuo.


Amanhã tem o Fast Friday, o dia de treinos onde os pilotos recebem um aumento de potência em cem cavalos, para que possam acertar corretamente seus carros para os dois dias de qualificações (também há esse aumento de potência nos treinos). E há a expectativa de ser um treino bastante movimentado, já que também há a ameaça de chuva para esse dia. Até lá!!

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