Top X - em busca da batida perfeita: as 16 batidas mais icônicas de 2015

Não somos muito fãs de fazer essas listas de "Os melhores alguma coisa de dois mil e quinze: o décimo vai te supreendzzZZZzzzZZzzzz" mas, por sermos um veículo especializado em Indy, temos a missão intrínseca de falar em batidas (creio que os veículos de NASCAR sofrem do mesmo mal).
O mais icônico de 2014 foi a roleta russa de Mikhail Aleshin.
Então, para cumprir com nosso dever cívico, temos aqui as batidas mais icônicas de 2015. Relaxe e passe um tempo relembrando as coisas por aqui, afinal, são 20 vídeos em cinco línguas diferentes.

Obs: as batidas listadas aqui são as mais icônicas, ou seja: as batidas mais plasticamente feias, com maior relevância ou, simplesmente, as batidas mais curiosas.

Obs2: a lista leva em consideração apenas o MEU critério, e não de outros autores do ICBR ou de quaisquer outras pessoas da INDYCAR.

16º: Pagenaud, Kimball e Rahal mostrando como pilotos da Indy agem, em St. Pete. Adiante para 4:49.




A pilotagem dos monopostos na Europa e na Indy são anos-luz diferente e esse incidente é um exemplo perfeito disso, e é tão comum que ninguém se dignou a fazer o upload de um vídeo apenas do lance, então, adiante o vídeo acima para 4:49.  

Nele vemos um toque entre Simon Pagenaud e Charlie Kimball, onde Pagenaud perde a antena de wi-fi de sua asa dianteira (RIP downloads) e Kimball tem uma das partes da carenagem de seu carro batendo no pneu traseiro. 

Um piloto, nessa situação, pensaria: Vou andar mais devagar, para que meu pneu não dechape ou para que não haver avarias na suspensão e/ou outras partes do carro.

Charlie Kimball pensou: Foda-se.

O Insulina Boy continuou a toda velocidade e bloqueando a todos que estavam atrás de si. O mais próximo dele era Graham Rahal.

Um piloto normal, nessa situação, pensaria: Vou esperar o Kimball ir para os boxes, afinal são apenas um quilômetro e meio, a posição já está garantida.

Graham Rahal: YOLO!

E assim, Rahal deu um toque no lado traseiro avariado do carro de Kimball, que rodou e ficou lá por quase uma volta. No fim, a ordem foi Rahal, Pagenaud (que parou para trocar o bico) e Kimbal.

Parece que tudo isso não fez sentido algum mas, no frigir dos ovos, pense comigo. Se ocorresse da forma não-louca da Indy, a ordem ainda seria Rahal, Pagenaud e Kimball, e a forma Indy foi, com certeza, muito mais interressante que a forma normal.

15ª, Stefano Coletti.



Esse é um cartão de boas vindas do monegasco para esse Top X, pois ele aparecerá várias e várias vezes por aqui.

Apesar dele não ter completado apenas cinco provas, mas conte comigo:
- uma batida com Kimball em st. Pete.
- rodou sozinho e bateu forte em NOLA, sem contar a bandeira vemelha no treino livre.
- Rodou e bateu duas vezes no treino classificatório de Long Beach.
- Acerta James Jakes em Barber.
- Tocou com Montoya nos treinos livres do GP de Indy.
- Bateu com Saavedra na Indy 500.
- Em Detroit bateu com Jakes e Kanaan; bateu sozinho na saída da curva 3; com Karam e Hawksworth na mesma curva; com Karam, de novo, na mesma curva, novamente.
- Tocou o muro no Texas.
- Bateu com Gonzales na primeira volta; tocou com Kimball, perdeu uma asa e bateu no muro poucas curvas depois.
- Tocou com Kimball em Iowa, depois rodou sozinho e bateu no muro.
- Tocou com Sato em Mid-Ohio e foi pra grama, saiu pra grama de novo a dez voltas pro fim. Sem contar a rodada no treino livre.

