Mudanças aerodinâmicas trazem a Honda para mais perto da Chevrolet

Ontem a INDYCAR autorizou mudanças aerodinâmicas para a corrida de Phoenix, e Tim Cindric declara que essas mudanças deixarão a Honda mas próximo da Chevy.


Para a quarta corrida da temporada 2017 da Indy, a INDYCAR, órgão que regulamenta e chancela a Fórmula Indy, divulgou no meio da semana que a pressão aerodinâmica a ser usada em Phoenix seria próxima da usada no ano passado. Em 2016, além da corrida quase sem ultrapassagens, os dez primeiros carros no grid de largada e oito dos dez primeiros colocados no fim da prova eram empurrados por motores Chevy.

Com essas medidas, durante o treino classificatório realizado ontem, vimos novamente um domínio da Chevy, com os cinco primeiros do grid com motores fornecidos por eles e gerando críticas de alguns pilotos, incluindo até Will Power, que reclamou durante o warm-up da falta de pressão aerodinâmica.

Ontem, logo após o treino classificatório, depois de uma conversa com vários pilotos, a direção da INDYCAR autorizou mudanças na altura e angulação da asa traseira, para gerar mais pressão aerodinâmica. "Mais pressão aerodinâmica, apesar de diminuir a velocidade dos carros, permitirá os pilotos a andarem numa variedade maior de traçados durante a prova." Declarou Bill Pappas, vice-presidente de competições da INDYCAR.

Tim Cindric, presidente da Team Penske, que fez 1-2-4-5 no treino classificatório, declara que essas mudanças trarão a Honda para mais perto da Chevrolet durante a corrida. "A Chevy sempre teve o melhor aerokit para ovais curtos," declarou Cindric, "mesmo com a Honda melhrando seu motor, isso foi comprovado durante o treino classificatório. Mas a INDYCAR mudou a altura e angulação das asas, fazendo o aerokit da Honda ser mais competitivo do que nunca nessa pista, e o aerokit da Chevy não se beneficiará tanto dessa mudança."

Entretanto, as equipes não conseguiram testar com essa nova angulação nesse fim de semana em Phoenix. "Não se sabe ainda o quanto de pressão aerodinâmica essa mudança gerará." alertou Cindric, "Para correr mais rápido em oval curto, precisa-se de menos pressão aerodinâmica e mais potência de motor. Tivemos boas corridas aqui e não é o circuito que tem problemas, precisamos nos ajustar a ele." encerra.

A corrida acontece daqui a uma hora.
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