Brasília Indy 300: resumo do Indy Center Brasil


Olá pessoas. Sabem que dia é hoje? Se não fosse a desastrosa gestão de Agnelo Queiroz e toda essa confusão entre o governo do Distrito Federal e a Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão, hoje seria o dia da etapa de abertura do campeonato 2015 da Fórmula Indy. Capítulos dessa novela foram, outros episódios ainda chegam e no fim, quem saiu prejudicado de tudo isso foi o fã de corridas. 

Nós, do Indy Center Brasil, resolvemos mostrar o quanto perdemos com essa corrida deixando um highlights do que supostamente poderia ter acontecido...

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Quinta, dia 05 de março

Três dias antes da corrida, a parte da área de escape da última curva do circuito estava para ser terminada. Haviam ameaças de boicote à corrida. As arquibancadas estavam terminando de ser soldadas. A Dale Coyne finalmente anunciou seus pilotos. Os toldos dos boxes estavam sendo instalados, mas instalações não eram aquilo tudo. Beleza. Primeiro ano. eles tem até 2019 pra consertar isso, então, de boas. 

Todos os pilotos tiraram pra dar uma volta pela cidade e conhecer a cultura local, guiados por Hélio Castroneves e Tony Kanaan (sem o trocadilho do verbo). Infelizmente, o tour terminou mais cedo graças a uma greve de professores e médicos em frente à sede do governo. Mais à noite, foi feita aquela feijoada típica brasileira num restaurante conhecido da cidade. Todos riram com as piadas de Hinchcliffe. Filippi disse que teria que fazer uma ligação e acabou não voltando para a mesa. Pagenaud e Helio foram comparados a sósias um do outro e, no fim, Power ganhou uma competição de break dance. Todos pra cama, porque o dia começaria cedo.

Sexta, dia 06 de março

Logo no começo da manhã, lá pelas 7h, a CFH recebe a notícia de que seu italiano não poderá correr porque foi vítima de intoxicação alimentar. A feijoada foi demais para Filippi. Eles então resolvem ir atrás de outro piloto com uma certa experiência em substituições e correm atrás do mito Roberto Pupo Moreno, mas avisam que o banco vai estar pronto somente no sábado antes da classificação. O histórico de Super Sub alivia a equipe.

O público que foi no autódromo reclamou do preço das comidas do local, em que a garrafa de água era vendida a 10 reais pela manhã e 15 à tarde. O circuito foi bastante elogiado pelos pilotos, menos por Will Power, porque quase não tinha bumps. Helio faz o melhor tempo do dia e anima os muitos torcedores da sexta, indo para a grade no final do treino e conquistando filas quilométricas para pegar autógrafos dos fãs. Dixon fechou em segundo e Montoya foi o terceiro. 

Sábado, dia 07 de março.

No treino da manhã, o banco de Moreno ainda não estava pronto. Ryan Phinny, o novo contratado da KVSH Racing, consegue um belo tempo e fica entre os cinco primeiros. Os fãs ainda não sabem quem é esse cara. Helio quase conseguiu o melhor tempo de novo, mas seu companheiro Pagenaud roubou o primeiro lugar, liberando aquela marota vaia da torcida. A Penske faz 1-2-3 com Power em terceiro e é favorita a se dar bem no Brasil.

À tarde, aconteceu o treino classificatório. No primeiro grupo estavam Kanaan e Helio, os queridinhos da torcida, porém, Helio esperou tempo demais nos boxes esperando pelo melhor grip enquanto James Jakes, que voltou pra Indy no lugar de Aleshin, causou bandeira vermelha após rodar na saída dos pits. Sem chance de Helio passar de grupo, a torcida vaia Jakes, mas ainda tinham Tony, que passou com Hunter-Reay, Newgarden, Wilson, Pagenaud e Montoya em primeiro.

No segundo grupo, a briga pelas primeiras posições estava acirrada entre Dixon e Power, mas quem brilhou mesmo foi o Super Sub, que conseguiu o primeiro tempo logo na primeira volta com o carro, para delírio da torcida e das viúvas da CART. Seu tempo logo foi batido por Power. Pouco depois, um tal de Graham Rahal passou reto numa curva e bateu na barreira de pneus, ficando por ali mesmo. Bandeira vermelha. Os que conseguiram passar foram Bourdais, Kimball, Karam, Dixon, Moreno e Power.

