Conheça as diferenças entre os ovais da Indy

Das 18 etapas que compõem o calendário 2014 da Indy, 6 delas acontecerão nos tradicionais circuitos ovais. Mas o que o circuito do Texas tem de diferente dos outros circuitos como Pocono, Fontana e Indianapolis?

Para os fãs da Indy essa pergunta pode ser até ofensiva. Mas para o pessoal que não costuma acompanhar o automobilismo norte-americano, ou até mesmo para quem assiste assiduamente, resolvemos tirar as dúvidas abaixo.

O Indianapolis Motor Speedway é o palco da corrida mais importante
da IndyCar Series (Foto: ABC Press)

Dentre os ovais, as principais diferenças estão no tamanho, formato, inclinação e tipo de asfalto. 

TAMANHO
Superspeedway
São as pistas ovais com mais de duas milhas de extensão: Indianapolis e Pocono são as que se enquadram nesse quesito. Os carros, normalmente, andam próximos uns dos outros para utilizar o vácuo, aproveitando-se do ar de forma a fazer a aproximação e tentar a ultrapassagem. Geralmente os carros com um motor mais potente levam vantagem nesse tipo de circuito, porém há grandes chances de uma zebra vencer a corrida.

Intermediários
Variam entre 1,5 e duas milhas. Fontana e Texas são os exemplos. Cabe ao piloto determinar a melhor forma de andar e o ponto certo para ultrapassar. 

Ovais Curtos
São os menores circuitos, cuja extensão não ultrapassa 1,3 milha. Nesta temporada teremos Iowa e Milwaukee. Nessas pistas, os carros não conseguem alcançar velocidades muito grandes. O contato entre os pilotos é intenso e é difícil chegar ao final da corrida ileso.

FORMATO
Bi-Oval ou Oval Puro
Pistas que possuem duas retas e duas curvas simétricas. Milwaukee, por exemplo, é um bi-oval. 

D-Oval
Texas, Fontana e Iowa têm a forma da pista assemelhada à da letra “D”, com uma reta, duas curvas e uma “reta-curva”.

Tri-oval
Pocono possui três retas e três curvas.

Quad-ovais
São constituidos por ovais com 4 curvas, podem ter a forma retangular ou de um trapézio. Indianapolis é um ótimo exemplo.

Seis circuitos ovais participam da temporada 2014 da Indy
(Foto: Divulgação)

INCLINAÇÃO
Todos os ovais apresentam alguma inclinação em retas e curvas, mas a quantidade de diferentes obliquidades varia de pista para pista. Nas retas, o ângulo costuma ser menor. A função da inclinação consiste em ajudar o carro na “downforce”, a força que “puxa para baixo”. Significa, basicamente, que, quanto mais próximo do chão está o carro, mais depressa passa o ar rarefeito por debaixo dele. Assim, a pressão fica menor e há um ganho de velocidade. Além disso, a inclinação é importante pela segurança, já que permite que o carro ande mais rápido sem perder a tração, pois os pneus acabam sendo forçados pela “downforce” e geram mais aderência com o solo.

Indianapolis, por exemplo, possui 9 graus de inclinação nas curvas, considerado um valor baixo. Milwaukee também tem inclinação máxima de 9 graus. Texas é o oval mais inclinado do calendário, com 24 graus. O traçado é classificado como pista de inclinação média.

TIPOS DE ASFALTO
As pistas com asfalto mais antigo ou de concreto são mais abrasivas, ou seja, aumentam o consumo dos pneus. Milwaukee é um exemplo desse tipo de superfície. As pistas lisas, que foram recentemente recapeadas, provocam muito menos desgaste, e é comum que nelas se vejam muitas estratégias de combustível. Texas e Indianapolis estão neste grupo.
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