Isso sem contar Milwaukee e Pocono, que abandonou por problemas mecânicos.

14º, O Big One meia-boca de 2015: Rahal, Kanaan, Coletti e Jakes em Detroit 1.


E por falar em Coletti, temos aqui uma das suas 666 batidas na Indycar esse ano. Em uma das várias relargadas na corrida encharcada de Detroit 1, Jakes vinha na sua linha do meio, mais seca, enquanto um Tony Kanaan com a melhor pintura de todas, inspirada em Taylor Swift, tentava uma manobra mais ousada por dentro e mergulhar na frente do inglês. Todos com muito cuidado no piso de concreto molhado.

Todos menos Coletti, que fez uma manobra ousada por dentro para levar as duas posições, mas deve ter esquecido da chuva e, no fim, ele não tinha como frear o suficiente para fazer o contorno, espalhou e acertou Jakes, que acerto TK. Rahal tava vendo nada e, como estava com sua pintura laranja do azar, acabou acertando Tony. 

As corridas de Coletti e Jakes eram mais ou menos nesse estilo: o monegasco da KV mostrava ser rápido, mas sempre batia; enquanto o inglês vivia discreto nas provas, e sempre batiam nele, isso quando o carro de ambos não quebrava.

13º, T: Kimball e Hawksworth em Pocono


Lembram daquelas batidas em 'T' perigosíssimas da Indy, então...

Esse tipo de batida chamou muito a atenção nos anos anteriores, quando o chassi apresentou falhas nesse tipo de acidente, mesmo nos fracos. Dois anos e várias camadas de kevlar depois, o bólido parece realmente mais seguro .

Nesse acidente vemos Hawksworth fazendo o mesmo movimento que fez seu companheiro de equipe, Takuma Sato, bater nas últimas voltas das 500 milhas de 2012, onde aparecia do nada por dentro, não se manteve totalmente na linha de dentro e perdeu o controle, dessa vez acertando Kimball.

A batida foi razoavelmente leve e o carro está tão protegido que Hawksworth reclama com Kimball poucos segundos depois do toque, com o carro ainda desacelerando.

12º: Sage Karam e Justin Wilson em Pocono.


Aposto que você ainda não viu a versão japonesa do acidente.

Brincadeiras a parte, mesmo este sendo o acidente mais relevante, de maior repercussão e com maiores consequências para a categoria como um todo, ele está nessa posição para eu poder mostrar o quão banal ele foi.

Um piloto novato perdendo o controle, batendo no muro e jogando peças na pista. Uma delas, com certeza uma das mais pesadas, quica duas vezes no asfalto e acerta fatalmente a cabeça de Wilson. Com exceção da última parte da frase, tudo se vê uma dúzia de vezes todo o ano mas, dessa vez, o fim foi muito trágico.

Infelizmente, automobilismo tem dessas coisas.

11ª, Mangueira possuída: Graham Rahal em Fontana




Já estou tendo que apelar para vídeos de TV.

Voltando ao cronograma zoeiro dessa postagem, temos a mangueira possuída de Graham Rahal (HMMMM). Nas 500 Milhas de Fontana, Graham Rahal se tornou um mito.

Durante o seu pit stop na volta 190, todos fazem seu trabalho corretamente com exceção do mecânico que comanda a mangueira de combustível, que realiza o pior ato que sua profissão de operador de mangueira de combustível pode realizar: tirar e colocar a magnueira novamente (HMMMMMMMMM)­­². Rahal obedeceu a ordem de deixar os pits e saiu com mangueira e tudo. 

porque ele se tornou mito? Porque voltou no fim do grid e venceu a prova.

10ª, Três lado a lado não dá certo 2015: Karam e Sato na Indy 500


Mais de cem anos, quase cem edições de 500 milhas e o povo ainda não sabe: não se completa a curva um e 3-wide na Indy 500.

