Dixon não deu brecha para as Penskes

(Crédito IndyCar Series)
E venceu pela primeira vez em Long Beach!

Trinta e seis vitórias. Quinto maior vencedor da história da categoria. Vamos combinar, a corrida de Dixon foi tão perfeita que ele superou o esquadrão favorito das Penskes e inclusive seu histórico ruim na pista, para entrar de forma digna no hall dos vitoriosos de praia grande, e também no top 5 dos que mais venceram na história da categoria.

Não que os pilotos da Penske foram ruins, eles apenas não tiveram tanta sorte. Tudo começou na classificação com Power perdendo a chance de fazer a volta e largando lá pra depois da oitava fila. Na largada, Montoya foi surpreendido pelo próprio Dixon, que conseguiu a segunda posição antes mesmo da primeira curva. Para poucos.
Dixon ultrapassou Montoya por fora :O (Créditos: Racer)
Na corrida, após Helio dominar com uma certa vantagem de alguns segundos no começo, o brasileiro perdeu a liderança para o neozelandês após ser travado na saída dos pits pelo companheiro do vencedor da prova, o compatriota Tony Kanaan. Não vamos jogar pedras antes de entender que Tony tinha que favorecer o companheiro. Coisas de corrida. Mas foi com essa manobra que Dixon pegou a primeira posição e não largou mais.

E nem teve muita dificuldade, pois a prova inteira teve apenas uma bandeira amarela, provocada pelos detritos após o choque entre o piloto da Bryan Herta, Gabby Chaves e seu ex-piloto, Jack Hawksworth. Sem as trocentas relargadas comuns da Indy, Dixon só precisava administrar a liderança.

A bandeira verde na maior parte da prova provocou também aquilo que estamos acostumados a ver nas corridas norte-americanas: as estratégias diferentes de cada equipe. Na primeira bandeira amarela, os líderes decidiram não entrar nos boxes, até porque só haviam sido completadas cinco voltas. Foi nessa hora que todos os pilotos que estavam lá no fundo do grid, percebendo a oportunidade de ouro, resolveram parar para diferenciar as estratégias e aumentar, talvez, as chances de alguma coisa melhor do que uma 18° posição. 

Porém, não houve mais amarela, e tudo ficou na mesma. Menos para Takuma Sato, que quase parou na linha de chegada graças a uma pane seca, Luca Fillippi, que não sei porque motivos deixou seu carro morrer na entrada dos pits, e Will Power, que também deixou seu carro morrer na fila do engarrafamento dos pits. O azarado do fim de semana.
Não foi o dia dele (Créditos: IndyCar Series)
Voltemos a falar dele. Ao todo foram cinco paradas e 79 voltas completadas, quase o mesmo número de voltas de um tal de Francesco Dracone. O cara tava mal mesmo. Falando em cone, Francesco não se meteu em confusões, nem provocou acidentes. Estamos até pensando em não falar tão mal, mas daí relembramos o que aconteceu em Nola. Falando em Jakes (ninguém falou em Jakes, é provocação do autor do post mesmo), ele foi ultrapassado pelos dois carros da Dale Coyne. Na verdade, ele só deu uma chance pra equipe sentir o gosto de ultrapassar alguém.

Mas a corrida sem amarelas não foi sinônimo de chatice. Muitas brigas aconteciam no pelotão intermediário. A mais disputada foi a briga pelo pódio, entre Montoya e Pagenaud, em que Tony Kanaan, algumas voltas depois, quis chegar pra festa, e Bourdais que chegou na hora do bolo. Pena que nem os restos sobraram. O colombiano ficou com o pódio.

Antes da classificação geral, alguns outros detalhes: Saavedra passou despercebido pela Ganassi (como haveria de ser), Stefano Coletti acabou marcando a melhor volta da prova e Helio Castroneves chegou 2,222 segundos atrás de Dixon, conseguindo o segundo lugar dos que mais chegaram em segundo na categoria. Sabem o que isso significa?

Agora sim, a classificação de Long Beach:

A próxima etapa acontece no próximo fim de semana, em Barber, e você acompanha tudo o que rola na Indy e seus bastidores por aqui, no Indy Center Brasil. Fique ligado!
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