Dixon conta com azar da Penske e vence pela primeira vez em Phoenix

Na volta da Indy a Phoenix após onze anos, neozelandês da Ganassi se aproveita da economia de combustível, além de azares da Penske, para vencer a primeira na temporada. Tony Kanaan termina em quarto e Helinho em 11º.

No calor do deserto, quem vence é o homem de gelo da Indy. (Foto: IndyCar)

A corrida começou com os brasileiros, que largaram na ponta, assumindo ritmo forte e desgarrando dos demais. Só que eles esqueceram do Montoya, que também começou com tudo. Logo nas primeiras voltas, o colombiano passou Kanaan e assumiu o segundo lugar. Enquanto isso, Hunter-Reay fazia uma largada ao bom e velho estilo de Tony Kanaan e, por fora, passou cerca de cinco carros, pulando para quinto.

Hélio era o líder até que, estranhamente, o seu pneu direito dianteiro murchou. Com isso, Montoya assumia a liderança. Mal sabia o colombiano que, voltas mais tarde, o mesmo problema no mesmo pneu do mesmo lado aconteceria em seu carro. Resultado: ambos pilotos da Penske, favoritos para ganhar a prova, foram para o fundão do grid, cerca de duas ou três voltas atrás de Kanaan e Dixon, então líderes.

A partir de então começaram as amarelas. E o que vimos na pista, com o alto nível de pressão aerodinâmica imposta aos carros para essa prova, foram as pouquíssimas ultrapassagens. Se algum piloto colocasse lado a lado com outro nas curvas, o que ficava do lado de fora da pista acabava rodando ou quase indo para o muro. Assim foram os casos de Kimball com Newgarden, Filippi com Hawksworth, Andretti com Chilton, dentre outras.

Os líderes também tinham dificuldade para poder passar os retardatários. Hinchcliffe, Filippi e Sato não deixaram Hélio, Montoya e Dixon passar nem por decreto. Coincidentemente ou não, todos esses eram Honda.

Tony Kanaan fez ótima corrida, mas contou com o azar de parar justamente quando a bandeira amarela foi acionada, após Luca Filippi rodar. Com isso, o baiano da Ganassi tomou volta de Dixon, recuperando-a mais tarde, mas indo para o final do pelotão.

Tirando o bom desempenho de Tony Kanaan, que valeu de sua experiência na pista de Phoenix para passar muita gente e praticamente escalar o grid no fim, não tivemos muita emoção na pista. Destaque para o bom desempenho dos ‘rookies’ em ovais, Alexander Rossi e principalmente Max Chilton, que terminaram do top 10.

Destaque também para Ryan Hunter-Reay e Graham Rahal, os únicos pilotos guiados pelos motores e aerokits da Honda no top 10. Hunter-Reay chegou a disputar a vitória andando em terceiro e, se não fosse a amarela de Filippi, a mesma que prejudicou Kanaan, quando Hunter-Reay também parou, o americano da Andretti poderia ter conquistado algo melhor que o décimo lugar. Já Rahal fez corrida que não condiz com o seu perfil: segura e sem riscos, acabou indo bem e terminou em quinto.

Bourdais também fez corrida quase discreta. Na volta 175, o francês foi fechado por Chilton, foi para a parte suja da pista, ‘relou’ parte da roda traseira no muro, parou em bandeira amarela e ainda assim conseguiu terminar em sexto. Uau.

Outro francês que merece destaque também, só não sei se positivo ou negativo, é Pagenaud, que não fez absolutamente N-A-D-A na prova. Largando de décimo, a estratégia do seu engenheiro e as paradas nos pits de sua equipe funcionaram muito bem e com certeza foi a combinação desses fatores que fizeram com que o francês chegasse em segundo. Uau também.

Essa foto dá um bom meme: Pagenaud dando entrevista após a prova, todo orgulhoso da 'corridaça' que fez, e o Power não acreditando da sua cara de pau. (Fonte: Pegueinotwitter.com.br)

Um fato estranho que aconteceu, com cerca de sete voltas pro fim, após Hunter-Reay tocar o muro e perder um pedaço de aleta da asa traseira, com esse mesmo pedaço ficando no meio da pista, a direção de prova resolveu não colocar bandeira amarela em toda a pista, deixando a corrida rolar. Entretanto, faltando duas voltas pro fim, a mesma mandou acionar a bandeira, acabando ali a prova praticamente e consolidando a vitória de estratégia perfeita de Scott Dixon. Ninguém, nem eu, e acho que nem a própria direção de prova também, entenderam isso. Mas enfim.

A corrida foi chata sim, de fato, mas pelo menos foi a noite de algumas ‘primeiras vezes’: O primeiro oval do ano, primeira vez que a Indy anda em Phoenix ‘sob as luzes’, a primeira vitória de Dixon nesta pista, a primeira vitória dele no ano, a primeira vez que Chilton e Rossi andaram em oval e terminaram no top 10, a primeira derrota do Montoya na temporada, o segundo azar do Hélio no ano, etc.

Confira abaixo o resultado final da prova:


A próxima etapa da IndyCar ocorre daqui duas semanas, em 17 de abril, no tradicional circuito de rua em Long Beach, na Califórnia.

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2 comentários:

  1. A verdade é que a corrida foi chada devido a configuração que escolheram pra pista. Lembro que o Andretti já tinha avisado sobre isso. A que é, sim, é um maior para os pilotos, mas sem dúvida os kits que foram usados em Fontana no ano passado propiciaram uma corrida espetacular. Se a indy quer atrair público e aumentar audiência em ovais vai ter que melhorar e mudar muito, nos outros ovais curtos a tendência é as corridas serem parecidas com as de ontem, o que seria um saco.

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