Na segunda parte, Karam errou na saída do curvão e comeu terra. Seu batizado estava feito na Indy. Novamente muita briga entre Ganassis e Penskes. Pagenaud, por forças do além, mais conhecidas como torcida brasileira, não consegue melhorar seu tempo no final e fica de fora do Fast Six. Estratégias da equipe fazem com que Moreno também fique de fora e Newgarden entre. Power, Bourdais, Hunter-Reay, Tony e Dixon se juntam na última parte, com o australiano na frente.

Na parte final, a torcida clama pelo nome de Tony para ficar com a pole. A briga é acirrada. Power, facilmente tomado pela pressão, fica impressionado com uma certa imagem da torcida e erra em uma curva, largando em sexto. Com isso, as duas Ganassis não tem concorrentes e Tony finalmente consegue a pole em casa. Ele dedica esse feito à torcida brasileira, conquistando filas quilométricas para pegar autógrafos dos fãs. Matemáticos são chamados às pressas pelas redes midiáticas para dizer quais chances um brasileiro tem de vencer a prova.

Domingo, dia 08 de março

Muito calor em Brasília. Quarenta graus e umidade de 30%. Mesmo assim, a torcida estava presente, recebendo jatos de água e se perguntando porque raios a Band meteu a largada para as 12h04. A imprensa local fica preocupada com a chance de um número enorme de estouro de pneus para a prova, graças ao calor e o asfalto novo, mas a Indy garante a qualidade dos pneus Firestone e nem dá bola. Algumas mulheres foram homenageadas e andaram no carro de dois lugares, pilotado pela Bia Figueiredo. Depois, elas ganharam a oportunidade de conhecer um dos pilotos da Indy. Estranhamente, elas preferiram James Jakes do que os pilotos brasileiros, mesmo algumas não sabendo falar o inglês.

Tudo pronto para a prova e é dada a largada às 12h05. O atraso de um minuto foi porque ninguém sabia se João Carlos Saad havia dado o comando de ligarem os motores. Tony larga bem e dispara na frente. Um three wide entre colombianos causa um big one na primeira curva. Montoya sai ileso mas o mesmo não acontece com Gabby Chaves e Carlos Muñoz. Sobrou até para Sage Karam, que ficou algumas voltas atrás. Helio que largou lá trás agradece e já aparece em 12°. Bandeira vermelha. 

Repórteres da Band se aproximam para falar com Tony e Hélio. Os pilotos pedem sombra e água fresca. A temperatura da pista é de quase 70°C mas a Firestone está tranquila. O grid é realinhado.

Bandeira verde. Tony sai na frente mas dessa vez Dixon dá um bote e assume a liderança. Montoya e Sato ficam lado a lado se pegando na 11°. Power logo atrás assiste tudo esperando o momento dos dois baterem. Newgarden ultrapassa Hunter-Reay e assume a terceira posição. Moreno ultrapassa dois de uma vez numa só curva. Helio chega em Pagenaud e começa uma luta da 14°, mas os dois se tocam na T9 e mais uma vez sobrou pro Hélio, que ficou atravessado na pista. Bandeira amarela. O carro de Helio fica na garagem.

Todos param. A CFH surpreende a Ganassi e assume a ponta com Newgarden na saída dos pits. Tony fica a frente de Dixon. Hawksworth foi quem mais conseguiu posições e ficou na 8° posição. Power é punido com drive-through por ter passado da velocidade permitida dos pits. Bandeira verde.

Marco Andretti tem problemas de rendimento e perde várias posições. Jack Hawksworth quase manda Hunter-Reay pra fora da pista e fica entre os cinco primeiros. Takuma manda um X em cima de Montoya e a galera delira. Montoya tenta dar o troco, mas é surpreendido por um tal de Ryan Phinny que ultrapassa ele. O colombiano manda um "who the f*ck is that guy" no rádio. Takuma Sato também é vítima de Phinny no mesmo local pouco depois e tenta ultrapassar na curva seguinte, mas acaba parando nos pneus. Bandeira amarela.

Nova parada de pits. Newgarden continua na liderança com Tony e Dixon logo atrás. Rahal surpreende e aparece em sexto. A KVSH dá bobeira e tanto Phinny quanto Bourdais caem para o meio do grid. Helio volta para a corrida com 30 voltas de diferença para o líder. A torcida vibra.

Bandeira verd-amarela. Novamente um big one na curva 1. Marco Andretti, Charlie Kimball e James Hinchcliffe ficam fora da prova. Bandeira vermelha. De novo. A Band fica preocupada com o tempo da corrida, mas a Indy disse que vai até completarem todas as voltas. Cem litros de água são trazidos para que os pilotos continuem hidratados. Os mecânicos pedem para que tirem os macacões. Há mais gente sem camisa na torcida do que com. Até mulheres são vistas sem. O calor insuportável faz com que a bandeira vermelha sirva para tempo técnico, como fazem no futebol. Picolés são servidos no pit lane.

