A volta dos que não vieram


A Revista Racer publicou nessa semana que Ricky Moran Jr. vai testar pela Schmidt Peterson no circuito misto de Homestead-Miami nos próximos dias, mas o interessante nesse anúncio, é o fato de que aqueles que acompanharam e viveram os últimos dias da CART antes da IRL tomar a audiência dela conhecem este nome de algum lugar.

Em 2001 e 2002, tivemos uma pá de pilotos americanos que estavam sendo preparados para entrar na CART. Nomes como Ryan Hunter-Reay, Alex Gurney, Jon Fogarty, Joey Hand e, por fim,  Ricky Moran Jr.

O problema é que o dinheiro acabou e a CART entrou em falência justamente nessa época, o que fez com que apenas Ryan Hunter-Reay atingisse o objetivo principal: ser piloto da Indy (e ainda por cima, ser campeão dela), enquanto os outros tiveram que recorrer para outras categorias. Gurney e Fogarty fizeram uma boa carreira na Rolex Grand-Am Series (vencendo os campeonatos de 2007 e 2009) e Hand optou por correr na DTM. Infelizmente, Ricky Moran Jr. ficou sem rumo.

O piloto foi obrigado a voltar para o mundo dos karts. Ele e seu pai, que correu três vezes as 500 milhas de Indianapolis e que treinou Jack Hakwsworth em 2012, construíram uma pista em sua terra natal, na California. Só em 2011 que ele retornou ao mundo dos carros de corrida correndo ao lado de Bruno Junqueira, justamente o campeão da categoria principal, enquanto Ricky estava na Formula Atlantic com duas vitórias.

"Eu encontrei Sam Schmidt no mês passado em Fontana e nós estamos trabalhando num contrato, por isso, estou indo pra Homestead treinar nos próximos dias. Só por testar, sinto que ganhei na loteria, então, mal posso esperar", diz o californiano, que também pegou dicas de Hunter-Reay e de Bruno.

Porém, o piloto, agora casado, com três filhos e com 34 anos de idade, sabe muito bem que a chance é remota, e que ele precisa batalhar e batalhar bastante para conseguir um lugar na Indy.

"Sei que muita gente se esqueceu de mim, mas eu sei que eu posso fazer isso. A parte mais difícil é encontrar financiamento para que eu possa passar muito tempo fazendo isso. De maneira nenhuma acho que isso é um passeio, é só um teste, mas permite que eu meta o pé e entre no carro. Tenho a esperança de fazer algumas corridas no próximo ano. Vamos ver o que acontece."

Vamos ver o que acontece, mas sabemos que a volta dos que não vieram será difícil.

Fonte: Revista Racer | Wikipedia
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