Qual o limite do teste? JP García treina pela KVSH Racing.

Esse é um texto onde conto os motivos de um cara que praticamente não tem chances de entrar no grid da Indycar fazendo um teste num Indycar, pra quê?
O dia em que a ciência foi longe demais...
Uma das tradições da off season da Indycar são os vários pilotos que aparecem aleatoriamente para testar por equipes como KV, Dale Coyne ou Bryan Herta. Muitas das vezes são pilotos que tem chances consideravelmente pequenas de entrar no círculo da Indycar em qualquer tempo, espaço ou dimensão descoberta pela ciência.


Esse é o caso que aconteceu nesse fim de semana. Juan Pablo García testeou pela KVSH (aquela que usa a pintura do Bourdais) nessa sexta e sábado, na mini-pista de West Palm Beach.

O mexicano de 28 (!!!) anos esteve na Indy Lights por seis anos seguidos. Isso mesmo, seis anos. Em três temporadas completas e três etapas parciais, ele fez 44 corridas e acumula 0 vitórias, 0 pódios, 0 segundos lugares e 0 terceiros lugares. No ano de 2014 (o último ano que ele esteve na Lights) conseguiu uma vaga na melhor equipe da categoria até então, a Schmidt-Peterson Motorsports, e terminou o ano em sexto lugar, a frente só de seu companheiro de equipe Juan Piedrahita e de Scott Anderson que se arrastava de Fan Force. Esse foi o melhor ano dele na categoria, com dois quarto lugares (um em Pocono, com oito carros competindo e um em Sonoma quando se safou das batidas).

A bizarrice é tanta que tamparam o nome de Bourdais com folha sulfite.
Pessoalmente, consigo enumerar uns vinte pilotos que pintaram na Lights nos últimos três anos com resultados mais promissores que o dele e, pelo menos, dez pilotos mais endinheirados que ele. Então chego a conclusão pessoal de que: esse teste não serviu pra muita coisa.

Primeiramente, as chances de García estar na Indycar são praticamente nulas e isso é comprovado pelos seus resultados na Lights em conjuto com o fato de ele não ter dinheiro pra continuar na categoria em 2015, se ele não tinha dinheiro pra Lights, imagine pra Indycar!

Segundo, o teste foi numa pista extremamente acanhada no interior da Flórida, com o chassi e motor desse ano (portanto, desatualizados para 2016), então em pouco adiciona esse teste para a própria KV.

Terceiro, como dito acima, o próprio García não tem muito dinheiro, então ele não pagou muito para fazer esse teste.

O que nos leva a conclusão de que: esse teste não teve muito sentido de acontecer, a não ser para a equipe se movimentar um pouco na off season de seis meses (todos já estão pagos mesmo, né...) e também para dar a oportunidade de pessoas que nem JP García fazer algo que não teria chances em outras condições: andar em um Indycar.

<3
E isso é um dos motivos de eu amar essa categoria. A pessoa tem o sonho de andar num Indycar por suas próprias forças, mas logo (ou nem tanto, afinal ele teve seis anos na Lights) percebem que as chances passam de extremamente pequenas para nulas. Então, ao invés de desistir e fazer alguma outra coisa, como correr no turismo local ou ir pra casa e desistir dessa vida de merda de piloto pobre, ele junta dinheiro e lava a alma dirigindo um Indycar numa equipe de verdade por dois dias. Isso é maravilhoso, dá pra ver aqui como ele estava feliz.

fonte: Twitter e Racer, Motorsport e Indycar al Día. Saiu por último por aqui, pra manter as tradições.
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