Piloto do dia: os dos carros #19 e #20

Uma série nova para entreter vocês na silly season gigante da Indy. Juntamos quatro dos escritores do site (Filipe Dutra, Marcelo Augusto, Matheus Antônio da Silva e Rômulo Silva) para comentar sobre a temporada de 2016 de todos os pilotos.
Começamos com os pilotos dos dois carros que foram revezados esse ano: o #19 da Dale Coyne e o #20 da Carpenter.
Nesse ano a Dale Coyne revezou apenas um carro.


Entre Luca Filippi, Gabby Chaves, RC Enerson e Pippa Mann, quem foi melhor e merece temporada completa?
Marcelo: Gabby Chaves. Desde 2015, quando fez temporada completa pelo time do Bryan Herta que ele merece continuidade na Indy. O fato dele não ter dinheiro é um grande entrave pra isso, mas em questão de talento, ele é o melhor desses quatro. Preciso ver mais corridas do RC Enerson pra emitir uma opinião sobre ele, fez poucas corridas em 2016 e não obteve nenhum grande destaque, mas acho que é outro que, no mínimomo, tem potencial pra seguir na Indy.
Rômulo: Enerson foi o que mais me surpreendeu. Fez três boas corridas e parece ter potencial. Gabby Chaves, apesar de ter ido mal nas corridas que participou, deixou uma boa impressão nos tempos de Bryan Herta e pode beliscar uma vaga no futuro.
Filipe: Na minha opinião, o Chaves mistura frescor e maturação. Filippi e Mann já estão na curva descendente, e Enerson é muito novo ainda.
Matheus: Ainda creio que Gabby chaves seja a melhor escolha dos quatro, empatada com o Enerson. Fillipi e Mann já tem a imagem desgastada pela quase falta de resultados e habilidade (no caso da Mann) ou na falta de dinheiro e apoio, além da restrição de ovais (Filippi). Chaves é um ótimo piloto e bastante constante, enquanto Enerson mostrou grande desempenho mesmo caindo de paraquedas no carro.

No #20, ele foi pilotado por Ed Carpenter nos ovais...
- Como foi o ano de Ed Carpenter, ele deve insistir em correr apenas os ovais?
Marcelo: Não. Acho que o Ed devia se ligar que nem nos ovais ele consegue ser competitivo mais. Eu se fosse ele tentaria a Indy 500 apenas e cogitaria me aposentar de vez em 2018. Fora isso, acho que, enquanto continuar essa história de dividir com outro piloto o carro #20, vai afastar muito piloto que quer fazer full season na Indy.
Rômulo: O ano de Ed foi sofrível. Em cinco corridas foram quatro abandonos. Mas as coisas não vêm bem desde quando a Indy introduziu os aerokits. Até 2014 Carpenter sempre andava na frente em circuitos ovais e vencia corridas, o que prova que ele é bom piloto nesse tipo de pista. Mas se em 2017 as frustrações se repetirem, melhor ficar só como dono de equipe mesmo.
Filipe: O ano foi OK, mas acho que o Carpinteiro deveria pensar em ser mais dono de equipe que piloto e, só pra tirar uma onda, correr a Indy 500.
Matheus: E, finalmente, Ed Carpenter voltou a ser o Ed Carpenter que foi na IRL. Até 2012, a decepção era constante para ele, com bons resultados, curiosamente, apenas nas corridas em Kentucky, e a temporada de 2016 lembrou essas temporadas para Ed, pois ele teve problemas ou batidas em todas as provas. Meu palpite para o ano que vem é que aconteça exatamente o mesmo que aconteceu nos últimos dois anos na carreira de Ed Carpenter: nada. Mas, ele tem um bom sócio e um bom patrocinador, então que continue correndo.
E Spencer Pigot o pilotou nos mistos.
- Como foi o ano de Spencer Pigot, ele merece full season?
Marcelo: Merece sim. 2017 pode ser a temporada de afirmação pro jovem americano. Na minha opiniãoo, o Ed Carpenter deveria coloca-lo no #21 no lugar do Newgarden, que foi pra Penske e dar tempo pra ele virar o piloto de bom potencial que ele é. Tipo que nem a Sarah Fisher fez com o Newgarden em 2012.
Rômulo: Fez boas corridas, e acho que se encaixaria perfeitamente no revezamento do carro #20 com Ed Carpenter.
Filipe: O ano do Pigot foi bem mediano, no sentido de mesclar altos e baixos. Ele merece sim full season, promete.
Matheus: Ao meu ver, Pigot, como todo bom estreante oriundo da Indy Lights, passou uma temporada apagada em sua estreia. Ele fez uma boa temporada de estreia em equipe média, correu no meio do grid a maior parte do tempo e aproveitou uma ou outra boa oportunidade para terminar provas entre os dez primeiros colocados, tudo o que um bom estreante em sua condição faria para se firmar na categoria. Entretanto, seu principal problema nessa temporada de estreia vem sendo os ajustes para as provas, pois Pigot, mesmo tendo engenheiro experiente e um bom companheiro de equipe, aparecia mais atrás nos treinos livres e prejudicava bastante sua posição de largada.


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