Teste do Chris Griffis Memorial, Indy Lights.

Nos dois dias de testes do Chris Griffis memorial, Spencer Pigot foi o mais rápido entre os quatro carros e liderou todas as sessões disputadas. Entretanto isso não diz tanta coisa assim.

Último treino oficial do IP2 (twitter @stevewitich)
Primeiramente, explico como foram os treinos. Eram duas sessões de uma hora e quinze por dia, uma pela manhã e outra pela tarde,onde os quatro pilotos (Spencer Pigot, Parker Kligerman, Alan Sciuto e Dalton Kellet) andavam com o Dallara IP2. E, antes de todas as sessões, Josef Newgarden pilotava o Dallara IL-15 por vinte minutos, para ter um parâmetro de comparação pela primeira vez.

No primeiro dia, Pigot liderou com um pé nas costas. Logo pela manhã, perante a Alan Sciuto com problemas, a um Parker Kligerman voltando a correr em monopostos depois de oito anos e a Dalton Kellet com uma equipe que competiu uma prova da Indy Lights nos últimos dois anos, Spencer Pigot dominou e abriu mais de um segundo e meio para o segundo colocado no treino.

Com o passar do tempo, essa diferença de Pigot para os outros diminuiu. No treino de sábado a tarde, todos conseguiram  dar mais de 30 voltas com seus carros, e os tempos passaram a ter uma comparação mais real. Pigot conseguiu abaixar o tempo da casa de 1:20s, mas mesmo assim sua diferença para os três carros diminuiu. Parker Kligerman mostrou-se mais habituado ao carro, e fez o segundo melhor tempo da sessão, a frente de Sciuto e Kellet.



No segundo dia as posições pouco mudaram: Pigot continuou na ponta, Sciuto e Kligerman se revezaram no segundo lugar e a lanterna era sustentada por Kellet. A diferença ficava por conta dos tempos e diferenças.

Sciuto e Kligerman conseguiram diminuir suas diferenças, a ponto de Kligerman fazer uma ótima volta no minuto final do treino e ficar a menos de meio segundo de Pigot. A diferença para o IL-15 de Josef Newgarden também aumentou, pois o americano fez tempo quase um segundo melhor do que ontem.


Ao final dos treinamentos, Pigot marcou a volta mais rápida com os IP2 e foi o único a baixar de 1:20s (1:19.804). Kligerman fez sua volta mais rápida a um minuto de terminar o último treino e ficou a sete décimos da melhor volta de Pigot (1:20.509), Sciuto fez seu melhor tempo também no terceiro treino, e foi o único treino que o piloto chegou na casa dos 1:20s (1:20.753) e Dalton Kellet fechou na lanterna (1:21.099).
Newgarden no IL-15, é o sexto piloto a dirigi-lo. (twitter @indycarministry)
A última sessão de treinos livres do IP2 foi atípica. Dentre os pilotos que guiaram os quatro carros (três da Schmidt-Peterson Motorsports e um da Pabst Racing) nas sessões, nenhum deles esteve na temporada passada da Indy Lights, e cada um deles estava em uma condição diferente.

Pigot foi o campeão da Pro Mazda desse ano, depois de muita briga com Scott Hargrove, e todos esperam muito do californiano de 21 anos. Com o apoio da Rising Star Racing ele conseguiu fazer seu primeiro teste oficial na Indy Lights pela SPM, e fez o que se esperava dele, que era ficar a frente dos outros.
E, na comparação com as etapas da Indy Lights no mesmo circuito esse ano, o piloto não fica tão atrás. Os tempos obtidos nos treinos livres giraram em torno de 1:18 alto e 1:19 baixo (entre os pilotos que realmente importavam). Para um piloto que andou pela primeira vez no carro, fazer 1:19.8 não é propriamente um mau tempo.

O outro piloto que mais chamou atenção nos treinos (e até antes deles) foi Parker Kligerman. O piloto de 24 anos já estava sem muita coisa pra fazer desde que a Swan Racing, equipe dele na NASCAR Sprint Cup Series, suspendeu suas operações. 

Desde então o piloto estava apenas trabalhando na NBCSN como consultor, até que surgiu a oportunidade de voltar a dirigir um monotposto, coisa que Kligerman não fazia desde 2006, quando pilotou na TR 1600 Series (uma especia de F-renault 1.6 Americana). 

O propósito, conforme o próprio piloto confirmou era se divertir e voltar a guiar algo rápido para não enferrujar. Entretanto, a pulga atrás da orelha não deixa de aparecer: o piloto não poderia ter feito isso numa das várias categorias da NASCAR /ARCA? Por que fazer isso voltando a dirigir monopostos (coisa que num fazia a eras)? Isso nos faz pensar se o piloto não tem pretensões maiores de dirigir na Indycar Series, como fez Allmendinger e Kurt Busch, ou se apenas deseja dar uma alfinetada na NASCAR, mostrando que existem outros gramados além dela. Vamos ficar de olho nele.

Os outros dois passaram meio batidos no treino. Dalton Kellet saiu do kartismo em 2011 e iria partir para os monopostos. Fez um ano de 2012 razoável pela Pabst Racing na USF2000, ficando em 14º de 23 pilotos, mas em 2013 se perdeu. O canadense de 21 anos pilotou NAS TRÊS CATEGORIAS DO ROAD TO INDY! Correu a temporada toda da USF2000 e fez corridas esporádicas na Pro mazda, além de pilotar em Baltimore na Indy Lights.

Nesse ano, voltou pra Pro Mazda e fez quase o ano todo pela Team Pelfrey, com o melhor resultado sendo um pódio na primeira corrida de Houston. E, agora, faz o último teste na Indy Lights pela Pabst Racing, equipe que o revelou na USF2000.

E também tivemos Alan Sciuto treinando. Os mais velhos que eram fissurados or categorias de base (ou seja, ninguém) irão lembrar desse nome. Ele pilotou na Atlantic em 2006-07, e iria estrear na Champ Car em 2008, até ela falir. 

Sciuto continuou na Atlantic Series (afinal, ela não faliu) até 2009, e depois que essa também faliu ele voltou para o kartismo. O piloto, declaradamente, não gosta de ovais, mas calhou que a Schmidt-Peterson o ressuscitou para o derradeiro teste de seus IP2. O piloto, agora com 26 anos, retirou seu velho macacão da Atlantic (pode reparar que o logo ainda está lá) e pilotou o IP2 que não tinha pilotado enquanto estava nas categorias de base. Será que ele volta?
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