Grid realinhado, bandeira verde. Newgarden perde a ponta para Dixon. Tony trava uma luta contra o novo jardim. Algum tempo de prova depois, justamente na última parada de boxes, surgem as estratégias diferentes. As equipes pequenas tentam parar antes. Na entrada dos boxes, uma confusão entre os novatos Rodolfo Gonsalez, novo contratado da Dale Coyne e Sage Karam, que se envolveu no primeiro big one, causa uma bandeira amarela. Justin Wilson, Simona se Silvestro, nova contratada da Andretti, e Jack Hawksworth se dão bem e ficam nas primeiras posições. Moreno estava prestes a parar, mas não teve sorte. Todos os outros param.

Newgarden e Rahal, que vinham fazendo uma boa corrida, tem problemas na parada graças à equipe e são realocados para o fundo do grid. Moreno reaparece nas dez primeiras posições. Kanaan faz uma boa parada e é o primeiro a sair dos boxes, com Dixon logo atrás. A bandeira verde é dada duas voltas do fim.

Largada! Simona e Justin Wilson travam uma boa briga pela vitória! Kanaan ultrapassa Jack mas o britânico resolve dar o troco algumas curvas depois. Bandeira branca. Simona segura Wilson como pode. Jack segura Tony como pode. A tia da primeira fila segura a tensão como pode. Última curva. Wilson tenta por dentro, mas perde o ponto de freada e espalha, deixando Simona livre para a vitória. Logo atrás, Tony ameaça mas resolve deixar tudo para a reta principal e pegar o vácuo. Simona vem chegando na reta e VENCE! Nada mais justo no dia da mulher. Tony consegue chegar em terceiro com uma diferença de um bico e é zuado por ter passado com um nariz à frente.

No pódio, Simona dedica a vitória a todas as mulheres que batalham todos os dias e especialmente aquelas que ajudam na carreira até chegar este momento. A torcida grita SIMONA! SIMONA! Moreno fica feliz com o nono lugar depois de estar tanto tempo fora de um monoposto. Ryan Phinny consegue um 10° e vira lenda. Power se recupera e termina em 12°. James Jakes é o último dos que passaram na volta do líder. Hélio terminou em 21°, 30 voltas atrás. 

Confira a classificação dessa corrida épica:

1° Simona de Silvestro (Andretti)
2° Justin Wilson (Dale Coyne)
3° Tony Kanaan (Ganassi)
4° Jack Hawksworth (AJ Foyt)
5° Scott Dixon (Ganassi)
6° Simon Pagenaud (Penske)
7° Ryan Hunter-Reay (Andretti)
8° Juan Montoya (Penske)
9° Roberto Pupo Moreno (CFH)
10° Ryan Phinny (KV)
11° Josef Newgarden (CFH)
12° Will Power (Penske)
13° Graham Rahal (Rahal)
14° James Jakes (SPM)
out Sebastien Bourdais (KV)
out Charlie Kimball (Ganassi)
out Marco Andretti (Andretti)
out Takuma Sato (AJ Foyt)
out Rodolfo Gonsalez (Dale Coyne)
out Sage Karam (Ganassi)
21° Helio Castroneves (Penske)
out James Hinchcliffe (SPM)
out Carlos Muñoz (Andretti)
out Gabby Chaves (BHA)

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Pois é, sabemos que essa corrida não aconteceu, mas se tivesse acontecido, seria épica! Enfim... a real etapa de abertura ocorre dia 29 de março em St. Petersburg. Até lá, fique de olho nas novidades da Indy aqui no Indy Center Brasil.

Este resumo é dedicado aos políticos incompetentes do nosso país. Feliz dia internacional das mulheres.


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2 comentários:

  1. E pensar que um ano e nove dias depois eu leio esse texto imaginando como seria a Brasília Indy 300 e que eu estaria vendo essa corrida pois fui um dos que compraram ingresso pra ver a corrida e claro que fiquei frustrado. Indy no Brasil dificilmente vai acontecer.

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  2. E pensar que um ano e nove dias depois eu leio esse texto imaginando como seria a Brasília Indy 300 e que eu estaria vendo essa corrida pois fui um dos que compraram ingresso pra ver a corrida e claro que fiquei frustrado. Indy no Brasil dificilmente vai acontecer.

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