Cinco bons motivos e meio pra acompanhar a Pro Mazda ou a USF2000

A Pro Mazda e a USF2000 são as categorias menos acompanhadas do Road to Indy.  Elas não são transmitidas em televisão (apenas por rádio e live timing), os motores não passam de 300 cavalos e muitas vezes os pilotos ainda estão tentando projeção maior no mundo automobilístico.  Mas vou agora apontar motivos pelo qual não acompanhá-las elas é um erro que deve ser reparado o mais rápido possível:

Quase vinte porcento dos pilotos na Pro Mazda são mulheres.
Fotos de macacão não favorecem as mulheres, então no canto tem uma foto delas photoshopadas e cheias de maquiagem.

Num esporte onde a grande maioria das pessoas que o assistem preferem mulheres pra copular, nada mais normal que chamar atenção para as moças que participam da categoria.

Na Pro Mazda, de quase vinte pilotos, tivemos três mulheres correndo:  a argentina Julia Ballario (ao centro da foto), a filipina Michele Bumgarner (à esquerda na foto) e a Italiana Vicky Piria (a que não está nem no centro nem na esquerda na foto).

Todas as três fizeram muitas provas em suas respectivas terras (no caso da Michelle, na F3 Asia).  Piria ainda chegou a fazer algumas provas pela GP3, mas não obteve grande sucesso e mudou de ares indo para os Estados Unidos; enquanto Michelle e Julia foram direto tentar carreira nos states.

A que tem mais chances de conseguir algo na categoria é a argentina, pois a mesma corre pela melhor equipe da categoria (Juncos Racing), um carro no estado da arte da categoria e equipe e engenheiros a disposição.  A italiana acertou de última hora para correr pela JDC Motorsports, e pode agregar algo na categoria com sua experiência, e a filipina sofrerá um bocado correndo na World Speed Motorsports, que, geralmente, fecha o grid na categoria.


Na USF2000 tem uma equipe americana com três brasileiros.
Da esquerda pra direita, Gustavo, Felipe e Victor.  Ignorem o loiro mais a esquerda.

Se você é daqueles bem pachecos vai querer acompanhar essa equipe.  A Afterburner Autosports decidiu apostar pesado em brasileiros, contratando três de seus quatros pilotos oriundos de terras tupiniquins.  O experiente Felipe Donato e os novatos Victor Franzoni e Gustavo Myasava. 

Eles também fizeram uma boa carreira enquanto estavam no Brasil, e enquanto Victor Franzoni ia tentar a sorte na F-Renault europeia, Donato foi para a parte mais desenvolvida do continente, e Myasava também vai pros EUA, só que três anos depois.

A Afterburner é uma das boas equipes da USF2000, e todos os brasileiros tem chances de conseguir ótimos resultados, isso quando tempestades não o impedem do contrário.  O Indy Center Brasil entrevistou todos os três brasileiros, e você pode acompanhar melhor sobre cada um nos links das entrevista com Felipe Donato, Gustavo Myasava e Victor Franzoni.

Pela equipe também corre o holandês Jeroen Slaghekke, mas ele não é importante pra pachecos verem a categoria.


Tem a Road To Indy TV.

É a equipe que cobre todos os bastidores das corridas, treinos e atividades que o Road to Indy faz.  Neles, Tristan Vautier e JP Manterola fazem um programa semanal e várias entrevistas disponíveis no Youtube, eles também mantém um site onde tem várias atualizações das redes sociais.

Mas porque ela é umas das atrações do Road to Indy?  A atração é que ela parece bastante com aquela emissoras menores que vivem no interior:  eles estão praticamente em todos os lugares e gravam sobre tudo, o que é importante e o que não é, o que é interessante e o que não é também, e com isso geram uma quantidade gigantesca de material.  Para ter apenas uma ideia, no fim de semana em St. Pete, eles fizeram nada menos do que 22 entrevistas, incluindo aí três com o mesmo piloto. E sabe quantas dessas entrevistas foram para o programa de meia hora toda quinta-feira?  Nenhuma. 

Não ter muito o que mostrar e acabar mostrando tudo, combinado com uma equipe não muito ortodoxa em seu jeito de viver, só poderia culminar em algo extremamente sem noção.

Cape Motorsports with Wayne Taylor Racing

 Pule o vídeo para o minuto vinte e oito, exatamente.  Você não irá se arrepender.

A equipe com nome grande o suficiente pra ser o nome de umas das provas da Indycar, os irmãos-donos Dominic e Nicholas Cape são famosos por fazer grandes carros, serem vencedores nas categorias por onde passam e por serem... loucos.

O nível de sandice da equipe pode ser constatado no vigésimo oitavo minuto do video, onde temos momentos mais insanos vividos por uma equipe e que podem ser mostrados nos veículos midiáticos tradicionais.

Tem o sonho de vários adolescentes:  Pilotos de 14 anos acelerando a 200km/h.

Soori
Herta
Colton Herta e Keyvan Anders Soori tem 14 anos.  Estão entrando na High Scholl nos Estados Unidos, passam a maioria sendo adolescente e fazendo o que adolescentes fazem como colocar no Facebook que estuda em Hogwarts e afins, com a exceção que já são pilotos de corrida profissionais.

Ambos começaram o ano passado, disputaram a Skip Barber (só algumas corridas no campeonato de inverno, e quase todo o campeonato de verão), conquistaram uma vitória e já pularam pra USF2000.  O alemão Andres disputou as primeiras provas pela Cape Motorsports with Wayne Taylor Racing (o que só comprova o ponto levantado no tópico acima) enquanto o filho de Bryan Herta deve estrear pela Jay Motorsports, já que foi impossibilitado de disputar essa corrida de st. Pete devido a problemas em sua licença.

Não é preciso usar os pés pra se dirigir um carro em ambas as categorias.
Michael Johnson na USF2000 o ano passado

Talvez esse seja o ponto que mais me fascina nessas categorias.  Apesar de ser raro, já vimos vários pilotos cadeirantes em categorias turismo, e mais raramente em monopostos.  Mas essa história surgiu de forma menos convencional.  Vamos contar rapidamente a história de Michael Johnson.

Em 2005, quando ele tinha doze anos e dirigia motocross, sofreu um terrível acidente, lesionou a coluna e após uma longa recuperação descobriu que seu corpo não se movimentaria mais do quadril para baixo.  Mas logo em 2006 ele conseguiu voltar a correr, dessa vez mudando para o kart.  Além de tomar gosto pelos veículos de quatro rodas, conseguindo competir e conseguir bons resultados em competições nacionais, usando um veículo adaptado com freios e acelerador nas mãos.  E decidiu prossguir em sua carreira, entrou no campeonato da Skip Barber em 2011, e entrou no campeonato da USF2000 em 2012 e 2013, sempre pela equipe JDC Motorsports.

Esse ano dirige na um carro adaptado na Pro Mazda, e já estreou ficando entre os dez primeiros na maioria das corridas que disputou.  Essa é uma das ótimas razões pra acompanhar essa categoria.

 
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