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E assim, a equipe do carro #98 agora é a Andretti Herta Autosport with Marco Andretti and Curb Agajanian Itaipava São Paulo Indy 300 Presented by Nestlé.


E foi anunciado na quinta-feira passada (primeiro de novembro, desculpa a gente, ainda estamos descongelando das ""férias"") que Marco Andretti dará um salto em sua carreira. Ao invés de fazer o velho anúncio de que "a próxima temporada será a melhor da minha carreira" que ele faz todo ano, o filho de Michael e neto de Mário Andretti revelou que agora é um dos sócios do carro que pilotará na Indy em 2019.

Assim, a partir de agora o carro #98 será da equipe Andretti Herta Autosport with Marco Andretti and Curb Agajanian, mas praticamente nada muda na equipe além do nome. A sede da equipe ainda é a garagem da equipe Andretti, permanecendo com o apoio técnico da Curb Agajanian Performance Group e sob o comando técnico de Bryan Herta, além do apoio financeiro da US Concrete. 
Será que Marco Andretti está seguindo os passos de Ed Carpenter?
Na prática nada muda, o que tem uma pequena mudança é que, em teoria, Marco Andretti teria maior independência e voz na equipe (como se já não tivesse sendo filho do dono), que dependeria menos do pai dele, Michael Andretti; mas isso tudo está muito obscuro.

Imagino, inicialmente, três cenários: 
  1. Michael, tendo muitos carros para administrar e já vendo seu filho na décima terceira temporada na Indy e completando 32 anos no ano que vem, esteja querendo passar o bastão das direções de, pelo menos, um carro da grande estrutura da Andretti, que só tende a aumentar com as parcerias com Harding e McLaren.
  2. Apesar da Andretti Autosport ter seus quatro carros e quatro pilotos confirmados até 2020, Marco vê sua vaga ameaçada, pois o mesmo vive uma pequena má fase de sete anos e meio sem vitória, enquanto a nova promessa Colton Herta, filho de um dos sócios da Andretti Autosport, vai estrear no ano que vem e almeja o máximo possível correr junto com o pai, e o fato de ser demontado de um carro 100% Andretti para um carro em parceria da equipe deve ter influenciado nessa parte. Para não correr esse risco, Marco deixaria de tentar ser o próximo Andretti campeão para tentar ser o próximo Ed Carpenter, permanecendo como um dos sócios de sua própria equipe para garantir uma vaga e correr quando quiser (no caso do Marco, a temporada toda), mesmo sem colaborar muito significativamente com recursos financeiros, técnicos ou de engenharia, emprestando apenas seu nome à equipe.
  3. A família Andretti quer ter mais carros mas sem sobrecarregar a sua atual estrutura de quatro carros. Para tal, já delegou a subida de dois de seus pilotos da Indy Lights para a fórmula Indy principal por meio da Harding Racing. Talvez um movimento mais a médio prazo seria ter duas equipes, uma gerida por Michael e outra geria por Marco, espalhando ainda mais seu império no mundo da Indy.
A coisa toda tem muito cara de especulação imobiliária, mas tudo que foi citado, ao meu ver, é plausível; tanto o medo do Marco de perder a vaga para o novo "filho do dono", Michael estar sobrecarregado e ter muito mais o que fazer do que ficar cuidando 200% do carro do filho e uma possível expansão maior ainda da influência dos Andretti na Indy pode ter motivado isso.

Mas, até agora, as mudanças no #98 condiz com a porcentagem de vitória de Marco Andretti na Indy, quase zero.

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