Essa verdade universal foi colocada mais uma vez a prova por Ryan Hunter-Reay, Takuma Sato e Sage Karam na primeira volta das 500 milhas desse ano. Ryan e Sage entraram lado a lado na curva um e, no comecinho da curva, Takuma pensou que seu carro caberia no lado mais sujo da pista. Bem, coube, e os três carros ficaram lado a lado, mas na saída Sage assumiu sua linha como se Takuma não estivesse ali, e ambos foram os primeiros a abandonar a Indy 500 desse ano.

9ª, Raio caindo duas vezes no mesmo lugar: Hawksworth, Karam e Coletti em Detroit 2



Mais vídeos de TV.


Esses três se encontraram muito durante o ano e, se incluíssem James Jakes e Charlie Kimball nas batidas, teríamos os causadores de 90% dos acidentes na Indy esse ano.

Mas essas duas batidas tem a mesma causa, intitulada de Movimento Karam®. O Jovem de vinte anos, principalmente quando está muito atrás no grid ou em relargadas, tenta colocar na linha mais externa do traçado na reta e frear um bocado depois do ponto de frenagem normal, na esperança de passar dois ou três competidores de uma vez só. Das oito vezes que o vi executar esse movimento, vi sucesso em apenas duas, uma em Baltimore-2013 pela Lights e outra nessa corrida mesmo de Detroit-2. Em todas as outras seis vezes, o resultado ou foi rodada de Karam ou Karam acertando a traseira/lado de alguém.


Nos vídeos acima temos as duas vezes que o Movimento Karam® resultou em fracasso nessa corrida. A Primeira vítima foi Coletti, que acabou acertando Hawksworth também. Já no segundo desastre, ele acertou a traseira de Hawksworth.

8ª, Kimball e o muro: uma história de amor. Kimball em Pocono



O primeiro voo dos carros da Indy nesse Top X. Kimball, na qualificação das 500 milhas de Pocono, subitamente perde a traseira na curva três e ruma ao muro. Batida forte, ma non troppo.

7ª, T²: Coletti Hawksworth e Saavedra na Indy 500





Saavedra + Coletti + Hawksworth = destruição. Faltando 25 voltas pro fim da Indy 500, todos vinham muito próximos (a tônica das últimas 500 milhas da atualidade: todos muito próximos no fim dela), Saavedra e Hawksworth, que vinham lado a lado toda a volta, colidem.


Na verdade, o carro de Hawoksworth perde o controle quando o ar sujo do carro de Saavedra vem em sua direção e, juntando isso ao fato de ele estar quase na linha de fora, sua traseira perde o controle e seu bico na parte traseira do carro de Saavedra, que também perde o controle e vai par ao muro.

Com ambos na linha de fora, todos reagiram e se desviaram para a linha de dentro, menos Coletti, que fez uma 'maravilhosa' batida em T em Saavedra.

Pra voc~e que ainda está em dúvida de ver o vídeo da batida acima, uso o argumento da transmissão estar em alemão holandês, com o Mister WOW narrando.

6ª, Não era um bom dia para ter companheiros de equipe: Power e Hélio e Kimball e Dixon em Detroit 2.



Pois é, mais Detroit to top 15. O ano de 2015 não foi um bom ano para se ter companheiros de equipe no geral: Newgarden foi acertado tanto por Fillipi quanto por Carpenter, na corrida final Montoya foi acertado por um Power descontrolado (o carro, não o piloto) e, entre as milhares de batidas nesse fim de semana, estava intrínseco o fato de esse não ser o fim de semana bom para se ter um companheiro de equipe.

Primeiro Power, descontrolado (o carro, novamente), acerta Hélio Castroneves. Depois Kimball, descontrolado (o piloto mesmo) tenta fazer voltar na linha seca para fazer a curva, mas lá estava Dixon.

Vai ver por isso Rahal conseguiu brigar pelo título, ele quase não teve companheiro de equipe.

5ª, Refilmagem dos trapalhões: Pit Stops da Dale Coyne.





A Dale Coyne esse ano voltou a ser a Dale Coyne de sempre. Com os custos dos carros na Indy beirando a Ionosfera esse ano, a equipe não conseguiu manter Justin Wilson em seu plantel e teve que vender AS DUAS VAGAS da equipen o início do ano.

