Estamos fazendo um bom trabalho com crianças e jovens?

Escrito Por Daniel Palermo.

Olá! Meu nome é Daniel Palermo, sou estudante de Publicidade e Propaganda, amante da Indy e sempre que precisarem de mim, estarei escrevendo no Indy Center em troca de um prato de comida e um copo de suco!

Auto Club Speedway, a meia hora do início da etapa final desse ano.
Um assunto recorrente nas conversas entre os fãs da Indy e do automobilismo em geral é a queda na audiência tanto televisiva quanto nos autódromos. Nos últimos anos todas as categorias no mundo, inclusive as campeãs em audiência estão perdendo fãs de uma maneira assustadora. Nos Estados Unidos a situação não está muito diferente, alguns autódromos estão retirando partes das arquibancadas por falta de público e quem acompanha a Indy há algum tempo, percebe que o fãs da categoria que assistem as provas é muito menor do que era há alguns anos atrás. A própria direção da Indycar divulgou números que mostram que a média de público nos autódromos diminuiu 19% desde 2011, e até a Nascar que é a categoria mais popular por lá tem visto sua base da fãs diminuir.

Motivos para essa queda de audiência não faltam. Poderia passar horas aqui escrevendo sobre falta de competitividade, crise econômica, conflitos nas logísticas das categorias, carros feios, pilotos sem interação com o público e etc. Esses pontos são muito relevantes, mas gostaria de me ater a um ponto que eu considero o mais importante nessa equação que é a falta de cuidado na promoção do automobilismo para os jovens e para as crianças.

Durante essa semana eu tenho acompanhado pela primeira vez a cobertura que a ESPN Brasil tem feito do Super Bowl 49, que é a final do campeonato de futebol americano e algo que me chamou bastante atenção foi o “NFL Experience”. Esse evento é uma feira que os organizadores do Super Bowl fazem para entretenimento dos fãs que vão acompanhar a partida. Tem atrações para todas as idades como brincadeiras relacionadas ao futebol americano para as crianças, eventos com os jogadores das equipes envolvidas na partida, exposição de peças do esporte além de comidas e lojas. Durante a apresentação dessa feira que o canal fazia em seu site, uma frase do grande narrador Everaldo Marques me fez refletir sobre como é importante você promover o esporte para crianças e jovens. Ele disse: “Uma criança que vem aqui e brinca nas atrações, certamente será um fã do futebol americano.”

Essa frase me fez refletir um pouco. Comecei a pensar nos esportes que sempre tem casas cheias e que tem uma boa base da fãs e rapidamente cheguei à conclusão de que todos eles fazem um excelente trabalho relacionados a esse público. Por exemplo o nosso futebol, da bola redonda, que fideliza desde pequena a criança. Os clubes grandes tem linhas de produtos infantis, alguns fazem eventos voltados para eles, outros possuem uma grande rede de escolinhas de futebol que levam sua marca mundo afora e vão formando novos fãs para o clube e para o esporte.

Tanto o “NFL Experience” quanto o trabalho feitos pelos clubes de futebol por aí mostram que o caminho pra sempre ter fãs é dar atenção a eles desde cedo, na infância. Infelizmente não é bem assim que os dirigentes do automobilismo pensam e isso é facilmente percebido pelas palavras de Bernie Ecclestone quando disse que a geração jovem não interessa para a F1 e também pela falta de cuidado com o automobilismo por parte da CBA.

Claro que fazer um evento de porte em todas as etapas das categorias é impossível, coisas assim só é viável em uma Indy 500 ou na corrida final de temporada, mas pequenas coisas podem sim ser feitas em cada corrida. Um bom exemplo é a Fórmula Truck que leva para todas as etapas o “Truck Kids”, projeto social que leva crianças aos autódromos e lá eles tem um dia cheio de atividades relacionadas a cidadania e ao esporte, inclusive podendo dirigir miniaturas de caminhões que correm nas pistas. Uma categoria como a IndyCar certamente é capaz de realizar projetos semelhantes. Levar pequenas brincadeiras como um mini pit-stop, Kart, linhas de produtos voltadas a eles ou por que não, um mini carro de dois lugares? São esses pequenos cuidados que vão formando um novo fã!


Categoria competitiva e carros bonitos certamente fazem parte do show, mas um show sem espectadores e um baita de um desperdício. E vocês? O que fariam para atrair jovens e crianças para o automobilismo?
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