Piloto do dia: Alexander Rossi

Uma série nova para entreter vocês na silly season gigante da Indy. Juntamos quatro dos escritores do site (Filipe Dutra, Marcelo Augusto, Matheus Antônio da Silva e Rômulo Silva) para comentar sobre a temporada de 2016 de todos os pilotos.
Bitch, I'm Rossi.
O piloto que mais suscitou comentários esse ano foi Rossi. O americano estreou numa das três grandes da Indy, conseguiu vencer a Indy 500 enquanto ainda era piloto reserva de uma equipe pequena da Fórmula um. Isso foi o que achamos de sua temporada:


- Como vocês avaliam a temporada de 2016 de Alexander?

Matheus: O personagem do ano. Nunca vi ninguém com cara de nada atrair tanta atenção. Não conseguiu nada na sua categoria amada, que o tratou que nem a Britney Spears trata seus namorados, veio pra Indy sem saber direito o que fazer e fez, basicamente, não muita coisa. Excetuando os ótimos resultados nas corridas de pontuação dobrada (como a vitória na Indy 500) e o voo sobre Hélio Castroneves, fez uma temporada igual a do Chilton.

Rômulo: Entrar na categoria pouco antes da temporada começar numa equipe meio que "improvisada", ganhar em Indianápolis no sopro do combustível, conquistar o título de novato do ano e ainda terminar 2016 na frente de dois companheiros de equipe, sendo um deles campeão da Indy e das 500 Milhas e o outro o filho do chefe? Isso daria roteiro para um filme! Gostei bastante da temporada do rapaz.

Filipe: Eu ainda estou com a vitória da Indy 500 entalada na garganta. Ele não merecia, e não tem quem me convença do contrário.

Marcelo: Pra um calouro, boa. Tirando o feito histórico dele que foi vencer a corrida mais aguardada dos últimos 5 anos na Indy, a centésima Indy 500, a temporada do Rossi foi regular e promissora. Que é o que todo calouro deveria apresentar.


- O americano tem muito mais a prometer para sua segunda temporada?

Matheus: Eu não faço ideia. Ele é bom piloto, mas não consigo identificar se ele consegue adaptar seu estilo de pilotar à Indy, se ele quer fazer isso, não consigo entender nada do que se passa com aquela pessoa de cara de esfinge e respostas programadas nas entrevistas.

Rômulo: Sim. O que mais me surpreendeu foi a habilidade dele nos ovais. Para um piloto com carreira focada na Europa, acho que sua direção nesse tipo de circuito foi bastante surpreendente. Com a experiência adquirida nas 16 provas do ano, 2017 tem tudo para ser promissor.

Filipe: Tem, né. Vencedores da Indy 500 tem.

Marcelo: Acho que tem sim. Depois que ele ganhou a Indy 500 ele ainda tinha aquela esperança de voltar pra F1, mas acho que isso hoje, pra ele, esteja mais ou menos superado. É hora de traçar uma carreira sólida na Indy, Rossi. E potencial pra isso, você tem.




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