Como resultado da derrocada da equipe, vimos a Ressurreição de pilotos como Francesco Dracone e Rocky Moran Jr, a equipe sempre no fim do grid e trapalhadas dos mais diversos tipos, incluindo aí as trapalhadas nos boxes de Dracone em NOLA, de Vautier em Fontana e DOS TRÊS PILOTOS na Indy 500.

4ª, Briga, briga, briga²! Wilson, Rahal e Vautier em Pocono




Mais um 3-wide que não deu certo. Wilson e Rahal vinham disputando posições mais intermediárias em Pocono, quando Rahal dá um chega-pra-lá na entrada da curva três, dando espaço e esperanças o suficiente para Tristan Vautier, que vinha mais atrás, sonhar com as duas posições ao mesmo tempo. Não deu certo.


Rahal foi tirar satisafação com Vautier, pois há um consenso de quem emparelha por último num 3-wide que dá errado está sempre errado, tipo quem bate por trás no trânsito. Essa batida também reduzir as chances de Rahal ser campeão a quase nada e fez Dixon voltar a sonhar com o campeonato de 2015.

3ª, Carro possuído: Hunter-Reay, Pagenaud e Bourdais em NOLA




Essa batida foi a mais tensa em mistos que vi desde, sei lá, o Franchitti. Hunter-Reay e Pagenaud vinham lado a lado, o americano vai apertando o francês até não dar mais e sair fora da pista. Quando Pagenaud está fora da pista, seu carro incorpora o Espírito da Grama Alta Molhada, quebra duas placas de isopor e dá uma guinada rumo a Hunter-Reay e a Bourdais, que tentava passar os dois mas foi atingido bem próximo de sua cabeça. Muito tenso.

Para tirar um pouco a tensão da batida, coloco a explicação de Ryan Hunter-Reay ao vivo para a TV americana. Sério ,assistam esse vídeo e vejam a derrocada de Hunter-Reay na entrevista, MUITO bom!

Primeiro vemos ele muito convicto em jogar a culpa em Bourdais, falando que Bourdais não deixou espaço para ele e não teve outra alternativa, ele era um inocente no meio da máfia francesa de Pagenaud e Bourdais. Na segunda repetição ele já titubeia e não está tão convicto, falando que não tinha como ele voltar pra linha normal e a sua única alternativa era jogar Pagenaud na arquibancada. Na terceira repetição já tá gaguejando e, automaticamente, perdeu toda a discussão.

2ª, Duplo twist carpado: Briscoe e Hunter-Reay em Fontana


Fontana e seu pack racing com esteróides. Na penúltima volta da corrida, oito carros brigavam ativamente pela vitória quando Sage Karam desce um pouco de sua linha, Hunter-Reay balança e guina para o lado de Ryan Briscoe, que encarna a Daiane dos Santos.

Pouco depois do acidente ele já estava vivo, bem e gravando esse vídeo que merece aplausos.

E, falanod em dupla Twist Carpado, falamos em:

1ª, Etapa de caos: Treinos da Indy 500



Batidas em 'T', fogo, voos, suspensão entrando em perna de piloto. Teve de tudo nesses treinos da Indy 500. 

Pippa Mann batendo naquela quina que separa a pista dos pits, os voos de Newgarden, Carpenter e Hélio Castroneves nas curvas 1 e 2, saíram completamente ilesos de seus acidentes. Com Hinchcliffe foi diferente.

O canadense teve sua suspensão quebrada ainda na entrada da curva 1, ponto de maior aceleração da pista, e nada pode fazer para evitar a batida a quase 360 km/h. A suspensão dianteira direita entrou na coxa do piloto. Mesmo com toda a eficiência da equipe de salvamento da Indy, o piloto perdeu quase dois litros de sangue no incidente, e o piloto ficou de recuperação por mais de seis meses. Seu retorno as pistas se deu nos testes coletivos da Indycar em Road America.
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