Hunter-Reay vence batalha final com Castroneves e fatura 500 Milhas de Indianápolis pela primeira vez

Foram 3/4 de 500 Milhas de Indianápolis absolutamente atípicos e, depois, emoção pura. Teve até bandeira vermelha no fim para evitar que pelo quinto ano seguido se terminasse a corrida sob amarela. E o que se viu nas cinco voltas derradeiras foi um espetáculo que valeu tudo. Ryan Hunter-Reay e Helio Castroneves brigaram pela vitória em um duelo que certamente vai entrar para a história. Linhas defensivas para lá e para cá, manobras inesperadas e arrojadas, e Hunter-Reay acabou 0s060 na frente de Castroneves para ganhar pela primeira vez no solo do Speedway.

Hunter-Reay feliz da vida. (Foto: Andretti Autosport)

Confira como foram as 500 Milhas de Indianápolis

James Hinchcliffe passou à frente de Carpenter numa largada ilesa na primeira curva, mas com um problema menor na reta oposta: um toque leve com Davison afetou o bico do carro de Briscoe, o levando de cara aos boxes. Só na volta 10 é que houve a destroca, com o norte-americano do carro #20 retomando a posição em que partiu.

Mais atrás, Castroneves mantinha-se em quarto e Kanaan avançava dois lugares, indo para o 14º.

Passadas 20 voltas, dois pontos chamavam atenção: os 30 primeiros colocados estavam separados por uma diferença de 13s, o que significa menos de 1/3 da pista; e Briscoe era quem virava mais rápido, na casa de 223 mph, certamente em busca para recuperar a volta que perdera. E como asterisco, que Carpenter só estava liderando porque o resto não queria – nem o próprio, decerto.
Foi Ed, de cara para o vento, o primeiro a parar, na volta 29; na seguinte, foi a vez do outro então líder, Hinch. Aí a boiada toda acompanhou. O último foi Aleshin, que teve o gosto de pontear a Indy 500.

Com a volta ao ritmo, Power resolveu andar e passou Carpenter e Hinch para tomar o primeiro posto. Hildebrand também evoluiu e grudou no companheiro/chefe para ficar em terceiro.

Na volta 58, foi Andretti quem decidiu aparecer e avançar: de quarto, pulou facilmente para primeiro. Marco também puxou o povo para a segunda parada nos boxes, lá perdendo terreno para Power. No vaivém da segunda rodada, Castroneves surgiu como o ponteiro e Kanaan teve problemas: sem gasolina na entrada dos pits, o brasileiro chegou no embalo e necessitou do ‘starter’ para fazer o motor ligar. Mal acionada, a peça não fez o seu papel. A equipe teve de trocar o câmbio para tentar solucionar o problema. Foi o adeus à segunda vitória.

Outro que não passou incólume foiGraham Rahal, que abandonou com um problema elétrico. Nada que fizesse muita diferença.
Sem amarela, o terceiro stint da prova seguiu os anteriores, com o líder sendo o primeiro a trocar de pneus e reabastecer. Assim, Castroneves comandou o rebanho na volta 92. Montoya passou à ponta por algumas voltas e, retomada a situação normal, o novo primeiro caiu no colo de Hunter-Reay. Helio decidiu passar o norte-americano na volta 107 para ser a caça; na 117, começaram as trocas entre os dois.

Helinho em Indianápolis. (Foto: Indycar)

O brasileiro partiu para sua quarta parada na 120. Um pequeno erro fez a parada durar quase 12s. Os outros pilotos da Penske também sofreram: Montoya tornava a colocar-se na primeira colocação em uma tática que vinha privilegiando o consumo extremo de combustível. Quando foi para os pits, demorou a acionar o limitador de velocidade. Tomou punição pelo excesso. Power mostrou-se companheiro de tudo e fez a mesma coisa.

A demora de Castroneves repôs Hunter-Reay na ponta, com Andretti amarrado ao companheiro. Na volta 138, Marco foi adiante. Helio posicionou-se em terceiro, puxando Dixon e Carpenter. Do grupinho, Ed foi o que abriu a quinta rodada dos pits. No intervalo, enfim, surgiu a primeira amarela: Charlie Kimball perdeu o controle na saída da curva 2, rodou e deu de leve no muro, vindo para a parte interna.

150 voltas, ¾ de corrida. Notem o ritmo da coisa.

Como Carpenter não havia tomado volta ao parar, o pole-position da edição herdou a primeira colocação. Depois, vinham na ordem Hunter-Reay, Andretti, Dixon e Castroneves.

A bandeira verde voltou a ser acionada na 157, com Hunter-Reay logo passando Carpenter e perdendo a ponta na passagem seguinte, e depois recuperando. Enfim, a corrida pegava no breu, com as esperadas trocas de posições. Depois de quatro ou cinco trocas, Ed resolveu sossegar um pouco e decidiu comboiar o rival. Instantes depois, uma nova amarela surgiu com um dos favoritos indo ao muro: Dixon, na 167 – a volta –, na 4 – a curva. Entrou já rodando e pof!, bela panca.

Aliás, só faltava Dixon ter problema na Ganassi, depois de Briscoe, Kanaan e Kimball. Uma edição para a equipe esquecer. Para não dizer que não ficou um piloto seu, Sage Karam era o único sobrevivente sem problemas, na combinação que a Ganassi fez com a Dreyer & Reinbold para promover o moleque.

Com a rodada de Dixon, Newgarden vinha atrás e tirou o pé para evitar uma colisão. Martin Plowman justificou sua presença na Indy 500 dando na traseira do piloto da Fisher Hartman. Josef abandonou.

Pits para todos, e Hunter-Reay e Carpenter mantiveram seus postos, com Bell pulando para terceiro. Relargada, 175, amarela de novo: Bell abriu por fora e conseguiu superar Carpenter, só que Hinchcliffe tentou meter o carro por dentro, otimista demais. Os três contornaram a curva 1 juntos, mas Ed tocou James, levando os dois ao muro. Acabava o sonho do primeiro e do segundo do grid da Indy 500.

Carpenter desceu do carro e foi lá tirar satisfações irônicas com o canadense gracioso. Pobre Ed.

Hunter-Reay relargou bem na 180, e o mesmo não se pode dizer de Bell, que ficou para trás e permitiu que Andretti saltasse de quarto para segundo, com Castroneves em terceiro. Na 181, curva 3, Marco passou Ryan e tornou-se o líder, e novamente as trocas se davam. Na 184, Helio superou o grupo; Hunter-Reay retomou no giro posterior. O brasileiro deu um tempo e, na volta 189, recebeu o recado de Roger Penske para ir com tudo para cima do norte-americano. Não deu porque Bell bateu e interrompeu a corrida. A batida foi tamanha na curva 2 que a direção de prova acionou a bandeira vermelha para refazer o safer-barrier e, também, permitisse que se terminasse em verde.

A relargada veio na 195, Hunter-Reay manteve a ponta, e a ultrapassagem de Helio aconteceu na 196. Todo mundo passou a adotar a linha interna defensiva. Hunter-Reay conseguiu meter o carro quase na linha para retomar na reta oposta da 197. Na 198, Castroneves conseguiu passar na 1. O concorrente passou na 199 e se segurou demais para não perder mais e cruzar miseráveis 0s060 à frente.

Indy, 500 Milhas de Indianápolis, final:



Fonte: Grande Prêmio
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