USF2000: como o campeonato chega para a decisão

Como a categoria mais básica do Road to Indy chega para sua rodada final em Laguna Seca Mazda Raceway? Quem são os favoritos? Eles mereceram estar nessa briga? Quem mais se destacou mas já não tem chances? Hoje, aqui agora!
Jamin varrendo todo o campeonato, junto com Telitz, os irmãos Cape e o aleatório Neil Alberico.
Antes, desculpas rápidas: sei que estou em débito com vocês, pois os posts sobre o Road to Indy praticamente sumiram daqui do site/blog/portal/acumulador de conteúdo sobre Indy, uma pá de coisas mudaram em minha vida, mas isso não é desculpa e desculpas não mudam muita coisa, então vamos em frente.

Jamin terá que se esforçar muito para perder esse título.

Jamin abrindo sua 666ª champanhe no pódio
Bem,  para completa o ano de vacas magras que a USF2000 vem vivendo, apenas dois postulantes ao título. Dentre todos os pilotos, apenas o francês Nico Jamin e o americano Jake Eidson tem alguma chance de ser campeão da USF2000 em 2015, sendo que Jamin tem muito mais chances que Eidson.
O campeonato está assim: faltando duas provas para se disputar e 66 pontos em jogo, Jamin tem 391 pontos e Eidson tem 341. O terceiro colocado, Aaron Telitz, tem só 304 pontos e já está fora da disputa, bem como todos os outros atrás dele.

O francês já está com uma mão e meia na taça. Se conseguir um sexto lugar em qualquer uma das duas provas ele já se torna campeão, e se Eidson terminar alguma prova fora dos cinco primeiros lugares, Jamin fica com a taça. Deve-se levar em conta também que apenas quinze carros largarão em Laguna seca, fazendo com que o último colocado receba seis pontos em cada prova.  Ou seja, o troféu já foi empacotado com o endereço na França.

Mas como isso foi acontecer?

Bem, por uma combinação de fatores, calhou da Cape Motorsports with Wayne Taylor Racing ter uma superioridade ainda maior do que tinha antes, e praticamente comandou todas as atividades da USF2000 no ano.

Isso porque os custos da categoria subiram um bocado de 2014 pra cá. Com isso, algumas das equipes que competiam mais fortemente com a Cape, como a ArmsUp, a JAY e a Afterburner, reduziram muito seis investimentos na categoria e a Belardi chegou ao ponto de fechar sua equipe na USF2000 para conseguir alinhar um segundo carro na Indy Lights, bem como a Team E não correu, pois seu piloto está na Indy Lights. As novas equipes que entraram esse ano, a John Cummiskey e a Team Pelfrey tinham apenas pilotos novatos consigo, ficando um bocado pra trás no começo do campeonato.

Entretanto, a Cape não reinou sozinha com Nico Jamin e Aaron Telitz. A Pabst progrediu muito com a melhor contratação que a equipe fez em toda sua história: Jake Eidson, que teve um ano muito consistente e com alguns lampejos de grande pilotagem em 2014, foi para uma equipe consideravelmente melhor e conseguiu ainda assim vencer corrida e disputar o título até agora. Outras equipes surgiram no meio do caminho, como a Afterburner no começo (muito devido a Victor Franzoni), com a John Cummiskey e Luke Gabin (Team Pelfrey) incomodando um pouco o trio na segunda metade do campeonato.

OLHA ESSA TABELA DE RESULTADOS.
Mas essas intromissões eram raras. Em todas as provas pelo menos dois dos três estavam em todos os pódios. TODOS. OS PÓDIOS. Sem contar que os três venceram 13 das 14 provas disputadas na temporada regular. A vitória que não foi deles, em NOLA 2, foi de Victor Franzoni, que não completou a temporada porque a grana acabou e sua equipe, foi suspensa por três fins de semana, por desqualificações repetidas. Um rolo só que conto em outro post só sobre a USF2000.

Mas porque Jamin ficou tão a frente de Eidson e Telitz no campeonato? 


Comecemos pelo fim. Quando terminou os anúncios dos pilotos nas principais equipes esse ano logo coloquei ele como piloto a ser batido em 2015, e realmente ele foi batido.  Não, ele não é um piloto ruim nem afobado, mas num campeonato onde você tem apenas mais dois rivais diretos, a regularidade é um ponto chave.

Telitz é um piloto caracteristicamente agressivo. Isso faz com que ele, em alguns casos, se envolva em toques e, principalmente, force um bocado o carro da categoria (que é um pouco frágil nesse ponto) e abandone provas ou perca desempenho em algumas provas. Perder desempenho ou abandonar são desastres num campeonato com outros dois pilotos tão regulares. Telitz pecou pelo excesso, e está fora da disputa esse ano.


Essa enquete mostra se Jake Eidson ganha o campeonato da USF2000.
Jamin teve um ano surpreendentemente incrível. O piloto se mostrou bom e regular em 2014, mas sempre faltou aquele algo mais que o faz ser ótimo esse ano. Eu, sinceramente, não sei o que é esse ótimo. Talvez seja a competiçaõ ser bem menor esse ano, talvez seja os ajustes que a Cape é mestre em fazer, ou o casamento perfeito do piloto, carro e equipe. Mas o fato é que Jamin sambou de salto 15 na cara dos concorrentes.

Oito vitórias, treze pódios, nove poles. Isso num campeonato com apenas 14 etapas. Isso descreve muito do que vemos em Mid-Ohio, onde em qualquer tabela de tempos só olhávamos Jamin na primeira posição, seja em treinos, classificação ou corrida. Nem o super constantemente rápido Jake Eidson pôde com todos esses resultados.

Eidso, aliás, que se mostrou ser um piloto foda. Com uma equipe de média pra ruim que só vencia quando o dilúvio caía na pista e a colocou pra birgar junto com a toda-poderosa Cape, tetracampeã da categoria. Infelizmente, tudo tem um limite e talvez esse limite seja o vice-campeonato. Novamente.

Mas tudo pode acontecer. Jamin pode pegar uma virose e não correr ou luo Yufeng, o companheiro chinês de Jake Eidson, decida bater em Jamin nas duas provas e Eidson se sagrar campeão. Teremos de aguardar até dia 12 pra saber!
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