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Parece mentira, mas nem é. Uma comissão da prefeitura de Pequim, capital da China, quer uma corrida em um circuito de rua na cidade AINDA ESSE ANO.
E lá vamos nós...
Anteontem (9 de maio), aconteceu, em um hotel no sudoeste de Pequim e com a presença das duas principais emissoras de TV estatais, uma conferência de lançamento da Beijing INDYCAR 600. Essa é a mais nova tentativa da China organizar um evento da Indy em seu solo.

A ideia dos organizadores é organizar uma corrida extra-campeonato em outubro desse ano, em um circuito de rua montado no distrito de Fengtai, um dos mais populosos, com vários pontos turísticos e próximo as instalações dos Jogos Olímpicos de Verão de 2008. E, a partir de 2017, a corrida integrar o calendário da Indy.

Se você acompanha a Indy a mais tempo ou com mais afinco, vai se lembrar que essa é a terceira tentativa de se levar o automobilismo americano para a China, com a Champ Car tentando ir para a própria Pequim em 2007 e a IRL-INDYCAR tentando fazer um evento em Qing Dao, em 2012. E ambos não deram certo.

Então, por que esse evento funcionaria?
Carro de 2013, logo de 2014. Essa é a China atual.
Bem, dessa vez há duas vantagens dessa terceira tentativa perante as outras duas:

Primeiramente, a comissão e os apoiadores do evento. O presidente dessa comissão é o mesmo preidente da comissão organizadora dos jogos olímpicos de 2008 (Xiaoyu Jiang), e o comitê é formado por vários executivos do governo (pois, na China, não existe tradução correta para 'político') na área de cultura, eventos, transporte e esportes.  Isso mostra que o evento não tem apoio apenas da prefeitura da cidade, como nas outras duas tentativas, mas o apoio vem da esfera Federal da China.

E finalmente, como apontado pelo próprio Xiaoyu, o momento está bem propício para essa troca entre EUA e China no automobilismo. A indústria automobilística chinesa é uma das que mais crescem no mundo e é um dos setores da economia que mais cresce internamente também. A cidade de Pequim foi recém escolhida como sede dos Jogos Olímpicos de Inverno em 2022 e a sociedade chinesa cada vez mais aberta a eventos internacionais. O GP da china de F1 já se consolidou no cenário mundial e atraiu várias outras categorias, criando um certo público que gosta de corridas.



Fonte: xiaofei news.

Um comentário:

  1. Essa história de que a China se tornou uma "sociedade aberta" ao mundo, é faixada na minha opinião. Apesar de na realidade a China estar "bombando" em todos os âmbitos, isso nada tem a ver com uma suposta postura mais leve e aberta deles.

    Acho que passam essa imagem como uma tentativa de enganar os bobos no ocidente, para em seguida e gradativamente, influenciarem a política no mundo por meio do seu "partidão democrático" chinês. Aquilo lá ainda é uma ditadura pesada. Já reparou que alguns eventos mundiais no futuro, como a Copa 2018 na Rússia, 2022 no Catar (e tantos mais que eu talvez não saiba), ocorrerão em países "abertos" e "democráticos"?

    Mudando de assunto, eu também duvido que essa corrida venha a acontecer, só vendo para crer mesmo.


    Um abraço!

    Karl

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