A montanha russa de ser um Chip Ganassi

Não se sabe se Chip Ganassi dormiu tranquilo neste último domingo.




Isso porque ele tem Scott Dixon. Carregador de piano. Salvador da pátria. Mestre Indyanista. Nem parece que venceu apenas uma vez na temporada. Tem excelentes sete Top 5 em dez corridas. Dixon tem sorte, talento e experiência. Seu jeito de correr é tão cirúrgico que as corridas em que ele vence chegam a ficar monótonas. Nem se cogita mencionar em sua aposentadoria nesse momento, aliás, provável que seja um Gil de Ferran, que vence em sua última prova da carreira.

Mas o problema é que ter e ser um companheiro de equipe desse tipo de piloto tem seus males. Não há como evitar comparações com seus companheiros de equipe. Sua sorte, talento e experiência começa a ser dividida entre seus companheiros. 



Esse fim de semana marcou o impressionante marco de 16 anos seguidos largando em todas as provas da Indy para o bom baiano. Não se vê isso todo dia. Só que é broxante ver o campeão de 2004 e vencedor da Indy 500 de 2013 largando em 15º, tendo uma média de Hildebrand. Apesar de ser o segundo melhor da equipe na temporada, sem falar de toda sua vencedora carreira, 2017 está sendo o pior ano desde que entrou na IRL pela Andretti em 2003. Para um "herdeiro' de um carro campeão como o #10, isso não é bom.

Tony tem talento e experiência, mas não tem a mesma corte de Dixon.


Já Max Chilton, está apenas em sua segunda temporada na categoria. Seu nome aparece mais nas provas, graças às estratégias e a sorte que tem, mas não consegue honrar o bólido que guia. Começou a ganhar boa consistência apenas nas últimas provas, com dois Top 10. Se continuar dessa maneira, pode até mesmo ultrapassar Tony no número de pontos, mas precisa ainda comer muito feijão e arroz pra conseguir tal feito.

Max Chilton vem tendo a sorte de Dixon, mas não o mesmo talento ou experiência.


O problema maior está no californiano de 32 anos que teve seu melhor desempenho na temporada no último fim de semana: um sexto lugar. Essa é a sua pior temporada na Ganassi, sendo que só não ultrapassa seu pior rendimento quando estreou na categoria, em 2011. Depois de dez provas, Road America foi apenas seu terceiro top 10 no ano. Após seis anos na Indy, Kimball vê suas chances de ficar, pelo menos numa equipe de ponta, caírem drasticamente. 

Kimball não tem sorte, nem talento. Talvez um pouco de experiência, mas não se sabe se isso vale a pena.

Dixon quase morreu num acidente, mas é líder da temporada. Tony tem um carro bom, mas não tem sorte de campeão. Chilton consegue emplacar nas estratégias, mas quase nunca chega num bom resultado final. Kimball conseguiu pole, mas bateu na mesma corrida. Você é um chefe de equipe que tem estes quatro perfis de pilotos, totalmente instáveis (tirando Dixon), enquanto vê seu arqui-inimigo-rival com outra esquadra de talentos do lado do pit, com médias consistentes. Você conseguiria dormir?

Ainda não se sabe se Chip Ganassi dormiu tranquilo esta noite.
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2 comentários:

  1. A verdade pra mim está clara. Acredito que Chip Ganassi, apesar de ter uma grande equipe, inclusive na NASCAR e WEC, na indy ele não tem o mesmo aporte financeiro como a Penske, logo, infelizmente dos 4 pilotos da equipe, 2 são pagantes e tecnicamente fracos na minha opinião (Chilton e Kimball) e TK é piloto de oval, nas pistas de rua nunca foi o melhor. Então a Ganassi será sempre isso aí, com a saída da TARGET ele perdeu a condição de escolher um ótimo piloto que seria bancado por este patrocinador e agora qualquer um que entrar lá, pelo menos por hora, terá que levar patrocínio. Basta olhar o Newgardem, entrou na Penske sem precisar levar nada, assim é fácil ser a melhor equipe.

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  2. Confirmando o rumor que a Andretti voltará a usar Chevy em 2018, não pensaria duas vezes em colocar o Sato no #83, ainda mais que o japa tá com crédito pela vitória na Indy500 e leva grana da Panasonic, sem contar que só pilota onde tem Honda.

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