Indycenter Responde: Se a Indy usasse a pontuação da F1 e o chase da NASCAR 2015 version

O título é meio auto explicativo: se aplicássemos os pontos da F1 nos resultados da Indy nesse ano ou o chase da NASCAR no calendário, quem seria campeão??
Quem levaria em outras pontuações?
As pontuações da Indycar sempre geraram discussões de pessoas mais alheias a categoria. Essas discussões costumam girar em três pontos: ou ela é muito grande (onde já se viu dar até 53 pontos pro líder), as pontuações dobradas sem necessidade (bem, esse ponto gera discussão até mesmo entre os amantes da Indycar) e muitas pessoas acham que ela, por algum motivo estranho, não é atrativa o suficiente, porque não tem um play-off embutido.

Para abordar melhor esses pontos, façamos uma postagem onde aplicamos a pontuação de outra categoria nos resultados da Indycar, para ver se muda muita coisa. 


Fórmula 1ndycar Series: JP Montoya.

Creio que a maioria saiba as regras de pontuação da F1, mas vamos revisá-las. A pontuação segue o padrão (25-18-15-12-10-8-6-4-2-1), sem pontuações dobradas ou extras por qualquer motivo e aquele que pontuar mais é campeão. Jogando essa pontuação nos resultados da Indy temos:
Desculpa a combinação horrorosa de tons pastéis e cinza, estava com pressa.
Pois é, JP Montoya seria campeão e com uma etapa de antecedência. Com o abandono de Graham Rahal e o resultado ruim de Scott Dixon em Pocono, o gordito sairia da Pennsylvania com a Astor Cup na mão.
Montoya campeão
Nessa pontuação também podemos ver a maior consistência de Dixon e Montoya, pois eles foram os que pontuaram mais provas (só não pontuariam em três ocasiões cada). Isso lhes daria uma vantagem bem grande, pois nem o maior número de pódios de Graham Rahal o faria chegar na frente dos dois. A parte do meio da tabela fica bem parecida, ficando mais destacado apenas as boas temporadas de Tony Kanaan e Sebastien Bourdais. O fim da tabel aé que muda completamente.

James Hinchcliffe, mesmo disputando uma dúzia de provas a menos, seria o melhor carro da SPM. Ele, Ryan Briscoe e Luca Fillipi ainda ficam a frente de pilotos que disputaram a temporada toda, como Hawksworth, Coletti e Chaves. Este, inclusive, perdeira o novato do ano graças a sorte que Sage Karam teve em Fontana, mas chaves permaneceria o único novato a fazer pontos em mais de uma ocasião.

Indycar Sprint Cup Series: Scott Dixon mesmo.

Sim, sem muitas mudanças. Mesmo com a matemática louca, mata-mata e eliminações, Scott Dixon permaneceria campeão, e sobre Montoya e Rahal ainda por cima. Primeiro, as regras:

São duas fases, uma do campeonato regular e outra com play-offs. Aquele que vencer e tentar largar em todas as provas (ou só não correr por veto de junta médica) e terminar a fase entre os 30 primeiros passa para a próxima fase. Para preencher as vagas que restaram, segue-se aqueles que fizeram mais pontos na fase anterior.

Nos play-offs são três fases com três corridas, onde cada um dos competidores classificados que vencer uma prova passa automaticamente pra outra fase, completando as outras vagas pelos pontos conseguidos na referida fase. Na fase final, teremos apenas quatro competidores e uma prova. Aquele que chegar na frente ganha o campeonato.

Como o campeonato da Indy não tem 300 etapas que nem o da NASCAR, a primeira fase para decidir os 16 classificados duraria até as 500 milhas de Indianápolis. Com as fases do play-offs indo de Detroit ao Texas, de Toronto a Milwaukee, de Iowa a Pocono e a etapa final em Sonoma pra decidir o campeão.
Caso esteja pequeno, clique pra ampliar. Imagem de Rômulo Silva, contato: romulano@gmail.com
Na fase preliminar até a Indy 500, Montoya, Dixon, Power, Newgarden e Hinchcliffe venceram, tentaram largar em todas as provas ou foram impedidos de largar por junta médica e ficaram entre os 30 primeiros, e se classificaram. Para as outras onze vagas, apenas três pilotos que fizeram todas as seis provas foram desclassificados: Jack Hawksworth, Stefano Coletti e Gabby Chaves. O resto passou pro play-off.

Dos 16 classificados, Carlos Muñoz e Sebastien Bourdais vencem em Detroit e Scott Dixon vence no Texas, passando pra próxima fase, enquanto James Hinchcliffe está fora por não correr nenhuma prova dessa fase. Rahal, Helinho, TK, Andretti, Pagenaud e Sato (!!!) conseguem pódios e pontos suficientes pra seguir em frente, enquanto Newgarden (bateu duas vezes seguidas), Charlie Kimball e Ryan Hunter-Reay (que não conseguiram nem um top 5). Sim, Sato, Muñoz e James Jakes passam, enquanto Hunter-Reay e Newgarden não.

Na fase seguinte, Rahal vence em Toronto e Bourdais vence (de novo) em Milwaukee, passando direto. E é nessa etapa que os milagres acabam e os azarões Sato, Muñoz e Jakes saem sem chegar perto do top 5, e levam junto um dos favorits: Will Power abandona nos dois ovais da fase.

Última fase antes da corrida final, e Graham Rahal vence em Mid-Ohio, se classificando pra brigar pelo título, o resto dos pilotos vai por pontos. Pagenaud faz mais de 70 pontos com um pódio e um top 10, passando pra final; Dixon faz dois top 10 e também faz quase 70 pontos e passa. Montoya faz apenas três pontos a mais que o constante Marco Andretti e sete pontos mais que Tony Kanaan e consegue a última vaga na final com o pódio que faz em Pocono.

Na corrida final todos nós sabemos: Dixon ganha ela e se torna campeão.


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E é isso pessoas, caso tenham alguma pergunta para nós sobre a Indy atual ou antigas sãnçoes (IRL, CART, Champ Car, USAC ou AAA) basta mandar pra gente em Indycenterbr@gmail.com ou em nossas redes sociais. Até mais!!
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